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Comunicação Municipal
Informar,
esclarecer,
integrar
Com o alargamento de competências
e responsabilidades do Poder Local,
fenómeno iniciado com a revolução
de Abril e que tem vindo em crescente
consolidação – especialmente ao longo
da última década –, as autarquias
passaram a ter responsabilidades
acrescidas em todos
os domínios da sua actividade.
Numa sociedade mediatizada como
aquela em que vivemos neste
início de milénio, a comunicação
transformou-se num dos pilares
que sustentam este novo paradigma
da actuação política a nível local,
assumindo-se como um
elemento para a concretização
dos objectivos que o Município
se propõe atingir, sejam eles
definidos através de opções
políticas, ou como respostaàs imposições legais.
Numa altura em que a Loures
Municipal celebra o seu quinto
aniversário, o “À Lupa” desta
edição aborda as várias facetas
da comunicação municipal,
os meios que utiliza, os públicos
a que se dirige e os preceitos
legais por que se rege toda
a sua actividade.
Topo
Comunicação Pública
Diversidade de objectivos,
complementaridade de meios

A comunicação pública, ou seja,
a comunicação produzida pelo Estado
nas suas diversas esferas de
competências, nasceu praticamente
em simultâneo com o que hoje
conhecemos como Estado
centralizado. Desde os emissários
que liam documentos oficiais do
reino nas mais remotas aldeias
do país, até aos dias de hoje em
que um SMS pode percorrer em
segundos milhares de quilómetros,
o objectivo da mensagem foi
sempre o mesmo: informar.
A Loures Municipal foi investigar
os modelos e paradigmas que se
encontram na base da comunicação
pública, para que melhor conheça
o que a sua Câmara Municipal faz
para o manter a par de tudo
o que se passa no seu concelho.
No início, a comunicação pública, como
todo e qualquer outro tipo de informação,
socorreu-se de meios rudimentares. Se, como
defendia Marshall McLuhan, “o meio é a
mensagem”, certo é que os meios à disposição
do Estado não eram muitos. Falamos de uma época em que a comunicação social era inexistente,
onde a oralidade ainda reinava – pois a
alfabetização era privilégio de poucos –, onde
os únicos documentos escritos estavam guardados
em bibliotecas régias ou eclesiásticas.
Com o advento da imprensa – conjugado
com o arranque do sistema de ensino, essencialmente
junto das elites –, o jornal passou a
assegurar a ponte entre o Estado e os cidadãos.
Mais tarde surgiu a rádio, depois a televisão,
mais recentemente a Internet e toda uma profusão
de outros meios de informação que permitem
uma multiplicidade de mensagens, cada
vez mais dirigidas a públicos-alvo específicos,
ou mesmo a um cidadão em particular, naquilo
que os especialistas da área definem como
marketing relacional.
Se a princípio a comunicação pública foi
por diversas vezes confundida com propaganda,
a verdade é que hoje é reconhecida a sua
importância nos mais diferentes domínios, desde a informação técnica, passando pela
sensibilização pública, sem esquecer a difusão
de eventos, até ao próprio acto informativo
de cariz jornalístico.
Eduardo Camilo, professor na Universidade
da Beira Interior e um dos maiores especialistas
em matéria de comunicação pública – especialmente
a nível municipal –, conjugou em
tese uma série de reflexões sobre esta matéria,
que nos dão uma ideia concreta sobre as diversas áreas onde a comunicação pública deve
assentar. Para Camilo, a comunicação pública
divide-se em três campos: Política, Administrativa
e Político-Administrativa.
A primeira refere-se às actividades comunicacionais
que decorrem das orientações políticas
emanadas dos diferentes órgãos de
soberania, aplicando-se aos municípios por três
vias: Presidente da Câmara, Câmara Municipal
e Assembleia Municipal. O objectivo desta
comunicação passa por “estimular a participação
política das sociedades locais nas actividades
dos órgãos políticos municipais (…),
disponibilizando meios através dos quais as
populações possam expressar publicamente os
seus interesses e necessidades”.
