Entrada Município Áreas de Actividade Apoio ao Munícipe Publicações
   
  Publicações
  Revista Loures Municipal
  Loures Convida
  Loures Municipal - Boletim
      de Deliberações
  Folhas Informativas
  Roteiro Turístico de Loures
  Outras Edições Municipais
 

LOURES MUNICIPAL Nº31
 

À LUPA

 


Pela importância que assume na mobilidade de populações e de bens, o sector dos transportes assume papel estratégico para a vida económica e social de um país. A necessidade de nos deslocarmos rapidamente torna-se cada vez mais relevante num mundo globalizado.
No entanto, o rápido crescimento das cidades, muitas vezes sem plano de ordenamento adequado, ocasiona graves problemas ao nível dos transportes, verificando-se congestionamento de trânsito, e emissão de gases nocivos à atmosfera, consequência da elevada quantidade de carros em circulação.
Procuram-se, por isso, novas respostas de mobilidade que permitam oferecer aos cidadãos melhor qualidade de vida.
A Loures Municipal dá-lhe a conhecer a situação actual dos transportes no concelho, apresentando alguns projectos que visam melhorar a mobilidade dos seus munícipes.

 
 

Principais meios de transporte utilizados pelos residentes na AML

Rede de Transportes
Deslocações no concelho

 

Fruto do desenvolvimento económico e urbanístico, a mobilidade urbana cresceu e alterou-se significativamente nas últimas décadas, especialmente nas áreas metropolitanas.
Apesar de os transportes públicos serem importantes nas deslocações diárias dos munícipes, o automóvel é o meio mais utilizado em Loures.


De acordo com o relatório divulgado em 2006 pelo Eurostat sobre a evolução dos meios de transportes utilizados na União Europeia, Portugal é o terceiro país com maior densidade de automóveis, quase 600 por mil habitantes, o que revela a preponderância deste meio de transporte no nosso país.


O número de veículos em circulação nas cidades é cada vez maior, provocando problemas de trânsito, principalmente nas deslocações diárias de casa para o emprego ou para a escola. Além disso, ter mais carros na rua implica mais poluição atmosférica, mais ruído e mais acidentes rodoviários.


Mobilidade em Loures


Dados revelados pelo estudo do Instituto Nacional de Estatística, “Movimentos Pendulares e Organização do Território Metropolitano: Área Metropolitana de Lisboa e Área Metropolitana do Porto 1991 – 2001”, indicam que a maioria desses movimentos no concelho, quer de pessoas empregadas, quer de estudantes, se realizava, em 2001, para fora do Município, especialmente para o concelho de Lisboa.


O Município de Loures contém dois corredores de acesso à cidade de Lisboa: o corredor de Vila Franca, que serve a zona oriental do concelho, com entrada em Lisboa pela Segunda Circular, e o corredor de Loures, com entrada pela Calçada de Carriche, que serve a zona norte do concelho.


Quanto ao modo de deslocação dos residentes concelhios, entre 1991 e 2001, a utilização do transporte colectivo nos movimentos pendulares deixou de ser maioritária, passando o transporte individual a ser o meio mais utilizado.

 

Dos transportes públicos o autocarro era o mais utilizado em 2001, seguindo-se o comboio e depois o eléctrico ou o metropolitano.


A rede rodoviária de transportes colectivos é preponderante no concelho, servindo todas as freguesias. São várias as transportadoras em circulação: Rodoviária de Lisboa, Carris, Isidoro Duarte, Henrique Leonardo Mota, Mafrense, Barraqueiro e Barraqueiro Oeste. A maioria das viagens efectua-se para fora do concelho, em particular para Lisboa, verificando-se algumas carências a nível das deslocações intraconcelhias, não sendo muitas as alternativas para quem pretende deslocar-se entre algumas freguesias. Resta às autoridades locais pressionar as transportadoras para que satisfaçam as necessidades dos utentes. Por outro lado, é preocupação da Câmara Municipal a colocação dos pontos de paragem e respectivos abrigos. No concelho de Loures existem 800 pontos de paragem de transportes públicos rodoviários, 528 com abrigo. Em virtude da degradação do material de alguns desses abrigos, a Autarquia pretende substituí-los, de modo a tornar o tempo de espera mais confortável.

 

 


Já o comboio serve a zona oriental do concelho, através da Linha da Azambuja, com estações em Santa Iria de Azóia, Bobadela, Sacavém e Moscavide, comuns à Linha do Norte.


