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Eixo Viário Central Espaços de Lazer

Embora as intervenções em curso sejam transversais a toda a freguesia, os espaços centrais, compreendidos entre a Rua Estado da Índia e a Praça da República, situados em plena “baixa” da cidade, são seguramente as imagens de marca deste vasto conjunto de obras que decorre em Sacavém.


Requalificação da malha urbana, reformulação da rede viária, criação e beneficiação de novos espaços de lazer foram algumas das medidas propostas, cuja concretização está aprazada para breve.

 

DADOS TÉCNICOS

 

Local: Rua Estado da Índia – Sacavém

Início: Julho de 2005

Conclusão: Dezembro de 2007 (trechos 1, 2 e 3); 1.º semestre de 2008 (trecho 4)

Investimento: 6 milhões de euros

Características: Requalificação urbana de toda a via; duas faixas de rodagem com duas vias; três rotundas; 363 novas árvores de grande porte; 135 novos espaços de estacionamento; uma ciclovia que liga a Quinta do Património à foz do Trancão.

 

 

 

 

Esta é, sem dúvida alguma, a grande obra que decorre na cidade de Sacavém. Para se ter uma ideia da real dimensão dos trabalhos, basta referir que a área total de intervenção é superior a 68 mil metros quadrados, correspondentes a mais de 1600 metros de via. Depois de concluída, o que é a principal artéria de Sacavém passará a dispor de 135 bolsas de estacionamento à superfície (mais 250 do parque de estacionamento subterrâneo da Praça Regimento de Artilharia Pesada 1), 363 árvores com características de grande porte, três novas rotundas e uma pista ciclável entre a Quinta do Património e a foz do Trancão, para além de importantes melhorias a nível paisagístico e funcional, que a dotarão de novas e funcionais valências, importantes para a sua classificação como a grande “Avenida de Sacavém”.


Dividida em quatro trechos, a obra abarca toda a extensão da via, que vai desde a entrada da freguesia da Portela (denominado Restabelecimento 1), passando pelo acesso poente – junto à Largiro – até à nova rotunda de acesso à Portela (Trecho 1), estendendo-se depois até à rotunda de acesso a Moscavide (Trecho 2), daqui até ao Real Forte (Trecho 3), seguindo até ao início da Praça da República (Trecho 4), embora este trecho seja já entendido, em termos técnicos, como parte integrante da Praça da República.


Propomos-lhe que fique a conhecer, passo a passo, tudo o que já foi feito, o que está em curso, o porquê das dificuldades sentidas ao longo deste tempo de intervenção e as novas metas propostas.


Trabalhos no subsolo, cadastros, opções técnicas e financiamentos

 

Uma série de coincidências infelizes conduziram a que as obras na Rua Estado da Índia não pudessem ser concluídas dentro dos prazos previstos aquando do arranque da empreitada.


Os problemas ocorreram logo após as primeiras escavações, quando os técnicos rapidamente se aperceberam que os cadastros relativos às infra-estruturas subterrâneas (água, luz, telefones, esgotos, entre outros) não estavam minimamente actualizados. As “surpresas” surgiam diariamente, impedindo o normal curso dos trabalhos, e o facto de a operação ser logicamente acompanhada por técnicos das entidades que tutelam essas infra-estruturas (EDP, Portugal Telecom, EPAL, entre outras) implicou a conjugação de timings de intervenção nem sempre fáceis de harmonizar.


É importante referir a este respeito que a dimensão da obra no subsolo da cidade é vastíssima. Falamos da remodelação total deste tipo de equipamentos, muitos deles em avançado estado de degradação, pois não foram alvo de qualquer tipo de beneficiação ao longo de décadas. Hoje, pode dizer-se que parte significativa da cidade de Sacavém já dispõe de modernas redes de abastecimento de água, esgotos pluviais e domésticos, luz e gás – só para dar os exemplos mais relevantes. De referir ainda que alguma da morosidade registada se deve também à opção de reduzir ao máximo os cortes nos diversos abastecimentos, de forma a minimizar o impacte das obras, essencialmente para os moradores da Rua Estado da Índia e artérias adjacentes.


