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Várzea de Loures
Terra
com potencial
Outrora uma pequena vila na chamada “zona saloia”,
Loures é actualmente sede do quinto concelho mais
populoso de Portugal. Apesar do forte crescimento
urbanístico que se tem verificado nesta área, ainda é possível encontrar belas paisagens recortadas por
imensas zonas verdes que testemunham a convivência
harmoniosa entre a cidade e a natureza.
É o caso da várzea de Loures. Nada mais, nada menos
do que 736 hectares de terrenos agrícolas, dos quais
708 produtivos. De facto, a várzea faz parte
da paisagem de Loures desde sempre, mas são poucos
os que dão por ela. O cidadão comum nem sequer
tem noção de que muitas famílias
fazem daquele local o seu modo de vida,
aproveitando a riqueza que a terra dá.
Localiza-se ao longo dos valados dos rios Trancão,
da Póvoa e de Loures, das ribeiras da Granja, Roucos,
São Roque, Carrafôchas, Mealhada
e Caniceiras, abrangendo, no concelho de Loures,
as freguesias de Frielas, Loures, Santo Antão do Tojal,
São João da Talha, São Julião do Tojal e Unhos.
Estende-se ainda pelo concelho de Vila Franca de Xira,
onde abarca a freguesia de Vialonga.
Ao longo das próximas páginas, a Loures Municipal
propõe-lhe ficar a conhecer um pouco mais sobre
a várzea de Loures, considerada como área
detentora dos melhores solos do País
e classificada como Reserva Agrícola Nacional.
Um pouco de história
A várzea que conhecemos
70 anos depois

No princípio do século XX, a várzea de
Loures mais não era que um extenso paul,
sendo então conhecida como a campina na
bacia hidrográfica do rio Trancão. O proveitamento
agrícola resumia-se à produção
de junca espontânea e de palha. As cheias
eram frequentes e as populações ribeirinhas
muito castigadas, tanto mais que as estradas
ficavam intransitáveis. As imensas áreas com águas paradas facilitavam a proliferação de
insectos, em particular mosquitos, que se
constituíam como veículos transmissores de
doenças como o paludismo.
Em meados da década de 30 foi decidido
intervir na várzea, desassoreando as linhas
de água, para promover a regularização fluvial,
e procedendo à abertura de valas de drenagem para uma adequada vazão daságuas. As cheias passaram a ter menor
frequência. Assim a construção da primeira
fase, única até ao momento, teve essencialmente
dois objectivos: drenar uma zona
insalubre, situada às portas de Lisboa, onde
se verificavam frequentes atentados à saúde
pública, e promover o cultivo de terrenos de
boa qualidade que se encontravam em estado
de insuficiente exploração agrícola ou de
absoluto desaproveitamento.
De uma maneira geral, os campos de
Loures, integrados na obra de defesa e enxugo,
produziam quase exclusivamente pastos.
Exceptuam-se as terras de cotas mais elevadas,
onde a exploração hortícola se desenvolveu,
aproveitando a água de poços para o regadio.
Este tipo de horticultura tradicional e familiar
tornou-se lucrativa dada a proximidade do
grande mercado de Lisboa. Com a realização
daqueles trabalhos os solos valorizaram-se,
permitindo o cultivo de variadas espécies vegetais,
muito contribuindo para a riqueza do
concelho de Loures.
Só para se ter uma ideia, chegam a sair
da várzea, todos os anos, 12 a 14 mil toneladas
de tomate, a cultura de Verão com maior
expressão na lezíria.
A várzea tem, no conjunto do sector agrícola,
um lugar de destaque dado que grande
parte pertence à Reserva Agrícola Nacional.
A horticultura é a principal actividade e pratica-
se nas zonas mais elevadas e não sujeitas
a inundações, em pequenas explorações familiares,
onde se chegam a praticar três colheitas
por ano. Essa elevada produtividade possibilita
que este tipo de cultura, que ocupa apenas
sete por cento da área englobada no perímetro
da várzea, corresponda, no entanto, a 60 por
cento do rendimento total bruto do aproveitamento.