Alcançar-se uma mobilidade sustentada é um objectivo estratégico que coloca novos desafios à organização e gestão do sistema de transportes, no sentido de incrementar a utilização do transporte público em detrimento da viatura pessoal. Para tal, há que tornar o transporte público atractivo, satisfazendo as necessidades dos utilizadores.

 

Táxis


As cooperativas de táxis existentes no concelho – Rádio Táxis de Loures e Odivelas e Cooperativa Rádio Táxis de Sacavém – continuam a cumprir papel relevante no serviço à população. O contingente disponível no concelho conta com 31 viaturas para as zonas centro e norte e 65 para a zona oriental.


No sentido de melhorar as condições de trabalho dos taxistas, têm sido efectuados melhoramentos a nível das praças de táxis ou das sedes das cooperativas, como é o caso da sede da Cooperativa Rádio Táxis de Sacavém, inaugurada a 22 de Julho de 2006.

Topo

 

 

 

 

Comunicação Pública

 

No concelho de Loures existe a preocupação de adequar a oferta de transportes às necessidades de quem neles se desloca.
A localização do município facilita ainda o acesso aos grandes projectos de transporte nacionais, como a Rede de Alta Velocidade ou o Aeroporto.

 

Sendo os movimentos pendulares responsáveis por quase metade das viagens com origem e destino no concelho, desejável seria que os mesmos fossem efectuados em transporte colectivo.


Estimular a utilização desse modo de transporte passa pela optimização e diversificação das rotas de circulação, tornando as viagens, desde a origem ao destino, mais flexíveis, eficientes e agradáveis. Da mesma forma, requere-se a integração tarifária, a coordenação da exploração dos serviços e a integração da informação ao público.


Metro Ligeiro de Superfície


O corredor de Loures é o único da Área Metropolitana de Lisboa que não dispõe ainda de um meio pesado para o transporte colectivo de passageiros, designadamente metropolitano de superfície ou comboio metropolitano.


Resta aos munícipes o uso da Auto-Estrada 8 (A8) e da Estrada Nacional 8 (EN8). A implementação do Metro Ligeiro de Superfície no concelho proporcionaria a transferência para o modo ferroviário de parte da carga do transporte público rodoviário de passageiros, que hoje contribui para a saturação das vias EN8, A8 e Calçada de Carriche, mantendo-se a A8 como infra-estrutura de suporte ao tráfego de atravessamento com destino a Lisboa.


Para reforçar a rede de transportes no concelho, e tendo em conta as necessidades de deslocação rápida de todos os que aqui residem, surgiu o desenho de uma rede ferroviária de metro ligeiro de superfície que ligue Algés a Loures (incluída na prevista circular externa a Lisboa Algés-Sacavém), pretendendo privilegiar o transporte ferroviário para as deslocações pendulares e intraconcelhias. Numa área metropolitana com graves problemas de mobilidade, onde o automóvel é o meio de transporte mais utilizado, este projecto reveste-se da maior importância para melhorar o desempenho das redes de transporte colectivo e a complementaridade entre serviços.


Prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano


Também a linha de Metro tem vindo a crescer, servindo um cada vez maior número de utentes. Um dos projectos de desenvolvimento do Metropolitano passa pelo prolongamento da Linha Vermelha, que actualmente estabelece a ligação entre as estações da Alameda e Oriente. O novo projecto prevê o alargamento dessa linha desde a estação do Oriente até Moscavide, Encarnação Aeroporto. Para mais informações sobre o novo traçado da linha, consulte o site: http:// www.metrolisboa.pt


Intermodalidade de meios de transporte


Um dos contributos para a utilização dos transportes colectivos é a criação de interfaces estrategicamente localizados.


A complementaridade entre transportes ferroviário e rodoviário é bastante vantajosa. Dada a sua flexibilidade e capacidade, o transporte rodoviário de passageiros pode efectuar a função de rebatimento sobre os modos ferroviários, de maior capacidade, reduzindo assim a circulação de veículos em vias congestionadas. Para tal, os transportes rodoviários devem incluir nos seus percursos paragens nas estações ferroviárias que correspondam a interfaces, e tentar compatibilizar os horários com o transporte ferroviário.


Estacionamento


Outra das soluções para reduzir a utilização do transporte individual nos movimentos pendulares passa pela aposta em parques de estacionamento dissuasores no concelho, associados a interfaces de transportes colectivos capazes de disponibilizarem serviços de apoio aos cidadãos. É o caso do Projecto Flexis, de que damos notícia mais abaixo.


