|
Principais meios de transporte
utilizados pelos residentes na AML
Rede de Transportes
Deslocações no concelho
Fruto do desenvolvimento
económico e urbanístico,
a mobilidade urbana
cresceu e alterou-se
significativamente nas últimas
décadas, especialmente
nas áreas metropolitanas.
Apesar de os transportes
públicos serem importantes
nas deslocações diárias
dos munícipes, o automóvel é o meio mais utilizado
em Loures.
De acordo com o relatório divulgado em
2006 pelo Eurostat sobre a evolução dos meios
de transportes utilizados na União Europeia,
Portugal é o terceiro país com maior densidade
de automóveis, quase 600 por mil habitantes,
o que revela a preponderância deste meio de
transporte no nosso país.
O número de veículos em circulação nas
cidades é cada vez maior, provocando problemas
de trânsito, principalmente nas deslocações
diárias de casa para o emprego ou
para a escola. Além disso, ter mais carros na
rua implica mais poluição atmosférica, mais
ruído e mais acidentes rodoviários.
Mobilidade em Loures
Dados revelados pelo estudo do Instituto
Nacional de Estatística, “Movimentos Pendulares
e Organização do Território Metropolitano: Área Metropolitana de Lisboa e Área
Metropolitana do Porto 1991 – 2001”, indicam
que a maioria desses movimentos no concelho,
quer de pessoas empregadas, quer de estudantes,
se realizava, em 2001, para fora do Município,
especialmente para o concelho de Lisboa.
O Município de Loures contém dois corredores
de acesso à cidade de Lisboa: o corredor
de Vila Franca, que serve a zona oriental do
concelho, com entrada em Lisboa pela Segunda
Circular, e o corredor de Loures, com entrada
pela Calçada de Carriche, que serve a zona
norte do concelho.
Quanto ao modo de deslocação dos residentes
concelhios, entre 1991 e 2001, a utilização
do transporte colectivo nos movimentos
pendulares deixou de ser maioritária, passando
o transporte individual a ser o meio mais
utilizado.
Dos transportes públicos o autocarro era o mais utilizado em 2001,
seguindo-se o comboio e depois o eléctrico ou o metropolitano.
A rede rodoviária de transportes colectivos é preponderante no
concelho, servindo todas as freguesias. São várias as transportadoras
em circulação: Rodoviária de Lisboa, Carris, Isidoro Duarte, Henrique
Leonardo Mota, Mafrense, Barraqueiro e Barraqueiro Oeste. A maioria
das viagens efectua-se para fora do concelho, em particular para Lisboa,
verificando-se algumas carências a nível das deslocações intraconcelhias,
não sendo muitas as alternativas para quem pretende deslocar-se entre
algumas freguesias. Resta às autoridades locais pressionar as transportadoras
para que satisfaçam as necessidades dos utentes. Por outro
lado, é preocupação da Câmara Municipal a colocação dos pontos
de paragem e respectivos abrigos. No concelho de Loures existem
800 pontos de paragem de transportes públicos rodoviários, 528 com
abrigo. Em virtude da degradação do material de alguns desses abrigos,
a Autarquia pretende substituí-los, de modo a tornar o tempo de espera
mais confortável.
 |
|
 |
|
Já o comboio serve a zona oriental do concelho, através da Linha
da Azambuja, com estações em Santa Iria de Azóia, Bobadela, Sacavém
e Moscavide, comuns à Linha do Norte.
Alcançar-se uma mobilidade sustentada é um objectivo estratégico
que coloca novos desafios à organização e gestão do sistema de
transportes, no sentido de incrementar a utilização do transporte público
em detrimento da viatura pessoal. Para tal, há que tornar o transporte
público atractivo, satisfazendo as necessidades dos utilizadores.
Táxis
As cooperativas de táxis existentes no concelho – Rádio Táxis de
Loures e Odivelas e Cooperativa Rádio Táxis de Sacavém – continuam
a cumprir papel relevante no serviço à população. O contingente
disponível no concelho conta com 31 viaturas para as zonas centro e
norte e 65 para a zona oriental.
No sentido de melhorar as condições de trabalho dos taxistas, têm
sido efectuados melhoramentos a nível das praças de táxis ou das
sedes das cooperativas, como é o caso da sede da Cooperativa Rádio
Táxis de Sacavém, inaugurada a 22 de Julho de 2006.
Topo

No concelho de Loures existe a preocupação de adequar a oferta
de transportes às necessidades de quem neles se desloca.
