Da coroação do casal real aos bailes de máscaras

Segundo a tradição, as festividades carnavalescas começam oficialmente no sábado que antecede o domingo gordo, pois é nesse dia que se faz a coroação dos Reis do Carnaval. Em Loures, é o histórico Largo 4 de Outubro que, à noite e com a pompa e circunstância adequadas, acolhe esse momento solene.
A escolha dos monarcas é feita de modo aleatório: a cada ano é sorteado um grupo que indica quem serão os seus representantes no corso. O destino do “Rei Momo” é sobejamente conhecido, dando o mote ao mais importante momento do Carnaval de Loures: o enterro de D. Ocarário, este ano, o XL.
Em 2013, o grupo responsável pela indicação do casal real é a União Cultural, Recreativa e Desportiva da Ponte de Lousa, que escolherá entre os seus pares o Rei e a Rainha do Carnaval de Loures. A escolha de pessoas da terra, muito queridas entre as comunidades, foge bastante ao padrão de outros carnavais portugueses que optam por “monarcas” bem conhecidos do grande público mas sem qualquer ligação local. É uma forma de Loures mostrar o seu caráter muito próprio na defesa das suas gentes.
Parte integrante da tradição são, igualmente, os bailes de Carnaval. Após a coroação, o séquito segue em direção ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Loures onde terá lugar o primeiro baile de Carnaval.
Todos os anos, a Associação de Carnaval de Loures promove dois bailes: o já referido “Baile da Coroação dos Reis” e ainda o “Baile Trapalhão”, respeitando assim a antiga tradição de juntar as famílias da, então, vila de Loures, num saudável convívio. Na noite de 2ª feira, todos escolhem as roupas e adereços mais excêntricos que têm em casa para brilharem entre os demais, num costume que se mantém há muitos anos e que permite que todos se mascarem sem recorrer a fantasias demasiado dispendiosas. Esse facto, aliado ao baixo custo da entrada – dois euros – faz com que o Carnaval de Loures seja uma excelente demostração de democracia, integração e respeito por todos.