Ligação internacional


A localização geográfica do concelho e a sua rede viária permitem-lhe acesso fácil a meios de transporte com ligação internacional, nomeadamente ao Aeroporto de Lisboa, localizado na fronteira com o concelho de Loures e abrangendo parte de uma das suas freguesias (Prior Velho). Mesmo com a construção de um novo aeroporto, Loures continuará a beneficiar de bons acessos. Tendo em conta as hipóteses de localização até agora discutidas – Ota e Alcochete –, o acesso poderá ser feito através da A10, caso se localize na Ota, ou pela Ponte Vasco da Gama, se a escolha for Alcochete.


Embora não esteja ainda decidido o futuro do actual Aeroporto de Lisboa, não se prevê que o seu encerramento venha a prejudicar o concelho, pois, se por um lado poderia levar à deslocalização de algumas empresas directamente relacionadas com a actividade aérea, por outro diminuiria significativamente os níveis de poluição sonora em todo o concelho, principalmente nas freguesias limítrofes.


Também o projecto para a Rede de Alta Velocidade, que ligará Lisboa a Madrid em menos de três horas, estará próximo do concelho. O rápido acesso, não só de passageiros, mas também de mercadorias, poderá contribuir para a diminuição dos transportes rodoviários pesados em circulação, descongestionando artérias importantes.

Topo

 

 

 

 


Com o objectivo de reduzir o número de automóveis em circulação, surgiram respostas inovadoras, como a promoção da iniciativa Semana Europeia da Mobilidade ou o incentivo à utilização de bicicletas dentro das cidades.
Aqui ficam alguns exemplos de soluções criativas.

 

 

Portugal, à semelhança da maioria dos países europeus, está dependente do fornecimento externo de energia, o que o torna vulnerável a crises políticas e económicas internacionais, como foi a crise petrolífera de 1973. Os constantes aumentos do preço do barril do petróleo (que atingiu o máximo do ano a 28 de Setembro, 80,72 dólares), a poluição e o congestionamento causado, tornam o automóvel num transporte cada vez menos atractivo para a circulação nas cidades.


Experiências realizadas em várias partes do mundo mostram que investir em meios alternativos de locomoção, como a bicicleta, é a maneira mais segura de evitar o caos nas metrópoles. Por exemplo, em algumas cidades da Bélgica, foi adoptado um sistema de depósito de caução para a utilização das bicicletas, pelo que as pessoas podem pedalar para qualquer ponto da cidade onde haja estacionamento e, ao devolverem a bicicleta, retiram o dinheiro depositado, sendo gratuito o uso do transporte. Também na Alemanha é
frequente o uso de bicicletas nas deslocações para a escola ou para o emprego, bem como a sua combinação com o transporte ferroviário.


Em Portugal, existem algumas experiências de sucesso, de que são exemplo Aveiro ou Cascais. A cidade de Aveiro convida residentes e visitantes a passearem nas famosas BUGA – Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro, enquanto que, em Cascais encontramos as BICAS. Nos dois casos, as bicicletas são disponibilizadas gratuitamente, bastando levantá-las nos pontos indicados e devolvê-las no mesmo local.


Semana Europeia da Mobilidade


Iniciativas como “Na Cidade sem o meu Carro!”, campanha iniciada em França em 1998, alertam para a utilização excessiva do automóvel nas cidades. A Comissão Europeia adoptou esta campanha, a partir de 2000, através da criação do “Dia Europeu sem Carros” – 22 de Setembro – tendo como objectivo reduzir a circulação de automóveis dentro das cidades. Em 2002, foi lançada, em Bruxelas, a Semana Europeia da Mobilidade (SEM). Desde então, os cidadãos europeus podem desfrutar de uma semana repleta de eventos de sensibilização relacionados com a mobilidade.


No âmbito da SEM, este ano subordinada ao tema “Melhores Ruas para todos”, realizaram-se no concelho várias iniciativas com o objectivo de induzir a uma mudança de atitudes no que diz respeito a uma mobilidade mais sustentável.

 

Assim, no dia 15, decorreram dois passeios de bicicleta: um entre o Infantado (Loures) e o Parque Tejo (Sacavém), promovido pela Câmara Municipal de Loures, através da Divisão de Desporto e do Departamento de Ambiente, com o apoio da Secção de BTT do Grupo Desportivo de Lousa; e outro entre a Torre de Belém (Lisboa) e o Parque Tejo, organizado pelo Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), que contou com mais de um milhar de participantes, entre eles os vereadores Ricardo Leão (Desporto) e João Galhardas (Ambiente).