Quanto à Comunicação Administrativa, consiste sobretudo na “legitimação dos serviços
públicos”, tratando-se de uma comunicação
que “visa articular as expectativas e as necessidades
colectivas dos utentes, com a divulgação
das características dos serviços que o
Município presta para as satisfazer”.
Por fim, a Comunicação Político-Administrativa,
segundo o académico, define-se por “estratégias de comunicação que também visam
estimular a participação pública, embora
tendo por referência os valores técnico-administrativos
subjacentes ao ideal de serviço público”.
É neste campo que se insere a produção
dos boletins municipais, a forma mais usual
de comunicação entre municípios e cidadãos,
já que a esmagadora maioria das câmaras municipais
do País assegura a sua publicação
periódica praticamente desde a implantação
do poder local democrático. Em Loures, o primeiro
número foi editado ainda em 1976,
sendo que, ao longo dos anos, este meio foi
mudando de forma e de denominação, num
processo cuja última etapa ocorreu em 2002
com o nascimento da Loures Municipal.
Uma comunicação pública,
várias comunicações
municipais…
Com base nestes parâmetros científicos,
será talvez mais fácil entender as diversas
características que compõem o mundo da
comunicação pública. A nível autárquico e em
relação ao Município de Loures, que é o que
mais nos interessa abordar neste “À Lupa”, a
comunicação é processada de formas diversas
e complementares, umas que decorrem do
cumprimento das disposições legais, outras
que derivam das realidades locais com que a
Câmara Municipal de Loures se depara.
A nível estritamente legal, ou seja, decorrente
do cumprimento da lei, a Câmara
procede às publicações obrigatórias no Boletim
de Deliberações – por meio do qual todos os
munícipes podem conhecer, agora por via do
site, as deliberações emanadas da Reunião
de Câmara, da Assembleia Municipal ou do
Presidente da Câmara –, bem como à afixação
de editais e à compra de espaços publicitários
em meios de comunicação social de âmbito
nacional ou local – a fim de difundir concursos
públicos, por exemplo de admissão de pessoal
ou de aquisição de produtos ou serviços, cuja
publicação na imprensa é obrigatória, nos termos
da lei.
Para além desta esfera de comunicação
administrativa, o Município utiliza outros
canais informativos com vista à divulgação
das suas actividades, cumprindo o dever de
informar, e facilitando desse modo o acesso
dos cidadãos aos serviços públicos. Neste âmbito, encontra-se a difusão de mensagens
de sensibilização pública, de que são exemplos
as campanhas municipais nas áreas da saúde,
ambiente ou segurança, entre outras, usando-se para o efeito diversos meios, que vão desde
o contacto pessoal nos Espaços de Atendimento
Municipal, até às acções de marketing
relacional, com o envio directo de correspondência
aos cidadãos que solicitam informações
sobre o concelho.
A divulgação das iniciativas permite a
participação dos cidadãos, sendo exemplos
desta actividade a produção de comunicados
de imprensa, a publicação da Agenda de
Eventos Loures Convida, a Agenda do Site da
Câmara na Internet, a afixação de cartazes
nas vias públicas ou a distribuição de folhetos.
O objectivo, nestes casos, passa por informar
os munícipes da existência de determinados
eventos públicos – um espectáculo cultural ou
um fórum de discussão pública sobre uma
matéria concreta – ou ainda de uma intervenção
com consequências directas na vida do
cidadão – como é o caso das obras municipais
nas vias públicas, noticiadas por meio de folhas
informativas.
Uma outra face da comunicação municipal é a informação sobre o que se passa através
desta mesma revista Loures Municipal, ou da área de notícias do site da Câmara. Nestes
casos, o objectivo é dar a conhecer a actividade
do Município em ambas as esferas, já que
pode abordar questões que estão em fase de
estudo ou de implementação (projectos, estudos,
etc.), ou reportar acontecimentos passados.
