| Hospital de
Loures em 2008
Mais próximo da realidade
Após
oito décadas de reivindicações, o Hospital
de Loures está cada vez mais perto de se tornar realidade.
O lançamento do concurso público para a construção
de uma unidade hospitalar com serviço de urgências,
pediatria e maternidade que, dispondo de 565 camas, vai servir cerca
de 340 mil utentes dos concelhos de Loures, Odivelas e Sobral de
Monte Agraço, representa um passo decisivo para a sua edificação,
que se prevê estar concluída até 2008.
No dia 2 de Dezembro, o primeiro-ministro, José Manuel Durão
Barroso, anunciou o concurso público internacional para a
construção do Hospital de Loures, previamente formalizada
por Despacho conjunto assinado pela ministra das Finanças,
Manuela Ferreira Leite, e pelo ministro da Saúde, Luís
Filipe Pereira, na presença de Carlos Teixeira, presidente
da Câmara Municipal de Loures, e de outros responsáveis
governativos e autárquicos da Área Metropolitana de
Lisboa.
Meses de intensas negociações resultaram no Acordo
Estratégico de Colaboração entre a Câmara
Municipal de Loures e o Ministério da Saúde, que contempla
a construção do Hospital de Loures, em terreno cedido
pelo Município, bem como a construção das extensões
de Saúde em Santo António dos Cavaleiros e Sacavém.
Este hospital, embora resulte de uma parceria público-privada,
ficará integrado no Serviço Nacional de Saúde
e servirá o concelho de Loures – em termos populacionais,
o quinto maior concelho do País e o terceiro da Área
Metropolitana de Lisboa –, bem como os de Odivelas e Sobral
de Monte Agraço, detendo assim uma importância estratégica
no reordenamento dos hospitais de Lisboa.
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Estiveram presentes várias
personalidades
da vida política, económica
e social. |
No uso da palavra, o primeiro ministro procurou desmistificar as
opções da política de Saúde do Governo,
através das parcerias público-privadas. “Optámos,
em termos de política de saúde, por levar a cabo uma
reforma no Serviço Nacional de Saúde que passa também
pela adesão ao princípio das parcerias público-privadas
para garantir a renovação do parque hospitalar. Há
dois novos hospitais, que não se destinam a substituir nenhum
dos existentes, e o primeiro a ser lançado de raiz, neste
modelo, é o hospital de Loures”, afirmou o chefe do
Governo.
“Estes hospitais terão exactamente as mesmas condições
de acesso que os outros hospitais públicos do Serviço
Nacional de Saúde, serão de acesso universal, ou seja,
qualquer cidadão português, residente em Portugal,
poderá recorrer aos seus serviços, tendencialmente
gratuitos, com custos comparticipados através de taxas moderadoras
para quem não tiver isenção”, afirmou
Durão Barroso para descanso dos mais cépticos quanto
ao modelo de gestão adoptado.
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Carlos
Teixeira, presidente da Câmara de Loures,
Durão Barroso, primeiro-ministro,
e Luís Filipe Pereira, ministro
da Saúde, brindam ao
sucesso deste
projecto.
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Neste dia, determinante para o desenvolvimento do processo, Carlos
Teixeira salientou pelo menos duas questões que, carecendo
ainda de resolução, são de importância
vital na sua intervenção: as acessibilidades ao Hospital,
que passam pela construção atempada do Metro Ligeiro
de Superfície no percurso Odivelas-Loures, bem como pela
necessidade de se considerar a valência de ensino universitário
nesta unidade.
A valência de maternidade, que irá resolver parcialmente
o problema da Maternidade Alfredo da Costa (onde cerca de cinquenta
por cento das parturientes são provenientes de Loures) e
o fim das deslocações dos bombeiros para Lisboa (actualmente,
os bombeiros transportam cerca de 20 mil pessoas por ano para estes
hospitais), contribuindo para melhorar o atendimento às populações
dos três concelhos referidos e aliviar a pressão exercida
sobre os hospitais da capital.
A importância do evento trouxe a Loures conhecidas personalidades
da vida política, económica e social, como o padre
Vítor Melícias, o bastonário da Ordem dos Médicos,
Germano de Sousa, os ex-ministros Mira Amaral e Faria de Oliveira,
a presidente da Junta Metropolitana de Lisboa, Maria da Luz Rosinha,
o edil de Odivelas, Manuel Varges, e ainda representantes dos principais
grupos empresarias nacionais.
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Vista aérea com a localização
do futuro Hospital em Loures.
Na imagem, à esquerda, podem ver-se as portagens da
CREL e as torres da Bela Vista. À direita, em cima,
a cidade de Loures e a A8, e em baixo,
Santo António dos
Cavaleiros. |
Hospital de Loures
Terreno:
166 mil metros quadrados;
situado no Planalto da Caldeira;
cedido pelo Município de Loures por 70 anos em direito de
superfície avaliado em cerca de 15 milhões de euros
Valências:
serviço de urgência;
cirurgia;
maternidade;
pediatria;
consultas externas;
565 camas
Prazo de conclusão:
2004-2008
Investimento estimado:
100 milhões de euros
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