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Rede de Bibliotecas
Ler e aprender
com prazer
Desde que, em
2002, as autarquias
assumiram a responsabilidade
de gerir o parque escolar a nível
do Primeiro Ciclo e do Ensino Pré-Escolar, muito tem sido feito no sentido de
dotar as escolas com os meios necessários para o
desenvolvimento das actividades pedagógicas. Consciente
da importância vital da Educação no futuro do País, a
Câmara de Loures encetou um enorme esforço financeiro e logístico
com vista a suprir algumas das debilidades encontradas.Assim, tendo
como ponto de partida a Biblioteca Municipal José Saramago (BMJS),
tem vindo a ser criada uma verdadeira rede de bibliotecas, na sua maioria
afectas às escolas do concelho.
E a Autarquia não ficou por aqui. O Município, com a assinatura do
protocolo com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, viabilizou a
apresentação de um conjunto de candidaturas para as escolas dos restantes
níveis de ensino e, com o apoio do Ministério da Educação, alargou a
rede às instituições escolares do 2.º e 3.º ciclos, assim como às escolas
secundárias. Também as juntas de freguesia e outras instituições públicas
não ficaram para trás, e hoje começam a aparecer bibliotecas públicas um
pouco por todo o concelho.
Se pensarmos que o conceito de biblioteca mudou muito nos últimos
anos, que actualmente faz sentido falarmos de espaços multidisciplinares,
aglutinadores de todas as formas de aquisição de conhecimento onde
as novas tecnologias têm um papel central,
podemos ter uma visão mais aproximada do
esforço municipal nesta matéria.
Porque os verbos ler e aprender podem
ser facilmente conjugados com o prazer, o
trabalho do Município nesta área está longe
de se esgotar na disponibilização de fundos
bibliográficos e documentais, ou na cedência
de materiais audiovisuais. A realização
de inúmeras actividades lúdicas, culturais
e pedagógicas, centrada na BMJS e dirigida a todas
as idades, faz parte de um projecto estruturante
que visa proporcionar aos munícipes uma
oferta plural e democrática, capaz de encaixar
por inteiro num dos pilares da nossa democracia,
expresso no Artigo 9.º da Constituição: “São tarefas
fundamentais do Estado: Promover o bem-estar e
a qualidade de vida do povo e a igualdade real
entre os portugueses […]; Proteger e valorizar o
património cultural do povo português […];
Assegurar o ensino e a valorização permanente,
defender o uso e promover a difusão internacional
da língua portuguesa.”
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Rede de Bibliotecas
Pluralidade cultural
Fundamentais no apoio à literacia e à formação da população, as bibliotecas
públicas, enquanto dinamizadoras de cultura, têm vindo a ganhar cada vez
mais relevo, tendo alargado a panóplia de serviços prestados e cativado
um número crescente e cada vez mais diversificado de utilizadores.
As bibliotecas públicas portuguesas
conheceram transformações profundas desde
o lançamento, em 1987, do Programa Nacional
de Bibliotecas Públicas, não apenas no que se
refere ao número de documentos disponíveis,
mas também aos suportes utilizados e à qualidade
dos equipamentos. Se antigamente as
bibliotecas se caracterizavam por ocupar edifícios
velhos e desconfortáveis, actualmente
apresentam-se como equipamentos modernos,
atraentes e de grande qualidade arquitectónica,
prestando às populações serviços não disponíveis
anteriormente. Também o próprio
funcionamento das bibliotecas foi desburocratizado,
sendo agora livre, na generalidade,
o acesso às estantes.
Além de mais atractivos, os equipamentos
são mais funcionais, apresentando recursos mais
variados, desde os materiais audiovisuais aos
suportes digitais, bem como recursos humanos
com formação adequada.
Tais transformações têm-se revelado importantes,
tendo em conta os baixos índices de literacia do País e a necessidade de assegurar
o acesso à informação e à cultura por parte das
populações mais desfavorecidas.
Os utentes das bibliotecas públicas aumentaram
e são cada vez mais diversificados
e exigentes. Anteriormente, apenas um restrito
grupo de investigadores e estudantes frequentava
assiduamente as bibliotecas. Hoje,
encontramos grupos diferenciados nestes
espaços, desde crianças e jovens em idade escolar,
que procuram a biblioteca para apoio
ao estudo, mas também para requisitar livros
de ficção, ouvir música, ver vídeos ou utilizar
os computadores, estudantes universitários,
adultos em busca dos mais variados serviços,
desde a leitura de jornais à consulta de informação
relacionada com o seu ramo profissional,
e ainda professores em busca de novos
materiais para as suas actividades lectivas.
Além disso, os frequentadores das bibliotecas
não são só pessoas “eruditas”, são antes originários
de níveis educativos e culturais distintos.
Os serviços prestados hoje vão muito além da simples consulta documental ou do empréstimo
de livros. Destacam-se pela sua relevância
no âmbito da captação de novos
públicos, pelos serviços dirigidos a crianças
e jovens, no sentido da promoção da leitura, e
pelas actividades de animação e suportes
audiovisuais e digitais, que alargaram o conceito
tradicional de biblioteca.