Poder-se-á considerar que existem não
uma, mas várias “comunicações públicas”, cada
uma delas com objectivos distintos, embora
complementares. Três são omnipresentes:
Informar, esclarecer e integrar, concretizando
aquilo que Jürgen Habermas definiu um dia
como a necessidade de promover a “esfera pública”,
um espaço de partilha de experiências e
opiniões entre os membros de uma comunidade.
Topo
Comunicação na Câmara de Loures
Informar com critério
Algumas unidades
orgânicas da Câmara têm como
missão a produção e difusão de informação sobre
a actividade municipal, proporcionando aos
munícipes o conhecimento sobre as actividades
e serviços disponibilizados pela Autarquia.
Nestas páginas da Loures Municipal,
apresentamos-lhe “à lupa” o trabalho “escondido” atrás da comunicação que
chega aos cidadãos.
Com um leque de atribuições e competências
diversificado, as câmaras municipais tiveram
que encontrar soluções para comunicar
com os munícipes de forma atempada e eficaz.
Por um lado, as câmaras contactam directamente
com os órgãos de comunicação social,
emitindo comunicados e realizando conferências
de imprensa. Por outro lado, produzem e
difundem informação destinada directamente
ao munícipe.
Foi, essencialmente, desde o 25 de Abril
que as autarquias tiveram que aprender a lidar
com as necessidades de informação dos cidadãos,
decorrentes das novas responsabilidades
atribuídas ao Poder Local, por via da descentralização.
A organização de eventos – culturais, desportivos,
sociais, etc. –, ou a produção de matéria
legislativa – regulamentos – entre outros
exemplos e apenas para nos circunscrevermos
a estes dois campos, “obrigaram” os municípios
a recorrer a formas diversificadas de
contacto com as populações, com o objectivo
de promover a difusão de informação útil e
legalmente obrigatória, ou simplesmente
informar o cidadão sobre a “oferta” de serviços à sua disposição.
Os tipos de comunicação
da Câmara de Loures
A tipologia da comunicação municipal é, como se constata, complexa e heterogénea.
A Câmara Municipal de Loures não foge a
esta regra, desenvolvendo continuadamente
um conjunto de acções que visam responder às necessidades informativas.
Antes de mais, é preciso informar quem informa.
Nesse sentido, a Câmara estabelece uma
ponte directa com a imprensa, quer de âmbito
nacional, quer local, no sentido de informar
pelas mais diversas vias – comunicados, conferências
de imprensa, contacto telefónico,
etc. – acerca de toda a actualidade que envolve
o Município. Com o advento das novas
tecnologias, foi também possível encontrar na
Internet uma excelente forma de difundir
informação pelos media. Assim, a actualização
permanente do site da Câmara na Internet – disponível em www.cm-loures.pt – possibilita
a divulgação de informação de forma permanente,
sendo extremamente útil para os
profissionais da comunicação social que procuram
informação que envolva a Câmara.
Depois do nível “profissional”, a informação
passa por outro patamar. Falamos de
outras instituições – públicas ou privadas –
com quem o Município mantém uma grande
proximidade, como as juntas de freguesia,
forças de segurança, bombeiros, colectividades,
associações, escolas ou empresas. Neste campo,
todas as unidades orgânicas da Autarquia têm
grande peso, pois, através do contacto directo
com os responsáveis destes organismos, transmitem
desde logo um volume de informação
considerável. Depois, a Câmara disponibiliza
materiais informativos para serem colocados
nos espaços públicos destas entidades, como
a Loures Municipal, cartazes ou folhetos,
proporcionando assim aos utentes desses
serviços o acesso à informação municipal.
Por fim, o nível mais relevante: o do munícipe.
No mundo globalizado do século XXI,
cada vez se torna mais complexo passar a
mensagem directamente ao cidadão. As razões
desse distanciamento entre instituições e público
são diversas. O ritmo frenético em que
vivemos, em conjunto com as dezenas de solicitações
que recebemos diariamente, “obrigam”
o cidadão a seleccionar criteriosamente a informação
recebida, pelo que somente com a
produção de conteúdos específicos e qualitativamente
bem elaborados é possível quebrar
estas barreiras.