As pastagens permanentes naturais
ou semeadas, as culturas de cereais, como o
trigo, a aveia, o milho ou a cevada, de cebola
e as culturas de regadio merecem também ser
destacadas.
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Vacaria em Frielas
Há 50 anos a produzir leite de qualidade

Há quem passe todos os dias por Frielas e
nem sequer imagine que, ali mesmo ao lado da
entrada para a A8 e rodeada por estradas e
vias rápidas, está instalada uma vacaria familiar.
Dirigimo-nos à Quinta da Lezíria Pequena,
propriedade de Lino Pacheco, mas foi o filho,
Paulo Pacheco, que fomos encontrar. Aliás, é
Paulo, acompanhado pelo irmão, o filho e o
sobrinho, quem se encarrega das tarefas diárias,
agora que Lino Pacheco se reformou.
“Foram os meus pais que começaram com
esta vida há 50 anos atrás, sempre em Loures.
Mas neste local só estamos desde 1981. As instalações
começaram por ser onde hoje está a
PROMEC e depois na Quinta do Conventinho,
onde é o museu. Só mais tarde viemos para
aqui”, explica-nos Paulo.
São 150 vacas leiteiras e outras cem destinadas à reprodução, que todos os dias têm
de ser tratadas. Bem cedo, Paulo calça as galochas
e põe mãos à obra em tarefas que incluem
ordenha, limpeza da manjedoura, execução
das camas com serradura e palha, alimentação,
entre muitas outras funções que só terminam
ao cair da noite.
Paulo, hoje com 45 anos, começou a ajudar
os pais mal completou o ciclo preparatório,
estando habituado, desde sempre, à vida do
campo. Foi mesmo por pouco que não nasceu
na manjedoura. “No momento em que rebentaram
as águas à minha mãe estava ela no
meio de duas vacas, presas à manjedoura, a
ordenhá-las à mão”, conta divertido.
Para além do trabalho na vacaria, com as
ordenhas diárias, há ainda o trabalho na várzea,
onde é produzido feno e milho para alimentar
os animais. Uma vida dura mas que Paulo não
pretende trocar por nada. “O que me move é o gosto que tenho por esta profissão e por
saber que tudo isto é nosso. Começou do nada
pelas mãos dos meus pais e o objectivo é ir
passando de geração em geração. Habituei-me
a esta vida e agora já não consigo ter outra.”
Brevemente será o filho de Paulo, 19 anos,
a contribuir para que o negócio cresça com
qualidade. “Ele já cá trabalha, mas a meio
tempo porque está a estudar. Decidiu tirar
medicina veterinária, pelo que prevemos que vá
ser uma mais-valia aqui para a quinta.” E será
bem necessário porque até nos partos Paulo
participa. “ Por vezes o veterinário não chega
a tempo e eu, com a experiência do dia-a-dia
e com aquilo que vou vendo, de vez em quando
aventuro-me e dou uma ajuda. Certa vez, uma
vaca estava prenhe de gémeos e eu consegui
fazê-los nascer sãos e salvos”, relembra.
De um negócio que teve início com uma
vitela, uma carroça e uma burra, em que a
erva era apanhada à mão e os fardos transportados
ao ombro, surgiu uma vacaria moderna
e que hoje está de portas abertas a quem a
quiser visitar. Recebe estagiários, escolas e
pessoas curiosas que, a título pessoal, sempre
passam por ali para “espreitar” e aprender
um pouco dos meandros pelos quais passam
os queijos que param nas nossas mesas.
“A nossa vida é isto e gostamos de partilhar
a nossa vivência na Quinta da Lezíria Pequena.
As crianças gostam, aprendem e a nós não
nos custa nada.”