Também várias juntas de freguesia se associaram à SEM. É o caso de Santo Antão do Tojal que, no dia 15, promoveu diversas visitas ao seu património histórico, de Bucelas que, no dia 16, organizou um passeio pedestre na localidade da Bemposta, e de Santo António dos Cavaleiros, que cedeu um autocarro para avaliação das necessidades de reforço dos transportes colectivos, para acesso ao Centro de Saúde.


Ainda a 16 de Setembro, a Câmara de Loures organizou um percurso pedestre com uma extensão de 10 quilómetros, durante o qual foi possível conhecer alguns dos locais mais emblemáticos da freguesia de Loures.


O Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) promoveu entradas gratuitas para veículos alternativos, bem como as entradas a pé aos visitantes.


Paralelamente a todas estas iniciativas, procedeu-se ainda à construção, reparação e rebaixamentos de passeios em diversos locais das freguesias de São Julião do Tojal, Unhos e Camarate.


No dia 22 de Setembro, o Dia Europeu sem Carros, a estrada do Parque Tejo esteve cortada para a realização da Feira Medieval.


Sob a organização conjunta de três associações do concelho – Associação Comunitária de Saúde Mental de Loures Ocidental, CREACIL, e Centro Psiquiátrico de Recuperação de Montachique –, a Rodoviária de Lisboa proporcionou o transporte de pessoas portadoras de deficiência ao Parque Tejo.

 

Topo

 

 

 

 

Operação Quadro Regional MARE
Câmara de Loures contribui para melhoria da mobilidade

 

Comunicação no exterior

 

Com o intuito de criar uma estratégia integrada e global de mobilidade metropolitana e contribuir para um desenvolvimento económico sustentável, a Câmara de Loures tornou-se parceira da Operação Quadro Regional (OQR) MARE, iniciativa que propõe encontrar soluções para os problemas das acessibilidades.


A OQR MARE – “Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões do Sul da Europa” – é uma Operação Quadro Regional co-financiada pelo FEDER no âmbito do Programa INTERREG III C Sul, que visa melhorar as políticas e instrumentos de desenvolvimento regional através da troca de informação e partilha de experiências em torno da temática da Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana.


São parceiros desta operação as autoridades regionais das regiões metropolitanas de Lisboa (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo – CCDR-LVT), Ligúria (Município de Génova) e Comunidade Valenciana (Departamento de Infra-Estruturas e Transportes do Governo da Região de Valência).

 

O principal objectivo da OQR MARE consiste na criação de uma estratégia integrada de mobilidade metropolitana que potencie o desenvolvimento e a competitividade internacional, resultante do trabalho conjunto das regiões participantes.


Neste contexto, as três regiões, que partilham várias características comuns no que respeita a assuntos de mobilidade, decidiram trabalhar em conjunto, avançando com subprojectos que pretendem responder a questões sobre custos e alternativas de mobilidade e de acessibilidade, planeamento e gestão do espaço urbano, e eficiência dos transportes públicos.

 

Os subprojectos aprovados têm parceiros nas três regiões metropolitanas, sendo, na região de Lisboa, os municípios de Lisboa, Odivelas, Barreiro, Moita e Loures, e a empresa INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de Inovação.


Todos eles são projectos-piloto, financiados até Março de 2008, data limite para conclusão, verificação, avaliação e difusão dos respectivos resultados.


A Câmara Municipal de Loures submeteu a candidatura quatro projectos, com financiamentos FEDER aprovados em 12 de Dezembro de 2006.


Esses projectos incidem sobre três das cinco componentes da OQR: à Componente 2, que pretende aprofundar o conhecimento da mobilidade, corresponde o projecto TRAMO (Transporte responsável, acções de mobilidade e ordenamentos); à Componente 3, que visa a gestão do espaço urbano e novas formas de mobilidade, corresponde o projecto ACFER (Acessibilidade às estações ferroviárias), enquanto os projectos E-MOBILITY (novos sistemas e serviços informativos para a mobilidade no Sul da Europa) e FLEXIS (serviços flexíveis para o Sul da Europa) se enquadram na Componente 4, que trata de inovação nos transportes colectivos.


No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, o Palácio Marqueses da Praia, em Loures, acolheu, de 16 a 22 de Setembro, a exposição Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana nas Regiões da Europa do Sul (MARE), que teve como objectivo dar a conhecer todos estes projectos aos munícipes.

