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O Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria
Pereira das Neves, visitou, no dia 1 de Julho, o
Município de Loures para, em conjunto com as
comunidades cabo-verdianas residentes no
Município, comemorar os 34 anos de independência
daquele país africano.

Cabo Verde comemorou, a dia 5 de Julho, 34 anos de
independência. Foi por essa razão que José Maria Pereira das
Neves, Primeiro-Ministro cabo-verdiano, se deslocou a Portugal
para celebrar a data com as comunidades com origem no
arquipélago aqui residentes.
Loures foi um dos municípios visitados pelo Chefe de Governo
cabo-verdiano. Carlos Teixeira, Presidente da Câmara de Loures,
recebeu, nos Paços do Concelho, José Maria Pereira das Neves, e
entregou-lhe a chave da cidade.
“Esta é uma comunidade que tem ajudado a construir o nosso
País”, referiu Carlos Teixeira. “São pessoas trabalhadoras e só lhes
temos a agradecer toda a sua dedicação e empenho”, adiantou o
Autarca.
O Presidente da Câmara mencionou ainda o facto de a
delegação cabo-verdiana ter a oportunidade “de conhecer a nossa
realidade” e constatar que “o que temos de bom são as pessoas”.
“O meu papel é tentar dar garantias de boa cidadania, pois todos
devem ter igualdade de oportunidades. Loures é um exemplo no
acolhimento de imigrantes”, frisou Carlos Teixeira.
José Maria Pereira das Neves relembrou que “Cabo Verde foi
descoberto pelos Portugueses” e que “desse encontro de culturas e
de civilizações nasceu este país”. “Há uma ligação muito forte
com Portugal e já são mais de 100 mil os cabo-verdianos aqui
residentes”.
O Primeiro-Ministro cabo-verdiano assinalou ainda o
desenvolvimento que o arquipélago tem conhecido nos últimos
anos, enumerando “a inauguração do quarto aeroporto, a electrificação, em quase 100%, de Cabo Verde,
as infra-estruturas modernas e a redução, em
7%, do nível de desemprego”.
Após a recepção, seguiu-se uma visita ao
Município de Loures, nomeadamente aos
bairros onde a diáspora cabo-verdiana assume
maior relevância. Foi o caso do Zambujal, na
freguesia de São Julião do Tojal, onde José
Maria Pereira das Neves foi recebido ao som
das músicas africanas, e de Sacavém. Aqui, o
Primeiro-Ministro visitou o Bairro Terraços da
Ponte e as instalações da Casa da Cultura. Seguiu-se Camarate, designadamente a Quinta
das Mós, e a Associação de Melhoramentos e
Recreativo do Talude, no Talude Militar, em
Unhos.
O périplo terminou na Apelação, no Centro
Comunitário, onde foi possível assistir,
juntamente com as associações representativas
das populações imigrantes, a
demonstrações de capoeira e ouvir música
cabo-verdiana, tocada e cantada ao vivo.
Presente no evento esteve também o
Embaixador de Cabo-Verde em Portugal,
Arnaldo Andrade Ramos, que caracterizou a
comunidade cabo-verdiana em Loures como“muito antiga” e que “tem conhecido
melhorias muito significativas em termos de
integração. Antigamente havia uma mancha
negra que era a Quinta do Mocho. Agora isso
deixou de existir. A evolução tem sido grande
e só espero que cada cabo-verdiano consiga
construir, dia após dia, mais um degrau no
desenvolvimento de Portugal”.
José Maria Pereira das Neves fez um
balanço positivo e considerou a visita “muito
produtiva”. “Tive a oportunidade de ver como
a comunidade cabo-verdiana vive, o grau de
inserção na vida socio-económica do concelho
e o empenhamento da Câmara de Loures na
melhoria da qualidade de vida dos imigrantes”,
mencionou o Primeiro-Ministro.
Foi a segunda vez que o Chefe de
Governo de Cabo Verde visitou Loures,
tendo constatado que “houve ganhos. Tem
havido um grande esforço na elaboração
de programas socioeducativos para a
melhoria da inserção e no realojamento das
comunidades. Considero Loures como mais
uma ilha de Cabo Verde”, afirmou José
Maria Pereira das Neves.
A acompanhar a visita estiveram
também o Presidente da Assembleia
Municipal, Pedro Farmhouse, os vereadores
João Pedro Domingues, António Pereira e
João Galhardas, e os presidentes das juntas
de freguesia de Apelação, Camarate, São
Julião do Tojal e Unhos.

Em Loures, a população imigrante é
fundamentalmente constituída por pessoas
oriundas dos Países Africanos de Língua
Oficial Portuguesa (PALOP), principalmente
devido a um processo de chegada após a
descolonização. De salientar, num primeiro
grupo, o elevado número de imigrantes de
Cabo Verde, nomeadamente nas freguesias
de Apelação, Camarate, Frielas, Loures,
Portela, Prior Velho, Sacavém, Santo Antão
do Tojal, São Julião do Tojal e Unhos. No
total, as populações dos PALOP representam
mais de 80% dos imigrantes recenseados
no concelho de Loures.
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