Numa outra vertente, agora de cariz financeiro, dois acontecimentos marcaram a obra. O primeiro esteve ligado à falência da empresa Acoril, líder do consórcio vencedor do concurso público. Problema ao qual o Município é obviamente alheio, e que provocou um impasse no decorrer dos trabalhos, só desbloqueado quando a outra empresa – Construtora Abrantina SA – garantiu a continuidade da obra, agora inteiramente a seu cargo.


O outro relaciona-se com o corte dos subsídios comunitários – integrados no programa PROQUAL – que reduziu o financiamento europeu dos previstos 28 milhões de euros para os meramente simbólicos, face às dimensões das diversas empreitadas, dois milhões e meio de euros.


À época, o Município tinha uma de duas soluções a adoptar:
Ou não realizava as obras, alegando a impossibilidade de cumprimento financeiro, ou fazia um esforço no sentido de garantir a concretização das naturais aspirações da população, ainda que para isso fosse necessário alterar prazos, adiar algumas intervenções e reduzir a dimensão de outras. A opção recaiu na segunda hipótese, pois considerou-se que as promessas feitas teriam necessariamente de ser cumpridas.

 

Obra realizada, trabalhos em curso e calendarização de novas fases


Ultrapassados que foram os problemas de resolução difícil, no momento presente a obra avança dentro dos moldes previstos. Apesar dos constrangimentos referidos, o Restabelecimento 1 e o Trecho 1 estão, grosso modo, já finalizados, com excepção da rotunda de acesso à Portela. Para a sua total conclusão falta apenas a colocação de mobiliário urbano de pequena dimensão – o que só será feito no final da empreitada, a fim de evitar a ocorrência de actos de vandalismo ainda antes da conclusão dos trabalhos – e a plantação de árvores, que segundo os técnicos desta área só deverá acontecer aquando da diminuição das temperaturas médias do ar. Quanto à rotunda de acesso à Portela, a obra está dependente da remoção das infra-estruturas existentes, da responsabilidade da Portugal Telecom, situação que só será desbloqueada em meados de Dezembro de 2007. Assim, e tendo em atenção que as camadas finais do pavimento deverão ser aplicadas de forma contínua, estes dois troços ficarão concluídos no final de Dezembro de 2007.


Quanto aos trechos 2 e 3, os trabalhos decorrem agora a bom ritmo, sendo que na vertente mais próxima da urbanização da Quinta do Património estão praticamente concretizados. Como o Trecho 2 está directamente ligado à futura rotunda de acesso à Portela, apenas no final do mês de Novembro será possível concluir na totalidade as intervenções em curso, com excepção da pavimentação final. Ainda assim, o Trecho 2 foi finalizado no final de Novembro (com excepção da pavimentação final), e o Trecho 3 irá ficar concluído no final do ano, dele fazendo parte a remodelação total da complexa rotunda de acesso à urbanização do Real Forte.

 

Quanto ao Trecho 4, situado entre o Real Forte e a Praça da República, entrará em obra no início de 2008, prevendo-se a sua conclusão para o primeiro semestre desse mesmo ano, apesar das dificuldades esperadas nesta área face à reduzida dimensão da via – o que poderá implicar condicionamentos na circulação –, para além da existência de cabos do sistema de Telegestão da EPAL que se encontram no subsolo.

 

Sabia que...

Ao longo da Rua Estado da Índia, envolventes e Praça da República foram instaladas 8 baterias de ecopontos (“vidrão”, “papelão” e “embalão” e um depósito de resíduos indiferenciados), com capacidade total para 166 mil litros de resíduos sólidos urbanos?

 

 

Detalhes técnicos da obra