A localização do município facilita ainda o acesso aos grandes projectos
de transporte nacionais, como a Rede de Alta Velocidade ou o Aeroporto.
Sendo os movimentos pendulares responsáveis
por quase metade das viagens com
origem e destino no concelho, desejável seria
que os mesmos fossem efectuados em transporte
colectivo.
Estimular a utilização desse modo de
transporte passa pela optimização e diversificação
das rotas de circulação, tornando as
viagens, desde a origem ao destino, mais
flexíveis, eficientes e agradáveis. Da mesma
forma, requere-se a integração tarifária, a
coordenação da exploração dos serviços e a
integração da informação ao público.
Metro Ligeiro de Superfície
O corredor de Loures é o único da Área
Metropolitana de Lisboa que não dispõe ainda
de um meio pesado para o transporte colectivo
de passageiros, designadamente metropolitano
de superfície ou comboio metropolitano.
Resta aos munícipes o uso da Auto-Estrada 8
(A8) e da Estrada Nacional 8 (EN8). A implementação
do Metro Ligeiro de Superfície no concelho proporcionaria a transferência para
o modo ferroviário de parte da carga do
transporte público rodoviário de passageiros,
que hoje contribui para a saturação das vias
EN8, A8 e Calçada de Carriche, mantendo-se a A8 como infra-estrutura de suporte ao
tráfego de atravessamento com destino a
Lisboa.
Para reforçar a rede de transportes no concelho,
e tendo em conta as necessidades de
deslocação rápida de todos os que aqui residem,
surgiu o desenho de uma rede ferroviária
de metro ligeiro de superfície que ligue Algés a Loures (incluída na prevista circular externa
a Lisboa Algés-Sacavém), pretendendo privilegiar
o transporte ferroviário para as deslocações
pendulares e intraconcelhias. Numa área metropolitana com graves problemas de
mobilidade, onde o automóvel é o meio de
transporte mais utilizado, este projecto reveste-se da maior importância para melhorar o
desempenho das redes de transporte colectivo
e a complementaridade entre serviços.
Prolongamento da Linha
Vermelha do Metropolitano
Também a linha de Metro tem vindo a
crescer, servindo um cada vez maior número
de utentes. Um dos projectos de desenvolvimento
do Metropolitano passa pelo prolongamento
da Linha Vermelha, que actualmente
estabelece a ligação entre as estações da Alameda
e Oriente. O novo projecto prevê o alargamento
dessa linha desde a estação do Oriente
até Moscavide, Encarnação Aeroporto.
Para mais informações sobre o novo
traçado da linha, consulte o site: http://
www.metrolisboa.pt
Intermodalidade
de meios de transporte
Um dos contributos para a utilização dos
transportes colectivos é a criação de interfaces
estrategicamente localizados.
A complementaridade entre transportes
ferroviário e rodoviário é bastante vantajosa.
Dada a sua flexibilidade e capacidade, o
transporte rodoviário de passageiros pode
efectuar a função de rebatimento sobre os
modos ferroviários, de maior capacidade,
reduzindo assim a circulação de veículos em
vias congestionadas. Para tal, os transportes
rodoviários devem incluir nos seus percursos
paragens nas estações ferroviárias que correspondam
a interfaces, e tentar compatibilizar
os horários com o transporte ferroviário.
Estacionamento
Outra das soluções para reduzir a utilização
do transporte individual nos movimentos
pendulares passa pela aposta em parques de
estacionamento dissuasores no concelho, associados
a interfaces de transportes colectivos
capazes de disponibilizarem serviços de apoio
aos cidadãos. É o caso do Projecto Flexis, de
que damos notícia mais abaixo.
Ligação internacional
A localização geográfica do concelho e a
sua rede viária permitem-lhe acesso fácil a
meios de transporte com ligação internacional,
nomeadamente ao Aeroporto de Lisboa, localizado
na fronteira com o concelho de Loures
e abrangendo parte de uma das suas freguesias
(Prior Velho). Mesmo com a construção de um
novo aeroporto, Loures continuará a beneficiar
de bons acessos. Tendo em conta as hipóteses
de localização até agora discutidas – Ota
e Alcochete –, o acesso poderá ser feito através
da A10, caso se localize na Ota, ou pela Ponte
Vasco da Gama, se a escolha for Alcochete.
Embora não esteja ainda decidido o futuro
do actual Aeroporto de Lisboa, não se prevê
que o seu encerramento venha a prejudicar o
concelho, pois, se por um lado poderia levar à
deslocalização de algumas empresas directamente
relacionadas com a actividade aérea,
por outro diminuiria significativamente os
níveis de poluição sonora em todo o concelho,
principalmente nas freguesias limítrofes.
