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Recriação histórica

Feira Setecentista em Santo Antão do Tojal

20.09.2021

Nos dias 18 e 19 de setembro, a Feira Setecentista esteve de volta ao Largo da Fonte Monumental, em Santo Antão do Tojal. Mais uma edição, na qual se concretizou uma viagem no tempo até ao reinado de D. João V.

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Foram diversos os momentos de animação que constaram da programação deste evento, promovido pela Câmara Municipal de Loures e pela União das Freguesias de Santo Antão e São Julião do Tojal. Além do tradicional mercado setecentista, os visitantes tiveram oportunidade de participar em visitas encenadas ao Palácio dos Arcebispos, ou então passar as manhãs em família e realizar alguns dos desafios propostos: fazer uma máscara ou um leque, aprender uma dança, fazer uma peruca em papel ou experimentar os jogos tradicionais.

 

Os espetáculos circenses também fizeram parte da feira, bem como a recriação de um serão setecentista onde não faltaram a música, a poesia e a dança barroca.

 

Um pouco de história

 

Santo Antão do Tojal possui um conjunto patrimonial de interesse histórico e cultural que data do século XVIII, motivo pelo qual, desde 1996, se realiza a recriação histórica setecentista.

 

Diz a história que, até 1755, data em que a várzea deixou de ser navegável, devido ao terramoto que destruiu a capital, todas as pedras, estátuas e carrilhões que seguiram para o Convento de Mafra foram descarregados e benzidos em Santo Antão do Tojal, num evento com grande pompa e circunstância, tendo depois seguido para o convento.

 

O Palácio dos Arcebispos – Palácio da Mitra –, mandado construir pelo primeiro patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, foi projetado pelo arquiteto italiano Antonio Canevari, o mesmo que projetou o Aqueduto das Águas Livres. Esse palácio servia para o rei D. João V pernoitar quando se deslocava ao Convento de Mafra.

 

Foi também este patriarca o responsável pela elaboração do plano de recuperação e ampliação do espaço do Largo Monumental, tendo Canevari projetado, ainda, o aqueduto, um chafariz e uma fonte, para colmatar as necessidades de abastecimento de água da freguesia e do palácio.

 

 


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