Desta forma, como se pode imaginar face à dimensão de um Município como o de Loures,
com uma população na ordem das 200 mil
pessoas, as soluções encontradas são diversas,
pelo que a Loures Municipal abordará
apenas as mais representativas em termos de
volume, face a dois tipos de informação
distintos: a comunicação no exterior e a comunicação
directa.
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Comunicação no exterior

Informação
na via pública
A um nível mais alargado, a comunicação
na via pública assume especial importância.
Falamos de cartazes, painéis ou
mupi (sigla para Mobiliário Urbano Para
Informação). Podem encontrar-se um pouco
por todo o concelho, especialmente junto
aos principais eixos da rede viária, e também
em diverso mobiliário urbano de mais reduzidas
dimensões. Se tivermos em conta
a importância dos movimentos pendulares
da população nos tempos que correm, tanto
em transporte pessoal como colectivo,
poder-se-á perceber melhor a importância
destes meios, essencialmente utilizados
na divulgação das grandes actividades
municipais ou em campanhas de sensibilização.
Comunicação
em espaços públicos
Para além da esfera da via pública, a disponibilização
de informação também se encontra
nos espaços de atendimento público,
sejam ou não de responsabilidade municipal.
Falamos especificamente da rede de lojas e
atendimentos municipais (ver página 30) ou de
outros espaços de atendimento público da Câmara
(parques urbanos, gabinetes de atendimento à juventude, equipamentos desportivos,
museus, etc.), mas também nos poderíamos
referir às sedes de juntas de freguesia e espaços
informativos de outras instituições públicas
(centros de saúde, escolas, colectividades, conservatórias,
entre outros exemplos).
Aí, é normalmente disponibilizada informação
diversa, sendo utilizados diferentes
meios gráficos, de diversos formatos. A maioria
deles são produzidos, maquetados e impressos
nos próprios serviços da Câmara.
Publicações municipais
e imprensa
Em conjugação com a informação que é
disponibilizada à imprensa, a Câmara procede à inserção, em publicações de âmbito nacional
e local, de publicidade obrigatória (avisos, editais,
concursos públicos), institucional (campanhas
de sensibilização ambiental, avisos da
protecção civil, campanha de Natal, etc.), ou
de promoção de iniciativas (Festas do Concelho,
Festa do Vinho e das Vindimas, Dia Mundial
do Turismo, etc.). O objectivo é chegar ao maior
número possível de munícipes, sendo para isso
necessário estudar os destinatários da mensagem,
escolhendo posteriormente o meio mais
eficaz para obter os resultados pretendidos, sem
deixar de atender às restrições financeiras em
vigor.
Por fim, as publicações municipais (Loures
Municipal e Loures Convida) são dois dos
aspectos mais relevantes da comunicação da
Autarquia, pois dão a conhecer, de forma mais
detalhada, as diferentes actividades municipais,
constituindo-se como pilares da ligação contínua
entre Câmara e cidadãos.
Comunicação digital
e audiovisual
Com a evolução da tecnologia, surgiram
duas novas formas de comunicação,
hoje fundamentais: o audiovisual e o digital.
No primeiro caso, a Autarquia utiliza a rádio
e, pontualmente, a televisão, para divulgar
algumas iniciativas, usufruindo da
legislação que permite a difusão de publicidade
institucional de relevância cultural
a preços mais reduzidos.
Já nos últimos anos, com a crescente
influência da Internet, o site tem assumido um papel de relevo enquanto
meio de fazer chegar informação
ao maior número de pessoas possível, com
a vantagem da permitir o acesso a partir
de qualquer ponto do mundo. Neste campo,
destaque para projectos como o Balcão
Virtual ou os novos Portais Geográficos, que souberam aproveitar da
melhor forma as potencialidades destes
novos meios, sendo capazes de dar resposta
eficaz às necessidades da população.