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Quinta da Boiça
Uma vida entre animais
Quando chegámos à Quinta da Boiça já
José Restolho se encontrava em plena agitação
no seu ovil, em Unhos. São 1500 ovelhas
leiteiras que todos os dias, bem cedinho, necessitam
de imensos cuidados, num ritual que
começa pelas 5 horas da manhã e só termina
perto das 21.
Desde os 18 anos que José Restolho dedica
a sua vida à várzea. Começou o negócio do
zero, com apenas uma ou duas ovelhas, e hoje,
aos 60 anos, não quer deixar morrer o que
construiu com tanto esforço. Para isso, conta
com a ajuda de duas filhas, uma com 34 e
outra com 23 anos, que, apesar de já terem
trabalhado em outras áreas, é na agricultura
que se sentem à vontade, querendo dar
continuidade à tarefa do pai. “Elas têm gosto
por isto. As duas vieram pedir-me para trabalhar
aqui e, sinceramente, agrada-me essa
opção porque não quero deixar isto morrer”,
afirma José Restolho com convicção.
Fomos encontrar Lúcia, a mais nova,
bastante atarefada na manjedoura. Estava na hora de alimentar as ovelhas. O à-vontade
com que Lúcia se movimenta e executa as suas
funções demonstra que aquele trabalho não
tem segredos para ela. “Sempre me habituei a
esta vida desde pequena. Gosto muito de aqui
estar e é isto que quero seguir.” A maior ambição
é dar continuidade ao trabalho do pai e
ajudar o negócio a crescer e nem mesmo a opinião
das amigas a demove. “Elas dizem-me que
sou nova e que devia escolher outra profissão
para o futuro, mas é aqui que eu estou bem.
Por isso sou feliz assim”, sorri.
Para conseguir sobreviver numa actividade“cada vez menos rentável”, José Restolho
diz que “tem que trabalhar muito”. “Esta vidaé muito dura e o dinheiro é pouco. São sete dias
por semana. As ovelhas têm que ser ordenhadas
duas vezes por dia, todos os dias”, salientou.
O agricultor chega a confidenciar-nos que há
23 anos que não vai à praia. “Desde que a minha
filha nasceu que não vejo o mar. Nesta profissão
não há férias, sábados, domingos ou feriados”,
afirma, resignado. Lúcia concorda e
reforça “É verdade, aqui o trabalho nunca está
concluído. Há sempre qualquer coisa para fazer.”
Voltámos à Quinta da Boiça às 16h30,
hora da segunda ordenha. Entram 48 ovelhas
na sala de ordenha mecânica. “Há cerca de
dois anos que tenho estas máquinas. Custaram--me dez mil euros, mas com 1500 ovelhas tinha
mesmo de ser”, diz José Restolho. Antes, inevitavelmente,
tinham de ser ordenhadas à mão,
mas para isso “eram precisos seis ou sete pastores
e agora já ninguém quer esta vida.” Dali
saem cerca de 300 litros por dia para as queijarias.
“São os espanhóis que nos compram o
leite. Eles são certinhos a pagar no fim do mês.”
Não deu nome às ovelhas mas conhece-as
uma por uma e, como não há tradição na
família neste tipo de trabalho, tudo o que
José Restolho aprendeu foi com a experiência.“A própria vida e os erros é que foram ensinando.
E ainda hoje aprendo todos os dias.
Não podemos pensar que sabemos tudo. Eu
costumo visitar quintas de amigos meus para
encontrar referências e ter ideias que me possam
ajudar a melhorar.”
Saímos da Quinta da Boiça enquanto José
Restolho continua a preparar as suas ovelhas
para a ordenha, sabendo nós que a tarde ainda
ia ser longa e que o trabalho na várzea ainda
estava para durar. O agricultor despediu-se com
um sorriso. Às 5 da manhã o ritual repete-se.
