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LOURES MUNICIPAL Nº29
 

À LUPA

 


Rede de Bibliotecas
Ler e aprender com prazer

 

Ler e aprender com prazerDesde que, em 2002, as autarquias assumiram a responsabilidade de gerir o parque escolar a nível do Primeiro Ciclo e do Ensino Pré-Escolar, muito tem sido feito no sentido de dotar as escolas com os meios necessários para o desenvolvimento das actividades pedagógicas. Consciente da importância vital da Educação no futuro do País, a Câmara de Loures encetou um enorme esforço financeiro e logístico com vista a suprir algumas das debilidades encontradas.Assim, tendo como ponto de partida a Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS), tem vindo a ser criada uma verdadeira rede de bibliotecas, na sua maioria afectas às escolas do concelho.


E a Autarquia não ficou por aqui. O Município, com a assinatura do protocolo com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, viabilizou a apresentação de um conjunto de candidaturas para as escolas dos restantes níveis de ensino e, com o apoio do Ministério da Educação, alargou a rede às instituições escolares do 2.º e 3.º ciclos, assim como às escolas secundárias. Também as juntas de freguesia e outras instituições públicas não ficaram para trás, e hoje começam a aparecer bibliotecas públicas um pouco por todo o concelho.


Se pensarmos que o conceito de biblioteca mudou muito nos últimos anos, que actualmente faz sentido falarmos de espaços multidisciplinares, aglutinadores de todas as formas de aquisição de conhecimento onde as novas tecnologias têm um papel central, podemos ter uma visão mais aproximada do esforço municipal nesta matéria.

 

Porque os verbos ler e aprender podem ser facilmente conjugados com o prazer, o trabalho do Município nesta área está longe de se esgotar na disponibilização de fundos bibliográficos e documentais, ou na cedência de materiais audiovisuais. A realização de inúmeras actividades lúdicas, culturais e pedagógicas, centrada na BMJS e dirigida a todas as idades, faz parte de um projecto estruturante que visa proporcionar aos munícipes uma oferta plural e democrática, capaz de encaixar por inteiro num dos pilares da nossa democracia, expresso no Artigo 9.º da Constituição: “São tarefas fundamentais do Estado: Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses […]; Proteger e valorizar o património cultural do povo português […]; Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa.”

 

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Rede de Bibliotecas
Pluralidade cultural

 

Fundamentais no apoio à literacia e à formação da população, as bibliotecas públicas, enquanto dinamizadoras de cultura, têm vindo a ganhar cada vez mais relevo, tendo alargado a panóplia de serviços prestados e cativado um número crescente e cada vez mais diversificado de utilizadores.

 

Pluralidade culturalAs bibliotecas públicas portuguesas conheceram transformações profundas desde
o lançamento, em 1987, do Programa Nacional de Bibliotecas Públicas, não apenas no que se refere ao número de documentos disponíveis, mas também aos suportes utilizados e à qualidade dos equipamentos. Se antigamente as bibliotecas se caracterizavam por ocupar edifícios velhos e desconfortáveis, actualmente apresentam-se como equipamentos modernos, atraentes e de grande qualidade arquitectónica, prestando às populações serviços não disponíveis anteriormente. Também o próprio funcionamento das bibliotecas foi desburocratizado, sendo agora livre, na generalidade, o acesso às estantes.

 

Além de mais atractivos, os equipamentos são mais funcionais, apresentando recursos mais variados, desde os materiais audiovisuais aos suportes digitais, bem como recursos humanos com formação adequada.


Tais transformações têm-se revelado importantes, tendo em conta os baixos índices de literacia do País e a necessidade de assegurar o acesso à informação e à cultura por parte das populações mais desfavorecidas.


Os utentes das bibliotecas públicas aumentaram e são cada vez mais diversificados e exigentes. Anteriormente, apenas um restrito grupo de investigadores e estudantes frequentava assiduamente as bibliotecas. Hoje, encontramos grupos diferenciados nestes espaços, desde crianças e jovens em idade escolar, que procuram a biblioteca para apoio ao estudo, mas também para requisitar livros de ficção, ouvir música, ver vídeos ou utilizar os computadores, estudantes universitários, adultos em busca dos mais variados serviços, desde a leitura de jornais à consulta de informação relacionada com o seu ramo profissional, e ainda professores em busca de novos materiais para as suas actividades lectivas. Além disso, os frequentadores das bibliotecas não são só pessoas “eruditas”, são antes originários de níveis educativos e culturais distintos.