Também o projecto para a Rede de Alta
Velocidade, que ligará Lisboa a Madrid em
menos de três horas, estará próximo do concelho.
O rápido acesso, não só de passageiros,
mas também de mercadorias, poderá
contribuir para a diminuição dos transportes
rodoviários pesados em circulação, descongestionando
artérias importantes.
Topo

Com o objectivo de reduzir o número
de automóveis em circulação,
surgiram respostas inovadoras,
como a promoção da iniciativa
Semana Europeia da Mobilidade
ou o incentivo à utilização de
bicicletas dentro das cidades.
Aqui ficam alguns exemplos
de soluções criativas.
Portugal, à semelhança da maioria dos
países europeus, está dependente do fornecimento
externo de energia, o que o torna
vulnerável a crises políticas e económicas internacionais,
como foi a crise petrolífera
de 1973. Os constantes aumentos do preço do
barril do petróleo (que atingiu o máximo do
ano a 28 de Setembro, 80,72 dólares), a poluição
e o congestionamento causado, tornam o
automóvel num transporte cada vez menos
atractivo para a circulação nas cidades.
Experiências realizadas em várias partes
do mundo mostram que investir em meios
alternativos de locomoção, como a bicicleta, é a maneira mais segura de evitar o caos nas
metrópoles. Por exemplo, em algumas cidades
da Bélgica, foi adoptado um sistema de
depósito de caução para a utilização das bicicletas,
pelo que as pessoas podem pedalar para
qualquer ponto da cidade onde haja estacionamento
e, ao devolverem a bicicleta,
retiram o dinheiro depositado, sendo gratuito
o uso do transporte. Também na Alemanha é
frequente o uso de bicicletas nas deslocações
para a escola ou para o emprego, bem como
a sua combinação com o transporte ferroviário.
Em Portugal, existem algumas experiências
de sucesso, de que são exemplo Aveiro ou
Cascais. A cidade de Aveiro convida residentes
e visitantes a passearem nas famosas
BUGA – Bicicleta de Utilização Gratuita de
Aveiro, enquanto que, em Cascais encontramos
as BICAS. Nos dois casos, as bicicletas são
disponibilizadas gratuitamente, bastando
levantá-las nos pontos indicados e devolvê-las no mesmo local.
Semana Europeia
da Mobilidade
Iniciativas como “Na Cidade sem o meu
Carro!”, campanha iniciada em França em
1998, alertam para a utilização excessiva do
automóvel nas cidades. A Comissão Europeia
adoptou esta campanha, a partir de 2000,
através da criação do “Dia Europeu sem
Carros” – 22 de Setembro – tendo como objectivo
reduzir a circulação de automóveis dentro
das cidades. Em 2002, foi lançada, em
Bruxelas, a Semana Europeia da Mobilidade
(SEM). Desde então, os cidadãos europeus podem
desfrutar de uma semana repleta de
eventos de sensibilização relacionados com a
mobilidade.
No âmbito da SEM, este ano subordinada
ao tema “Melhores Ruas para todos”, realizaram-se no concelho várias iniciativas com o
objectivo de induzir a uma mudança de atitudes
no que diz respeito a uma mobilidade
mais sustentável.
Assim, no dia 15, decorreram dois passeios
de bicicleta: um entre o Infantado (Loures) e
o Parque Tejo (Sacavém), promovido pela
Câmara Municipal de Loures, através da Divisão
de Desporto e do Departamento de Ambiente,
com o apoio da Secção de BTT do
Grupo Desportivo de Lousa; e outro entre a
Torre de Belém (Lisboa) e o Parque Tejo, organizado
pelo Grupo de Estudos de Ordenamento
do Território e Ambiente (GEOTA), que
contou com mais de um milhar de participantes,
entre eles os vereadores Ricardo Leão
(Desporto) e João Galhardas (Ambiente).
Também várias juntas de freguesia se
associaram à SEM. É o caso de Santo Antão
do Tojal que, no dia 15, promoveu diversas
visitas ao seu património histórico, de Bucelas
que, no dia 16, organizou um passeio pedestre
na localidade da Bemposta, e de Santo António
dos Cavaleiros, que cedeu um autocarro
para avaliação das necessidades de reforço
dos transportes colectivos, para acesso ao
Centro de Saúde.
Ainda a 16 de Setembro, a Câmara de
Loures organizou um percurso pedestre com
uma extensão de 10 quilómetros, durante o
qual foi possível conhecer alguns dos locais
mais emblemáticos da freguesia de Loures.