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Associação de Beneficiários de Loures
Pela defesa da lezíria
A Associação de Beneficiários de Loures tem as funções de gestão
e conservação da várzea desde 1947. Conta com 145 sócios,
proprietários de terras entre os 730 hectares
que compõem a lezíria e onde predomina a horticultura
tradicional familiar.
Falámos com Vítor Caliça, Presidente da
Associação, com um vínculo de 20 anos a esta
sociedade, e com João Moreira, técnico que
dedica já 14 anos ao serviço da várzea.Objectivos, funções e expectativas foram o
mote para uma conversa com a Loures
Municipal.
A várzea foi entregue pelo Estado, em
1947, à Associação de Beneficiários de Loures
(ABL) para a sua gestão e manutenção. As iniciativas
da Associação na reabilitação da rede
hidrográfica da várzea de Loures caracterizam-se por intervenções ao nível do sistema primário
de drenagem (rios e ribeiras), do sistema
secundário (valas principais, também chamadas
de “valas reais”, que têm por função canalizar
a água para as comportas de maré) e o sistema
terciário, que é o conjunto das valas que drenam
as águas das propriedades particulares.
Todo o sistema primário está dotado de
um sistema de diques de defesa que evitam a
entrada das águas das linhas de água e o
consequente alagamento dos terrenos agrícolas
e das culturas instaladas. As intervenções realizadas
são principalmente de desobstrução e
melhoria dos leitos dos rios, ribeiras e linhas
de água, reparação dos rombos nos diques de
defesa, reparação do pavimento nas estradas,
abertura e limpeza de poços e charcos, manutenção
das comportas, construção de pontões
e passagens hidráulicas e promoção e apoio
das iniciativas de formação e de desenvolvimento
das actividades agrícolas no Aproveitamento
Hidroagrícola.
Muitas das acções de conservação e
manutenção da Associação de Beneficiários de
Loures são desenvolvidas em zonas consideradas
prioritárias, de forma a reduzir a
probabilidade de ocorrência de
inundações e prejuízos em pessoas e bens, causados pelos temporais
de Inverno, como sucedeu nas cheias de 1967
e 1983.
De referir que muitos dos trabalhos
desenvolvidos não estão sujeitos a planeamento,
mas sim dependentes de quando e
onde acontecem. No caso da várzea de Loures
só a experiência acumulada e um acompanhamento
diário possibilita minorar situações
potenciais de risco e, por outro lado, operacionalizar
devidamente o seu funcionamento.
Protocolo com Autarquia
A Câmara Municipal de Loures e a Associação
de Beneficiários de Loures assinaram, no dia
30 de Julho, um protocolo visando a defesa
do ambiente, nomeadamente as linhas de água
do Trancão e a várzea de Loures.
O acordo, válido por um ano, foi firmado entre
o Presidente da Câmara Municipal de Loures,
Carlos Teixeira, o Presidente e o 2.º Vogal da
Direcção da Associação, Vítor Caliça e
Gregório Silva, respectivamente, estabelecendo
as seguintes competências:
A Associação de Beneficiários de Loures
compromete-se a limpar e a desobstruir as linhas
de água da zona de Loures – linhas de água do Trancão e várzea de Loures e a prestar
apoio técnico e logístico.
Por outro lado, a Câmara Municipal de Loures
define as prioridades das intervenções, transfere
uma verba anual no valor de 26 mil euros
para a associação, fornece 6500 litros de
combustível (gasóleo) para as máquinas e
concede apoio ao nível de cartografia.
É ainda de realçar o papel do Departamento
de Ambiente da Autarquia, que fica responsável
pela definição das zonas a serem limpas.

Quais os objectivos desta associação?
O nosso objectivo é defender a obra feita
pelo Estado há quase 70 anos. A várzea era
um paul, uma zona insalubre que originava
problemas de saúde às populações envolventes.
Para resolver o problema o Estado iniciou
uma obra de drenagem, resultando uma área de excelente qualidade, sobretudo para
a agricultura. Esta associação foi criada para
gerir a obra e apoiar, na medida do possível,
o desenvolvimento agrícola na várzea.