Os serviços prestados hoje vão muito além da simples consulta documental ou do empréstimo de livros. Destacam-se pela sua relevância no âmbito da captação de novos públicos, pelos serviços dirigidos a crianças e jovens, no sentido da promoção da leitura, e pelas actividades de animação e suportes audiovisuais e digitais, que alargaram o conceito tradicional de biblioteca.


Pluralidade culturalDe acordo com os novos serviços disponibilizados, as bibliotecas públicas desempenham novos papéis. Além da vertente educativa, contribuem significativamente para a inclusão social, uma vez que oferecem todo um conjunto de bens e serviços de forma gratuita, proporcionando às famílias que, por motivos económicos, não possuem livros ou computador, o acesso aos mesmos. Têm ainda um importante papel social ao funcionarem, não raras vezes, como ponto de encontro para as pessoas.


O papel dos municípios portugueses nas transformações do panorama das bibliotecas no nosso país é fundamental. Os municípios procuram, cada vez mais, aproximar a população da leitura e da cultura em geral. Atentos aos novos ritmos de vida, a sua estratégia passa por levar a cultura à população, através de novos equipamentos descentralizados e de novas formas de acessibilidade, como por exemplo a Internet.


No que às bibliotecas respeita, tem-se verificado um esforço por parte das autarquias locais, em colaboração com o Poder Central, na construção de uma rede integrada, dotando os municípios com mais do que um equipamento, facilitando assim o acesso generalizado aos cidadãos.

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Bibliotecas concelhias
Democratizar o saber

 

O ponto de viragem do desenvolvimento da rede de bibliotecas concelhia deu-se com a inauguração da Biblioteca Municipal José Saramago.
Desde então, a rede conheceu um crescimento contínuo e sem precedentes no concelho, ao ponto de hoje se estender à totalidade das freguesias.

 

 

A edificação da Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS) resultou da assinatura, no ano de 1998, de um protocolo entre a Câmara e o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), o qual determinou a criação de uma biblioteca pública de responsabilidade municipal. A construção foi concretizada com o apoio técnico e financeiro do IPLB, segundo projecto da autoria do arquitecto Fernando Martins.


Seguindo o princípio do Manifesto da UNESCO segundo o qual “a biblioteca pública é o centro local de informação, que torna prontamente acessíveis aos seus utilizadores o conhecimento e a informação de todos os géneros”, a BMJS procurou, desde sempre, criar condições que proporcionassem o desenvolvimento de competências e níveis de literacia, contribuindo para a formação de cidadãos mais informados.


Tendo como principal objectivo incentivar hábitos de leitura e promover o acesso ao conhecimento e às novas tecnologias, a biblioteca tem fomentado o apoio à educação e à formação, dirigido não apenas aos jovens estudantes, mas também aos adultos empenhados em investir no seu desenvolvimento intelectual e profissional.


Além dos serviços tradicionais de consulta local e empréstimo domiciliário de livros e documentos audiovisuais, a BMJS oferece uma vasta panóplia de funcionalidades, adaptando-se às necessidades dos diversos públicos. Tais serviços passam pela realização de exposições, ateliês de expressão plástica, dramática e escrita, concursos, visitas guiadas ou utilização em regime individual de computadores, entre outros.


Num amplo espaço de mais de dois mil metros quadrados, distribuídos por quatro pisos, a biblioteca disponibiliza zonas recatadas para leitura, sendo local privilegiado para estudo e realização de trabalhos escolares. A promoção da leitura envolve um amplo conjunto de actividades, que inclui espectáculos de animação da leitura, encontros com escritores, comunidades de leitores e actuações musicais, como forma de estimular o gosto pelos livros, especialmente entre o público mais jovem, para o qual são direccionadas diversas iniciativas como os projectos “Sábados em Cheio” ou “Abre-te Livro!”.

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Projectos multidisciplinares
Cultura para todos

 

A universalidade constitui uma das grandes preocupações da Biblioteca, que desde o início tem apostado na acessibilidade. Como tal, faculta o Serviço de Apoio a Cegos e Amblíopes, apoiando assim o acesso à informação aos utilizadores portadores de deficiência visual. Neste âmbito, possui ainda um fundo documental em suportes especiais, como livros em braille e áudio-livros. Além disso, todo o espaço da biblioteca foi projectado a pensar nas pessoas portadoras de deficiência, pelo que se podem encontrar várias indicações em braille, equipamento informático com software e programas adaptados que permitem, por exemplo, converter textos impressos em formato digital.


O Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABES) assume igualmente grande relevância na promoção da leitura entre a população escolar, através do apoio à criação, desenvolvimento, dinamização e gestão de bibliotecas escolares ou centros de recursos educativos dos diferentes níveis de ensino público concelhios.

Por ocasião do 5.º aniversário da Biblioteca Municipal José Saramago, lançaram-se alguns novos projectos.

 


Projectos à medida


A Biblioteca Municipal tem desenvolvido vários projectos com vista à prossecução dos seus objectivos primordiais: o incentivo à leitura e à produção literária.


Dirigido aos mais pequenos, o projecto “Sábados em Cheio” procura estimular o gosto pela leitura, através da realização de ateliês temáticos e da apresentação de animações de livros, quer pela equipa de animação residente, quer ainda por animadores convidados. Esta iniciativa tem conquistado e fidelizado pais e filhos, em sessões que acabam por reunir a família à volta dos livros.


Também o projecto “Bebeteca – O livro nas nossas mãos” continua a ser uma aposta forte dirigida a crianças até aos três anos, seus familiares e educadores, procurando despertar comportamentos relacionados com o acto de ler.


Direccionada especialmente ao público escolar, a iniciativa “Abre-te livro!” conseguiu envolver alunos de vários níveis de ensino, do Pré-Escolar ao Secundário, salientando-se as animações para as escolas do Ensino Secundário, a partir de autores clássicos da literatura portuguesa, como Eça de Queirós ou Fernando Pessoa. A Biblioteca proporciona, desta forma, novas abordagens e atitudes mais positivas e receptivas dos jovens em relação à leitura.


Apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, o projecto “Rede de Leituras” visa promover hábitos e partilha de leituras através de uma rede de pessoas e instituições, entre as quais bibliotecas públicas e escolas secundárias, gabinetes de apoio à juventude, professores, alunos e público em geral do concelho de Loures, e de outros que pretendam associar-se à iniciativa.


Deste modo, entre Outubro de 2005 e Novembro de 2006, foi desenvolvido um conjunto de acções em torno da leitura de dez obras de autores portugueses contemporâneos. Para entrar na rede, bastava ler uma das dez obras, partilhar a opinião sobre a mesma no fórum de discussão e votar no site oficial da BMJS.


Destacaram-se, como principais actividades deste projecto, a divulgação dos livros, através da edição de materiais promocionais e de sessões de leituras encenadas nas escolas secundárias, o debate on-line com autores e outros parceiros do projecto, no dia “Todos em Linha”, o contacto directo entre autores e leitores em encontros com escritores, realizados nas escolas secundárias do concelho, bem como a edição do CD-Rom Rede de Leituras. Nas actividades inseridas no âmbito deste projecto, participaram cerca de três mil pessoas.


Outra das iniciativas específicas para o público jovem é o “Passaporte do Leitor”. Lançado em 2006 por ocasião do 5.º aniversário da BMJS, procura estabelecer uma ligação mais próxima entre a Biblioteca e os seus leitores. O ponto de partida deste projecto é a participação nas actividades de animação onde o passaporte é distribuído. Os jovens são depois incentivados a apresentar o seu passaporte para carimbar, existindo uma surpresa que premeia os que estiverem mais preenchidos.


Também em 2006, foi lançado o projecto “Pais Leitores”, cujo objectivo consiste em promover a leitura junto das famílias, estimulando os pais para a sua função de promotores da leitura junto dos filhos.


Para o público adulto, são de destacar ainda os debates, as comunidades de leitores, o Café Literário e o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, instituído pela Câmara Municipal em 1993, com o objectivo de premiar obras de ficção literária inéditas de autores portugueses, nas categorias de prosa ou poesia, alternadamente. Na sua mais recente edição, foi premiada a escritora Alice Vieira.


Mais recentemente, a BMJS participou na organização da prova do distrito de Lisboa do Concurso Nacional de Leitura, no âmbito do Plano Nacional de Leitura.

Rede Concelhia de Bibliotecas

Sendo objectivo da Autarquia facilitar a toda a população o acesso à informação e ao conhecimento, a sua actuação tem passado também pela descentralização dos serviços bibliotecários um pouco por todo o concelho.