Topo
Comunicação Directa

Comunicação personalizada
Um dos meios mais usados são as folhas
informativas, que se destinam aos habitantes
de uma determinada freguesia, localidade,
ou mesmo só artéria. São sobretudo usados
quando uma actividade municipal interfere
directamente com a vida de uma parte da população,
como sucede durante a realização de
obras.
Os convites para iniciativas municipais
como cerimónias, espectáculos, inaugurações,
etc., constituem outro exemplo de comunicação
personalizada. Isto sem esquecer o envio
de correspondência dirigida aos munícipes
que solicitaram receber informações sobre as
actividades da Autarquia.
Comunicação pessoal
O contacto pessoal com os cidadãos é
assegurado por muitos serviços da Câmara.
Contudo, os espaços privilegiados desta forma
de interacção com o público são os atendimentos
municipais, sendo aí que reside a maioria
das relações pessoais estabelecidas entre a
Autarquia e os munícipes.
Nos seis atendimentos municipais (Paços
do Concelho, Departamento de Gestão
Urbanística, Lojas Municipais no Carrefour e
LoureShopping e Secções Administrativas
de Sacavém e de São João da Talha), os funcionários
municipais oferecem respostas às
múltiplas solicitações do público.
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Informação Periódica Municipal
Loures sempre
em primeiro plano
Com o objectivo de difundir
publicamente as suas actividades
ou projectos, há muito que as
autarquias utilizam as publicações
periódicas como forma de
interacção com os munícipes.
Em Loures, há precisamente
cinco anos, a Loures Municipal
editava o seu primeiro número,
seguindo-se mais três dezenas de
edições ininterruptas. Em Janeiro
de 2006 surgia a Loures Convida,
a agenda de eventos do Município.
Sem esquecer, é claro, a presença
da Câmara no ciberespaço, através
do site www.cm-loures.pt, que desde
o seu advento marca a presença
da Câmara de Loures na Internet.
A história dos boletins municipais está intrinsecamente
ligada à Lei. Com a imposição
legal da divulgação pública das mais diversas
decisões que emanavam dos órgãos autárquicos – Presidente da Câmara, Câmara e Assembleia
Municipal –, os municípios passaram a editar,
obrigatória e periodicamente, uma “publicação”.
Por motivos que variam entre a simples necessidade de promoção de eventos públicos,
até à obrigatoriedade democrática de prestar
contas da actividade municipal – sendo bom
relembrar que se vivia uma época em que a
comunicação social local se encontrava ainda
num estado embrionário –, foram mais tarde “acrescentados” outros tipos de informação,
de cariz mais jornalístico, com o objectivo de
acompanhar a actividade municipal de forma
periódica e contínua, transmitindo, passo-a-passo, a vida do concelho.
Nos dias que correm, os boletins têm vindo,
de forma genérica, por todo o país, a mudar
de paradigma, assumindo-se como verdadeiros
fóruns dos municípios. A abertura ao exterior,
a capacidade de interagir com o público
ou a promoção de iniciativas públicas e privadas
que beneficiem o concelho fazem parte
desta nova forma de pensar os boletins municipais.
“Loures Municipal”
Foi já sob este prisma que, em Julho de
2002, foi editado o primeiro número da Loures
Municipal. Trinta números depois, distribuídos
ao longo de cinco anos de existência, obrigam
a olhar para trás e analisar o percurso seguido.
Desde cedo foi política editorial desta
publicação uma abertura à comunidade, feita
das mais diversas formas. Rubricas fixas como “Colectividades”, “Empresas” ou “Espaço Ensino”
têm por objectivo dar a conhecer a
realidade das instituições do concelho, promovendo
a sua oferta de serviços, por forma
a ajudar a dinamizar áreas tão sensíveis como
o associativismo, as actividades económicas
ou a educação.
Para além do acompanhamento das grandes
actividades municipais, dos projectos e
obras marcantes e das questões legais que
acompanham o quotidiano de um município,
a Loures Municipal teve sempre como pano
de fundo um grande tema em cada edição.