Como encontraram a várzea
e como é que ela está agora?
Durante 50 anos esteve cá uma equipa
que fez o trabalho possível na altura. Mas a
várzea, como não é uma área de regadio,
começou lentamente a decair. Ultimamente,
graças à crescente mecanização, ao aparecimento
de novos sistemas de rega e de equipas
mais jovens que investiram muito dinheiro na
várzea, deu-se uma expansão de culturas
para áreas até então impensáveis. A partir daí
tem vindo a investir-se bastante na terra. Aqui
na várzea há fome de terra. Se mais espaço
houvesse, mais terra estava cultivada.
Mas existem hectares de terra
que não estão cultivados…
As zonas da várzea que não se vêem cultivadas
pertencem a proprietários que não
querem arrendar ou explorar na expectativa
de poderem fazer ali um loteamento ou uma
urbanização.
De facto existe uma incompatibilização
entre o crescimento urbano e a preservação
deste espaço que é muito produtivo. Estamosàs portas de Lisboa e temos as produções
asseguradas.
Há alguns anos atrás, devido ao dinheiro
que se ganhava com a construção, certas
empresas compraram terrenos na várzea na
expectativa de poder mudar o PDM e assim
urbanizar. Mas tudo indica que não vão poder
ir avante com essas ideias. Quanto mais não
seja porque nós estamos aqui para evitar que
isso aconteça. Uma coisa é certa, se a associação
desaparecer, a várzea entra em completa
degradação.
Como gostariam de ver a várzea?
Em termos técnicos, gostaríamos de ver
a várzea com mais regadio. Das cerca de
40 associações do País, a nossa nunca teve
uma barragem construída a montante.
A exploração de água que fazemos é proveniente
apenas dos rios, poços ou furos. Precisamos
de mais água para podermos trabalhar
melhor a terra.
Depois, era bonito ver a várzea transformada
numa zona de lazer. Actualmente,
já é com muito agrado que encontramos cada
vez mais gente a vir para aqui andar de
bicicleta, correr ou fazer parapente. Quem
entra no coração da várzea e olha à volta vê
que ainda está muito ruralizada e naturalizada.
Se conseguirmos mantê-la assim
durante mais dez anos, as pessoas poderiam
usufruir ainda mais deste espaço e experimentar
um conjunto de actividades. Agora,
fazerem projectos megalómanos será sempre
um conflito com quem cá está a trabalhar e
precisa deste espaço para a sua vida empresarial
e agrícola.
Que projectos têm em curso?
Agora estamos a fazer a recuperação do
nosso antigo centro agrícola. A finalidade é
recuperar o edifício para a sede da associação.
No novo quadro comunitário, temos em
vista um projecto de drenagem que vai
contemplar o sistema secundário e terciário
de toda a várzea, que inclui a recuperação
de seis comportas de maré, no rio Trancão,
na zona de Unhos e na encosta de Santa Iria
de Azóia. Vão ser construídos um conjunto
de pontões para permitir o atravessamento
das máquinas.
Com que apoios conta esta associação?
Além de sermos tutelados pelo Ministério
da Agricultura, que se encarrega das obras
estruturais, financiando parte desses projectos,
e do aluguer que fazemos das nossas
máquinas, somos apoiados pela Câmara de
Loures. O nosso historial de colaboração já é
grande. Agora oficializámos essa cooperação
através de um protocolo.
De facto, a Câmara tem feito um esforço
enorme na requalificação da várzea. Antes
da construção da ETAR, as linhas de água
eram emissários de esgoto. Isso está a melhorar
nitidamente e até já vemos o regresso de
alguma fauna. Tudo isso é bonito de se ver.
Mas o próprio meio natural precisa de alguns
anos para recuperar. Todos nós apostamos
que a várzea será um espaço de excelência
para as populações.
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