A partir de 2004, foi-se consolidando o conceito de Rede de Bibliotecas do Município, tendo sido aprovado na Assembleia Municipal de Loures, em Julho desse ano, o regulamento da Rede Concelhia de Bibliotecas, cujo pólo dinamizador seria a BMJS.


Dirigido a juntas de freguesia e pessoas colectivas sem fins lucrativos, o programa Rede Concelhia de Bibliotecas visa apoiar as bibliotecas que desenvolvam actividades de carácter cultural ou recreativo, com o intuito de dotar todo o concelho de equipamentos culturais com capacidade para prestar um serviço de leitura pública a toda a população.


Esta rede é constituída pelas bibliotecas municipais já existentes ou a criar, e ainda pelos equipamentos que a ela aderirem através da celebração de protocolos. Já receberam apoios a Biblioteca Irene Cruz, da Junta de Freguesia de Bucelas, a Biblioteca do Centro Social e Cultural da Paróquia da Portela e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia.


Em 2006, apresentaram candidatura ao projecto a Junta de Freguesia de Bucelas, a Cooperativa “A Sacavenense” e o Centro Social e Cultural da Paróquia da Portela.
A rede alarga-se também aos estabelecimentos de ensino do concelho.

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Rede de Bibliotecas Escolares
Aproximar a leitura dos jovens

 

Promovendo o acesso dos jovens à leitura, a Câmara de Loures estabeleceu, em 2001, um protocolo de cooperação com o Ministério da Educação para a criação de centros de recursos educativos nas escolas. Desde então, a Rede de Bibliotecas Escolares tem-se expandido um pouco por todo o concelho, contando actualmente com 32 bibliotecas em escolas de todos os níveis de ensino.

 

Investimento de vulto
De 2002 até hoje, a Câmara de Loures (Primeiro Ciclo e Ensino Pré-Escolar) e o Ministério da Educação (restantes níveis de ensino) investiram em bibliotecas escolares mais de 675 mil euros, repartidos por quatro áreas: 300 mil euros em fundos documentais; 285 mil em mobiliário e equipamentos; 86 mil em obras de adaptação – à excepção das escolas do Primeiro Ciclo –,
além de cerca de três mil euros em software específico.


Iniciado no ano lectivo de 1996/97, o programa Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), da iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cultura, procura disponibilizar a crianças e jovens os meios necessários para aprenderem a pesquisar, avaliar e utilizar a informação na produção de novos conhecimentos, tendo como finalidade apoiar a criação ou o desenvolvimento de bibliotecas escolares nas escolas públicas dos diferentes níveis de ensino.

 

O aparecimento das novas tecnologias da informação contribuiu decisivamente para um maior reconhecimento do papel das bibliotecas escolares, enquanto centros de recursos e espaços inovadores de aprendizagem no interior das escolas, procurando responder, de forma eficaz, aos novos desafios científicos, que tornam cada vez mais célere a circulação da informação.


De acordo com o programa RBE, as bibliotecas escolares devem ser entendidas como um centro de recursos multimédia de livre acesso, destinado à consulta e produção de documentos em diferentes suportes, devendo dispor de espaços flexíveis e articulados, fundo documental diversificado e equipa de professores e técnicos com formação adequada, de modo a adaptar-se às exigências da sociedade em que vivemos.


Este programa tem desenvolvido a sua acção através do lançamento de diversas modalidades de candidaturas: concelhia, nacional, RBE e de mérito.


A candidatura concelhia destina-se a apoiar escolas pertencentes a concelhos previamente escolhidos, efectuando-se, através da apresentação por parte das escolas, um plano para o desenvolvimento da respectiva Biblioteca Escolar (BE) ou Centro de Recursos Educativos (CRE). Para tal, conta com o apoio das direcções regionais de Educação, das câmaras municipais e bibliotecas públicas, e também do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares.


Procurando contribuir para a melhoria da qualidade de aprendizagem dos alunos do concelho, a Câmara de Loures integrou, no ano de 2001, a Candidatura Concelhia do Programa RBE, através da assinatura de um protocolo com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares e o Ministério da Educação.


Nas escolas do 1.º Ciclo, as verbas são transferidas da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) para a Autarquia, e geridas pelo Serviço de Apoio a Bibliotecas Escolares em colaboração com as escolas, sendo as obras de adaptação dos espaços da responsabilidade do Município.