Falamos dos “À Lupa”, a grande temática de
referência e reflexão mais pormenorizada.
Neste âmbito, foram abordados assuntos tão diversos
como a saúde, urbanismo, juventude
ou até a indústria televisiva e, nos últimos
tempos, áreas nas quais o Município não tem
responsabilidades directas, embora seja parte
interessada, como a justiça, ou o emprego,
para dar apenas dois exemplos.
Apesar da importância de rubricas de
carácter mais técnico, as pessoas e os acontecimentos
nunca estiveram à margem. Em “Pessoas e Lugares”, trinta personalidades do
concelho, da cultura ao desporto, do mundo
empresarial ao associativismo, contaram a sua
história de vida, deram a conhecer os objectivos
das instituições que dirigem ou simplesmente
aproveitaram para mostrar o que de
melhor têm para oferecer à sociedade. De resto,
sobra ainda espaço para um acompanhamento – através de pequenas notícias, designadas
por “Instantâneos” – das mais variadas iniciativas
que ocorrem em território municipal, e em
cuja concretização a Câmara tem, muitas vezes,
um papel determinante.
Para o fim, não podíamos deixar de referir
um outro objectivo central: dar a conhecer o
concelho nas suas múltiplas facetas, com especial ênfase na cultural. Daí a criação de
rubricas fixas como “Personalidades”, “Monumentos”
ou “Livros”, onde são contadas as
estórias da história do concelho, na vertente
pessoal ou patrimonial, ou onde são lançadas
propostas bibliográficas à disposição de
todos na Biblioteca Municipal José Saramago.
Esta é pois uma publicação que se quer
abrangente, capaz de responder aos interesses
de uma vasta comunidade, informando com
rigor, sem deixar de ser uma publicação institucional.
“Loures Convida”
Depois da edição dos Suplementos Temáticos,
que apresentaram, área a área, a nova
estrutura municipal, iniciativas em curso e projectos
de médio e longo prazo por actividade,
em Janeiro de 2006 teve início a publicação
da Loures Convida, a agenda de eventos do
Município.
O objectivo era claro, pois passava pela
crescente necessidade de divulgar eventos
municipais, servindo esta publicação, à semelhança
das agendas culturais produzidas por
outras autarquias, para estimular a participação
da população nas iniciativas municipais.
Daí para cá, ao longo de nove números a Loures Convida também tem vindo a abrir
portas, sendo hoje um meio importante, face à cobertura de distribuição de que beneficia,
para divulgação de alguns eventos de maior
relevo de outras instituições do concelho de
Loures.
Loures On-line
Paralelamente à edição de publicações, a
Câmara desde cedo entendeu a necessidade
de utilizar o ciberespaço para se afirmar comunicacionalmente.
Ainda na segunda metade
da década de 90, a Câmara de Loures “alojou-se” no site www.cm-loures.pt usando, a partir
daí, este meio para uma difusão exaustiva
das suas actividades.
Intemporal, pois permite uma capacidade
de arquivamento que as edições escritas jamais
alcançarão, a Internet funciona hoje como um
dos principais pilares da comunicação do século
XXI, e as suas mais-valias estão longe de
estar completamente exploradas.
Actualmente, o site da Câmara disponibiliza
mais de um milhar de páginas de informação
técnica, administrativa, legal, institucional
ou informativa, capazes de dar resposta às
múltiplas solicitações de que é alvo diariamente. Tudo isto sem esquecer a interactividade
com o munícipe, já que é hoje possível
aceder a conteúdos dinâmicos – como o “Balcão
Virtual” (atendimento ao cidadão on-line),
a aplicação “AGIL” (consulta de dados relativos
ao PDM) ou ainda os novos “Mapas Interactivos”.
Por outro lado, a produção diária das notícias
que marcam a actualidade do concelho
permite um acompanhamento público permanente
da actividade municipal, algo difícil
de imaginar há uma década atrás.