O Mercado Abastecedor da Região de
Lisboa (MARL) promoveu entradas gratuitas
para veículos alternativos, bem como as entradas
a pé aos visitantes.
Paralelamente a todas estas iniciativas,
procedeu-se ainda à construção, reparação e
rebaixamentos de passeios em diversos locais
das freguesias de São Julião do Tojal, Unhos
e Camarate.
No dia 22 de Setembro, o Dia Europeu
sem Carros, a estrada do Parque Tejo esteve
cortada para a realização da Feira Medieval.
Sob a organização conjunta de três associações
do concelho – Associação Comunitária
de Saúde Mental de Loures Ocidental,
CREACIL, e Centro Psiquiátrico de Recuperação
de Montachique –, a Rodoviária de Lisboa
proporcionou o transporte de pessoas portadoras
de deficiência ao Parque Tejo.
Topo
Operação Quadro Regional MARE
Câmara de Loures contribui
para melhoria da mobilidade

Com o intuito de criar uma estratégia integrada e global de mobilidade
metropolitana e contribuir para um desenvolvimento económico sustentável,
a Câmara de Loures tornou-se parceira da Operação Quadro Regional (OQR)
MARE, iniciativa que propõe encontrar soluções para os problemas
das acessibilidades.
A OQR MARE – “Mobilidade e Acessibilidade
Metropolitana nas Regiões do Sul da
Europa” – é uma Operação Quadro Regional
co-financiada pelo FEDER no âmbito do
Programa INTERREG III C Sul, que visa melhorar
as políticas e instrumentos de desenvolvimento
regional através da troca de informação
e partilha de experiências em torno
da temática da Mobilidade e Acessibilidade
Metropolitana.
São parceiros desta operação as autoridades
regionais das regiões metropolitanas de Lisboa
(Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
Regional de Lisboa e Vale do Tejo – CCDR-LVT),
Ligúria (Município de Génova) e Comunidade
Valenciana (Departamento de Infra-Estruturas
e Transportes do Governo da Região de
Valência).
O principal objectivo da OQR MARE consiste
na criação de uma estratégia integrada
de mobilidade metropolitana que potencie o
desenvolvimento e a competitividade internacional,
resultante do trabalho conjunto das
regiões participantes.
Neste contexto, as três regiões, que partilham
várias características comuns no que
respeita a assuntos de mobilidade, decidiram
trabalhar em conjunto, avançando com subprojectos
que pretendem responder a questões
sobre custos e alternativas de mobilidade e de
acessibilidade, planeamento e gestão do espaço
urbano, e eficiência dos transportes públicos.
Os subprojectos aprovados têm parceiros
nas três regiões metropolitanas, sendo, na região
de Lisboa, os municípios de Lisboa, Odivelas,
Barreiro, Moita e Loures, e a empresa
INTELI – Inteligência em Inovação, Centro de
Inovação.
Todos eles são projectos-piloto, financiados
até Março de 2008, data limite para conclusão,
verificação, avaliação e difusão dos
respectivos resultados.
A Câmara Municipal de Loures submeteu
a candidatura quatro projectos, com financiamentos
FEDER aprovados em 12 de Dezembro
de 2006.
Esses projectos incidem sobre três das cinco
componentes da OQR: à Componente 2, que
pretende aprofundar o conhecimento da mobilidade,
corresponde o projecto TRAMO
(Transporte responsável, acções de mobilidade
e ordenamentos); à Componente 3, que visa a
gestão do espaço urbano e novas formas de
mobilidade, corresponde o projecto ACFER
(Acessibilidade às estações ferroviárias),
enquanto os projectos E-MOBILITY (novos
sistemas e serviços informativos para a mobilidade
no Sul da Europa) e FLEXIS (serviços
flexíveis para o Sul da Europa) se enquadram
na Componente 4, que trata de inovação nos
transportes colectivos.
No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade,
o Palácio Marqueses da Praia, em
Loures, acolheu, de 16 a 22 de Setembro, a
exposição Mobilidade e Acessibilidade Metropolitana
nas Regiões da Europa do Sul (MARE),
que teve como objectivo dar a conhecer todos
estes projectos aos munícipes.
Topo
Acessibilidade às Estações Ferroviárias
“Rodinhas” facilita acesso à estação de Moscavide
Tendo em conta a forte utilização do transporte
individual e o subaproveitamento do transporte ferroviário
nas áreas metropolitanas, o projecto ACFER – Acessibilidadeàs Estações Ferroviárias – visa impulsionar a
utilização do modo ferroviário, através da recuperação
urbanística de algumas zonas e do melhoramento da
acessibilidade às estações.