 

Já no caso das escolas do 2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário, as verbas atribuídas pela DREL, no âmbito da RBE, são geridas directamente por cada escola.


Do 1.º Ciclo, foram apoiadas, em 2001, quatro escolas do concelho, em 2002 duas outras e, em 2003, registaram-se seis outros apoios. Dos 2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário, em 2001, mais seis escolas, número que aumentou para sete em 2002, enquanto que em 2003 foram cinco as escolas apoiadas pelo programa.


Um pouco por todo o concelho, foram investidos cerca de 680 mil euros em obras de remodelação e aquisição de mobiliário e equipamento para mais de três dezenas de bibliotecas escolares já inauguradas.

 

Serviço de Apoio a Bibliotecas Escolares

Auxiliando o crescimento da RBE do concelho, o Serviço de Apoio a Bibliotecas Escolares (SABE’s) tem como principais objectivos sensibilizar os alunos para a leitura, bem como desenvolver a ligação entre a criança e o meio envolvente, através de um plano de incentivos à leitura e de dinamização de bibliotecas escolares e centros de recursos educativos.


Neste âmbito, compete-lhe apoiar projectos de criação e desenvolvimento de bibliotecas escolares, conceder colaboração técnica no domínio da organização, gestão e funcionamento das bibliotecas, fomentar a formação dos profissionais envolvidos na organização do serviço e promover a articulação entre as bibliotecas escolares e as municipais.

 

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Obras de requalificação de bibliotecas
Adaptar para melhor servir

 

Ao longo dos últimos seis anos, a Câmara, através do Departamento de Obras Municipais, tem vindo a investir na adaptação e requalificação das bibliotecas escolares. Os números não enganam, e mostram bem para onde vai uma parte significativa dos dinheiros públicos.


 

Quando foram construídas, grande parte das escolas e jardins-de-infância do concelho não estavam preparadas para albergar bibliotecas tal como as conhecemos hoje. Quanto muito, uma das salas era destinada a um “depósito de livros”, sendo o espaço ocupado uma ínfima parte do actualmente usual.

 

Desta forma, o alargamento da rede de bibliotecas escolares implicou um investimento considerável em obras de adaptação dos espaços. Para além da ampliação dos mesmos, as obras em bibliotecas passam sobretudo pela dotação destes equipamentos de infra-estruturas necessárias à sua utilização (estantes, secretárias, cadeiras, material didáctico diverso), mas também criação de pontos de acesso a redes telefónicas e eléctricas, bem como investimentos diversos a nível das caixilharias, iluminação, soalhos, entre outros.


Como uma parte substancial destas obras foi feita em paralelo com requalificações totais das escolas (adaptações a jardins-de-infância, refeitórios, espaços de jogo e recreio, entre outras), os números que apresentamos são estimativas que, ainda assim, andarão muito próximas da realidade.


Percebe-se que, no total, mais de 160 mil euros foram investidos neste domínio, sendo este um dos melhores exemplos da prioridade dada pelo Município à Educação, designadamente na área directamente sob sua responsabilidade desde 2002, ou seja, o Primeiro Ciclo de Ensino e o Pré-Escolar.

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Investimento municipal em multimédia
Novas tecnologias sempre presentes

 

 

Para além do forte investimento feito a nível dos fundos bibliográficos e em obras de requalificação dos equipamentos, também na vertente de multimédia a Câmara faz um esforço financeiro assinalável para dotar as escolas das condições necessárias para a prossecução dos seus objectivos pedagógicos.


Assim, há actualmente instalados 623 computadores nas escolas do Primeiro Ciclo e do Ensino Pré-Escolar do concelho, para além das cerca de meio milhar de impressoras e scanners de apoio a estas máquinas. Desde 2002, a Autarquia assegura também a assistência técnica informática, através da sua Divisão de Organização e Sistemas de Informação (DOSIN), às 71 escolas básicas e jardins- de-infância do Município.


Quanto à Biblioteca Municipal José Saramago, existem 21 computadores Pentium IV, dois deles equipados para permitir o acesso a pessoas com necessidades especiais. Em todos eles, o acesso à Internet é feito em banda larga, prevendo-se para breve a instalação de um ponto de acesso wireless neste equipamento.