Topo

 

 

 

Acessibilidade às Estações Ferroviárias
“Rodinhas” facilita acesso à estação de Moscavide

Tendo em conta a forte utilização do transporte individual e o subaproveitamento do transporte ferroviário nas áreas metropolitanas, o projecto ACFER – Acessibilidadeàs Estações Ferroviárias – visa impulsionar a utilização do modo ferroviário, através da recuperação urbanística de algumas zonas e do melhoramento da acessibilidade às estações.

 

Neste âmbito, a Câmara Municipal de Loures procedeu à criação de condições de acesso pedonal à estação ferroviária da Bobadela, bem como à implementação, em parceria com a Rodoviária de Lisboa, de um novo serviço de autocarros de rebatimento sobre a estação ferroviária de Moscavide, com ligação à Portela.


A nova carreira urbana de passageiros, designada “Rodinhas”, funciona de segunda a sábado das 7 às 20h30, com intervalos de 15 minutos entre viagens. O autocarro percorre um itinerário, assinalado com “linha azul”, entre Moscavide (apeadeiro) – Portela – Moscavide (apeadeiro), possibilitando aos passageiros a entrada ou saída fora das paragens, bastando para tal fazer sinal para parar.


A baixa capacidade do veículo (16 lugares sentados e 12 de pé), a elevada frequência e o baixo preço são alguns dos aspectos inovadores do “Rodinhas”.


Até Março de 2008, o serviço vai constituir um caso de estudo a nível europeu na área da acessibilidade às estações ferroviárias, e pretende, entre outros aspectos, colmatar insuficiências na integração dos modos de transporte público de passageiros, tirar partido das infra-estruturas ferroviárias existentes e alargar as suas áreas de influência, dissuadir da utilização do transporte individual, reduzindo o tráfego e a poluição ambiental.


Para mais informações sobre o serviço, consulte:
www.cm-loures.pt/ProjectoRodinhas07.asp

Topo

 

 

 

 

TRAMO
Transporte responsável para um desenvolvimento sustentável

 

Baseado na partilha de experiências entre as regiões participantes da OQR MARE, o subprojecto TRAMO – Transporte responsável, acções de mobilidade e ordenamentos – visa estabelecer a metodologia para a elaboração de um plano de mobilidade, adaptável a cidades até 100 mil habitantes, em que nas redes de transportes urbanos os movimentos pendulares são marcantes.


Pretende-se, deste modo, aumentar o conhecimento sobre a mobilidade nas regiões participantes no projecto, tendo em vista uniformizar os métodos de administração do território, adaptando as soluções de transporte às necessidades da população.

 

 

FLEXIS
Serviços flexíveis de transporte

 

O subprojecto Flexis – Serviços Flexíveis para o Sul da Europa – visa a criação de um sistema de serviços de transportes flexíveis nas regiões da Ligúria (Itália) e de Lisboa, procurando reduzir a utilização do transporte individual nas deslocações pendulares e o congestionamento e agressões ambientais ao nível dos bairros periféricos e do centro metropolitano das cidades, aumentando a qualidade de vida dos cidadãos.


No que respeita ao Município de Loures, foi feita uma proposta para adaptação do serviço de autocarros Expresso do Infantado (carreira 334 da Rodoviária de Lisboa), no sentido de efectuar paragem no Loure-Shopping, cujo parque de estacionamento funcionaria como parque dissuasor. Os passageiros poderiam assim deixar o seu veículo em local seguro e protegido, seguindo viagem em transporte colectivo. Além disso, teriam a possibilidade de efectuar compras através da Internet, e levantá-las na superfície comercial no regresso a casa.


Outra das iniciativas é o carpooling, ou seja, um serviço através do qual pessoas que vivem ou trabalham próximas, com horários idênticos, partilham as suas viaturas particulares, dando ou aceitando boleia e dividindo os custos de deslocação. Desta forma, reduz-se o número de carros em circulação.

 

E-MOBILITY
Tecnologia ao serviço da mobilidade

 

Aproveitando as mais recentes inovações tecnológicas, o subprojecto E-Mobility – Novos sistemas e serviços informativos para a mobilidade no Sul da Europa – tem como principal objectivo a criação de um sistema piloto capaz de oferecer aos utentes do transporte individual ou público de passageiros, informações em tempo real, que lhes permitam tomar a melhor decisão sobre os diferentes meios de transporte e trajectos a seguir.


O sistema deverá assegurar a ligação entre operadores, entidades gestoras das vias e utentes, comunicando com estes, entre outros meios, através de Internet, telemóveis e painéis de informação nas estações.


Trata-se, neste caso, de prestar serviços personalizados capazes de aumentarem a atracção pelo transporte público e proporcionarem uma oferta mais especializada de serviços de transporte.

Topo