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Anúncio feito em Loures

“Refugiado” é a Palavra do Ano 2015

04.01.2016

“Refugiado” eleita a Palavra do Ano 2015, numa cerimónia realizada na Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS), em Loures.

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Mais de 20 mil portugueses participaram na escolha online das dez palavras selecionadas pela Porto Editora. A palavra “refugiado” foi eleita por cerca de seis mil pessoas (31% dos participantes), seguida de  “terrorismo” (17%) e “acolhimento” (16%).
A abertura da cerimónia na BMJS, no dia 4 de janeiro, coube ao presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares, que destacou a iniciativa por esta “valorizar a língua e a palavra”, realçando ainda o facto de se realizar na biblioteca de Loures, que apelidou de “local apropriado”.
“As palavras escolhidas ao longo dos anos têm refletido o que as pessoas sentem como mais relevante no ano que agora termina”, acrescentou Bernardino Soares. “Esperamos que a palavra do próximo ano seja o reflexo da esperança num futuro melhor”, concluiu.
“Todos os anos ficamos um pouco ansiosos no momento da seleção das palavras”, começou por dizer Paulo Gonçalves, da Porto Editora. “É um exercício particularmente exigente e de enorme responsabilidade. Não é um trabalho sazonal, é um trabalho diário, em que fazemos um acompanhamento meticuloso de como a língua portuguesa é utilizada todos os dias”, explicou.
“Temos de perceber o impacte que as palavras têm no quotidiano, quer através da comunicação social, quer através das redes sociais. É a realidade que define a Palavra do Ano, dizendo muito sobre aquilo que causou maior impacte no mundo”, afirmou Paulo Gonçalves.
Presente esteve também Rui Marques, coordenador da Plataforma de Apoio aos Refugiados, que revelou não estar “surpreendido” com a votação: “Os portugueses escolheram a dimensão humana desta tragédia. Quando falamos de refugiados, falamos de histórias de vida, daquilo que perderam e o que deixaram para trás. Falamos de uma vida resumida a uma mochila às costas. Foi uma escolha centrada nas pessoas e isso é de saudar”.

 

Palavra do Ano
“Refugiado” é definido como: “ Pessoa que se refugiou ou abrigou” e "pessoa que abandonou o seu país para escapar a guerra, fome, condenação, perseguição, e que encontrou refúgio noutro país”. Diz respeito ainda ao “particípio passado de refugiar”.
Estiveram também em votação os vocábulos “esquerda” (8% das escolhas), “drone” (7%), “plafonamento” (6%), “bastão de selfie” (5%), “festivaleiro” (4%), “superalimento” e “privatização” (ambos com 3%).
A Palavra do Ano é uma iniciativa da Porto Editora que tem como principal objetivo destacar a riqueza e o dinamismo criativo da língua portuguesa, acentuando a importância das palavras e dos seus significados. A lista de palavras candidatas a palavra do Ano resulta do acompanhamento permanente da realidade da língua portuguesa, levado a cabo pela Porto Editora, através da análise de frequência e distribuição de uso das palavras e do relevo que elas alcançam, tanto nos meios de comunicação e redes sociais como no registo de consultas online e mobile dos dicionários da Porto Editora, tendo em consideração também as sugestões dos portugueses através do site www.palavradoano.pt.

 


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