Os desafios criados com as novas tecnologias
fizeram a Autarquia pensar em fórmulas
ainda mais inovadoras de contacto com os
munícipes. Falamos de projectos do presente e
do futuro, que serão seguramente as próximas
etapas da comunicação municipal, e dos quais
lhe damos conta desde já.
Topo
Novos projectos comunicacionais
Mais e melhor Município
Conhecendo-se o ritmo frenético que está na base da evolução tecnológica
da sociedade, a Câmara tem procurado adaptar-se às novas lógicas
comunicacionais do mundo globalizado.
Projectos como os novos mapas interactivos – entretanto já disponíveis
para todos os munícipes –, ou a oferta de formas alternativas de visualização
e obtenção de conteúdos do site da Autarquia, marcam o futuro nesta área.
Portais Geográficos
A ideia genérica que esteve na base da
oferta de conteúdos das páginas de Internet
passou, desde cedo, por permitir a disponibilização
do maior número possível de conteúdos
e serviços, alguns deles até há pouco apenas
acessíveis num balcão de atendimento e, por
vezes, somente cedidos mediante requerimentos
oficiais.
É o caso da oferta disponível nos novos
portais geográficos do Município de Loures.
A consulta de um Roteiro Municipal, do Plano
Director Municipal (PDM) ou a emissão de
Plantas de Localização são as suas principais
funcionalidades, que têm por objectivo aproximar
os munícipes do seu território.
Desde o dia 2 de Julho disponíveis no site
oficial da Câmara de Loures, os portais geográficos
permitem, entre diversas valências,
consultar o Roteiro Municipal, onde é possível
localizar diversos serviços e equipamentos, como
por exemplo escolas, centros de saúde, farmácias
ou edifícios municipais, entre outros;
aceder de forma simples ao PDM de Loures,
permitindo, apenas a partir de uma morada,
obter o mapa de localização de um terreno
com as servidões aplicadas a esse local; ou
ainda emitir Plantas de Localização on-line, facilitando assim a obtenção de informação
necessária à constituição dos processos de
licenciamento urbanístico.
Consulte aqui os portais geográficos.
Plataformas Móveis: PDA e PSP
O uso das novas tecnologias de informação
tem vindo a generalizar-se, assumindo cada
vez maior relevância na construção de uma
sociedade desenvolvida. A Internet já provou
ser uma ferramenta de grande utilidade nos
domínios profissional, didáctico e de entretenimento.
Com o desenvolvimento tecnológico registado
nos últimos anos, a utilização da Internet
pelos cidadãos tem-se diversificado. Se até há
alguns anos era acessível apenas através dos
computadores pessoais, actualmente deparamo-nos com uma realidade bem diferente,
em que o acesso é praticamente possível em
qualquer lugar.
O número de utilizadores que acedem à
rede através de novas plataformas tem vindo
a aumentar, sendo que actualmente meios
como os Personal Digital Assistant (PDA),
conhecidos por “computadores de bolso”, ou
a Play Station Portable (PSP), versão portátil
de videojogos da Sony, têm também como
funcionalidade o acesso à net.
Apesar de ambas as plataformas permitirem
aceder a qualquer site da Internet, a sua
visualização não é a mais adequada, e os utilizadores
acabam por obter apenas “páginas
cortadas”. Com o intuito de prestar informação
a todos os munícipes, de forma célere e eficaz,
a Câmara de Loures iniciou a produção de
uma versão do seu site oficial para PDA e
PSP, com vista a oferecer uma adequada visualização
dos conteúdos.
Desta forma, a Autarquia disponibilizará
informação a públicos bastante diversos, tendo
em conta que os utilizadores de PDA são
maioritariamente quadros de empresas, e os
da PSP, jovens estudantes.
Cultura, turismo, desporto e informações
sobre o concelho são alguns dos conteúdos
que estarão, já a partir de 20 de Julho, ao
dispor dos utilizadores de PDA e PSP, que
assim terão toda a informação sobre o
concelho literalmente nas suas mãos.
Consulte aqui a versão para as plataformas móveis.
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