Neste âmbito, a Câmara Municipal de Loures procedeu à criação de condições de acesso pedonal à estação
ferroviária da Bobadela, bem como à implementação, em parceria com a Rodoviária de Lisboa, de
um novo serviço de autocarros de rebatimento
sobre a estação ferroviária de Moscavide, com
ligação à Portela.
A nova carreira urbana de passageiros,
designada “Rodinhas”, funciona de segunda
a sábado das 7 às 20h30, com intervalos de
15 minutos entre viagens. O autocarro percorre
um itinerário, assinalado com “linha
azul”, entre Moscavide (apeadeiro) – Portela – Moscavide (apeadeiro), possibilitando aos
passageiros a entrada ou saída fora das paragens,
bastando para tal fazer sinal para
parar.
A baixa capacidade do veículo (16 lugares
sentados e 12 de pé), a elevada frequência e o
baixo preço são alguns dos aspectos inovadores
do “Rodinhas”.
Até Março de 2008, o serviço vai constituir
um caso de estudo a nível europeu na área da acessibilidade às estações ferroviárias,
e pretende, entre outros aspectos, colmatar
insuficiências na integração dos modos de
transporte público de passageiros, tirar partido
das infra-estruturas ferroviárias existentes e
alargar as suas áreas de influência, dissuadir
da utilização do transporte individual, reduzindo
o tráfego e a poluição ambiental.
Para mais informações sobre o serviço,
consulte:
www.cm-loures.pt/ProjectoRodinhas07.asp
Topo
TRAMO
Transporte responsável para um desenvolvimento sustentável
Baseado na partilha de experiências entre
as regiões participantes da OQR MARE, o
subprojecto TRAMO – Transporte responsável,
acções de mobilidade e ordenamentos – visa
estabelecer a metodologia para a elaboração
de um plano de mobilidade, adaptável a cidades
até 100 mil habitantes, em que nas redes
de transportes urbanos os movimentos pendulares
são marcantes.
Pretende-se, deste modo, aumentar o
conhecimento sobre a mobilidade nas regiões
participantes no projecto, tendo em vista
uniformizar os métodos de administração
do território, adaptando as soluções de transporte às necessidades da população.
FLEXIS
Serviços flexíveis de transporte
O subprojecto Flexis – Serviços Flexíveis
para o Sul da Europa – visa a criação de um
sistema de serviços de transportes flexíveis nas
regiões da Ligúria (Itália) e de Lisboa, procurando
reduzir a utilização do transporte
individual nas deslocações pendulares e o
congestionamento e agressões ambientais ao
nível dos bairros periféricos e do centro metropolitano
das cidades, aumentando a qualidade
de vida dos cidadãos.
No que respeita ao Município de Loures,
foi feita uma proposta para adaptação do
serviço de autocarros Expresso do Infantado
(carreira 334 da Rodoviária de Lisboa),
no sentido de efectuar paragem no Loure-Shopping, cujo parque de estacionamento
funcionaria como parque dissuasor. Os passageiros
poderiam assim deixar o seu veículo em
local seguro e protegido, seguindo viagem em
transporte colectivo. Além disso, teriam a possibilidade
de efectuar compras através da
Internet, e levantá-las na superfície comercial
no regresso a casa.
Outra das iniciativas é o carpooling, ou seja, um serviço através do qual pessoas que
vivem ou trabalham próximas, com horários
idênticos, partilham as suas viaturas particulares, dando ou aceitando boleia e dividindo
os custos de deslocação. Desta forma,
reduz-se o número de carros em circulação.
E-MOBILITY
Tecnologia ao serviço da mobilidade
Aproveitando as mais recentes inovações
tecnológicas, o subprojecto E-Mobility – Novos
sistemas e serviços informativos para a mobilidade
no Sul da Europa – tem como principal
objectivo a criação de um sistema piloto capaz
de oferecer aos utentes do transporte individual
ou público de passageiros, informações
em tempo real, que lhes permitam tomar a
melhor decisão sobre os diferentes meios de
transporte e trajectos a seguir.
O sistema deverá assegurar a ligação entre
operadores, entidades gestoras das vias e utentes,
comunicando com estes, entre outros meios,
através de Internet, telemóveis e painéis de
informação nas estações.
Trata-se, neste caso, de prestar serviços
personalizados capazes de aumentarem a
atracção pelo transporte público e proporcionarem
uma oferta mais especializada de
serviços de transporte.
Topo
|