 

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Prior Velho
Escola Básica inaugura biblioteca

 

Um dos mais recentes exemplos do crescimento da Rede de Bibliotecas Escolares do concelho foi a inauguração, no passado dia 20 de Abril, da biblioteca “O Sabichão”, da Escola Básica do Prior Velho.

 

 

 

A freguesia do Prior Velho inaugurou a sua primeira biblioteca escolar, que pretende despertar para a magia dos livros as cerca de 300 crianças que frequentam a Escola Básica do 1.º Ciclo.

 

Inserido no âmbito do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares da Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), este novo espaço é dotado de diversos materiais de fundo documental e bibliográfico, em suporte de papel e multimédia, procurando criar hábitos de leitura nos mais novos. A utilização das novas tecnologias é disponibilizada através do acesso à Internet nos computadores da biblioteca.


O investimento neste espaço ascendeu a quase 14 mil euros, distribuídos entre equipamento e fundo documental.


Este novo equipamento, cuja candidatura esteve a cargo do professor Bruno Fialho, encheu-se para a festa de inauguração no passado dia 20 de Abril. Na sessão solene, Olinda Marcos, coordenadora da EB1 do Prior Velho, elogiou “todo o trabalho desenvolvido para dar vida à nova biblioteca”. Também Joaquim Brás, Presidente da Junta de Freguesia, enalteceu “o empenho de todos os docentes da escola”, bem como “o excelente trabalho desenvolvido pela Câmara de Loures em prol da educação”.


Marília Afonso, da DREL, destacou a relevância deste tipo de espaços “como transmissores de conhecimento e potenciadores do desenvolvimento do espírito crítico e da autonomia das crianças”, enquanto Teresa Calçada, Coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, manifestou a sua satisfação pelo nascimento de mais um espaço de leitura.


Afirmando que “a riqueza de um povo está na sua sabedoria”, Carlos Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Loures, reiterou o desejo da Autarquia em continuar a investir na área da Educação, como garante do desenvolvimento do concelho.

 

A cerimónia, na qual também estiveram presentes os vereadores Ricardo Leão – responsável pelo pelouro da Educação – e António Pereira, continuou depois com a apresentação musical “Violinos em festa”, protagonizada pelos alunos da escola, e a leitura do poema “A balada das vinte meninas”, seguindo-se o descerramento da placa inaugural e a visita ao espaço, onde as crianças tiveram a oportunidade de ouvir contos animados pela equipa da Biblioteca Municipal José Saramago.

 

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Concurso Nacional de Leitura
BMJS acolhe prova

 

No dia 22 de Maio, a Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS) foi palco da cerimónia de entrega de prémios da prova distrital de Lisboa do Concurso Nacional de Leitura, promovido pela Comissão Organizadora do Plano Nacional de Leitura, em articulação com a RTP, o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB) e a Rede de Bibliotecas Escolares.


Este concurso, integrado no Plano Nacional de Leitura “Ler+” – iniciativa da responsabilidade dos ministérios da Educação e da Cultura e do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e que pretende elevar os níveis de literacia dos portugueses –, tem como objectivo estimular o hábito da leitura entre os alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, de forma a criar bases para lidarem com a palavra escrita em qualquer circunstância da vida.


A prova distrital de Lisboa realizou-se, a 12 de Maio, na BMJS, a quem coube a tarefa de seleccionar o júri, composto pela Professora Almira Soares, pela escritora Alice Vieira, e por uma representante da Câmara Municipal de Loures. Ao todo, foram 110 os participantes, provenientes de 30 escolas de nove concelhos do distrito, entre eles Loures.


Depois de avaliados os trabalhos, o júri apurou os autores das duas melhores provas em cada uma das categorias – 3.º Ciclo e Secundário.


Os vencedores foram conhecidos a 22 de Maio durante a cerimónia de entrega de prémios, que decorreu na BMJS, e a que presidiu Ricardo Leão, Vereador da Câmara Municipal de Loures responsável pelo pelouro da Cultura. André Costa, da Escola EB 2/3 de Santa Iria de Azóia, foi um dos vencedores e, em Junho, irá estar na final nacional.

 

Na cerimónia estiveram ainda presentes os elementos do júri da prova distrital, assim como Ernesto Costa, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia, numa demonstração de apoio a André Costa, que irá representar o concelho de Loures na categoria 3.º Ciclo.


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