De acordo com os novos serviços disponibilizados,
as bibliotecas públicas desempenham
novos papéis. Além da vertente
educativa, contribuem significativamente para
a inclusão social, uma vez que oferecem todo
um conjunto de bens e serviços de forma gratuita,
proporcionando às famílias que, por
motivos económicos, não possuem livros ou
computador, o acesso aos mesmos. Têm ainda
um importante papel social ao funcionarem,
não raras vezes, como ponto de encontro para
as pessoas.
O papel dos municípios portugueses nas
transformações do panorama das bibliotecas
no nosso país é fundamental. Os municípios
procuram, cada vez mais, aproximar a população
da leitura e da cultura em geral. Atentos
aos novos ritmos de vida, a sua estratégia
passa por levar a cultura à população, através
de novos equipamentos descentralizados e
de novas formas de acessibilidade, como por
exemplo a Internet.
No que às bibliotecas respeita, tem-se
verificado um esforço por parte das autarquias
locais, em colaboração com o Poder Central,
na construção de uma rede integrada, dotando
os municípios com mais do que um equipamento,
facilitando assim o acesso generalizado
aos cidadãos.
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Bibliotecas concelhias
Democratizar o saber
O ponto de viragem do desenvolvimento da rede de bibliotecas concelhia
deu-se com a inauguração da Biblioteca Municipal José Saramago.
Desde então, a rede conheceu um crescimento contínuo e sem precedentes
no concelho, ao ponto de hoje se estender à totalidade das freguesias.

A edificação da Biblioteca Municipal José
Saramago (BMJS) resultou da assinatura, no
ano de 1998, de um protocolo entre a Câmara
e o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas
(IPLB), o qual determinou a criação de uma
biblioteca pública de responsabilidade municipal.
A construção foi concretizada com o apoio
técnico e financeiro do IPLB, segundo projecto
da autoria do arquitecto Fernando Martins.
Seguindo o princípio do Manifesto da
UNESCO segundo o qual “a biblioteca pública é o centro local de informação, que torna
prontamente acessíveis aos seus utilizadores o
conhecimento e a informação de todos os géneros”,
a BMJS procurou, desde sempre, criar
condições que proporcionassem o desenvolvimento
de competências e níveis de literacia,
contribuindo para a formação de cidadãos
mais informados.
Tendo como principal objectivo incentivar
hábitos de leitura e promover o acesso ao conhecimento e às novas tecnologias, a biblioteca
tem fomentado o apoio à educação e à
formação, dirigido não apenas aos jovens estudantes,
mas também aos adultos empenhados
em investir no seu desenvolvimento
intelectual e profissional.
Além dos serviços tradicionais de consulta
local e empréstimo domiciliário de livros e
documentos audiovisuais, a BMJS oferece uma
vasta panóplia de funcionalidades, adaptando-se às necessidades dos diversos públicos.
Tais serviços passam pela realização de exposições,
ateliês de expressão plástica, dramática
e escrita, concursos, visitas guiadas ou utilização
em regime individual de computadores,
entre outros.
Num amplo espaço de mais de dois mil
metros quadrados, distribuídos por quatro pisos,
a biblioteca disponibiliza zonas recatadas
para leitura, sendo local privilegiado para estudo
e realização de trabalhos escolares.
A promoção da leitura envolve um amplo
conjunto de actividades, que inclui espectáculos
de animação da leitura, encontros com escritores,
comunidades de leitores e actuações musicais,
como forma de estimular o gosto pelos
livros, especialmente entre o público mais jovem,
para o qual são direccionadas diversas
iniciativas como os projectos “Sábados em
Cheio” ou “Abre-te Livro!”.
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Projectos multidisciplinares
Cultura para todos
A universalidade constitui uma das grandes
preocupações da Biblioteca, que desde o
início tem apostado na acessibilidade. Como
tal, faculta o Serviço de Apoio a Cegos e Amblíopes,
apoiando assim o acesso à informação
aos utilizadores portadores de deficiência
visual. Neste âmbito, possui ainda um fundo
documental em suportes especiais, como livros
em braille e áudio-livros. Além disso, todo o
espaço da biblioteca foi projectado a pensar
nas pessoas portadoras de deficiência, pelo que
se podem encontrar várias indicações em braille,
equipamento informático com software e programas
adaptados que permitem, por exemplo,
converter textos impressos em formato digital.
O Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares
(SABES) assume igualmente grande relevância
na promoção da leitura entre a população
escolar, através do apoio à criação, desenvolvimento,
dinamização e gestão de bibliotecas
escolares ou centros de recursos educativos dos
diferentes níveis de ensino público concelhios.
Por ocasião do 5.º aniversário da Biblioteca
Municipal José Saramago, lançaram-se alguns
novos projectos.

Projectos à medida
A Biblioteca Municipal tem desenvolvido
vários projectos com vista à prossecução dos
seus objectivos primordiais: o incentivo à leitura
e à produção literária.
Dirigido aos mais pequenos, o projecto “Sábados em Cheio” procura estimular o gosto
pela leitura, através da realização de ateliês
temáticos e da apresentação de animações de
livros, quer pela equipa de animação residente,
quer ainda por animadores convidados. Esta
iniciativa tem conquistado e fidelizado pais e filhos, em sessões que acabam por reunir a
família à volta dos livros.
Também o projecto “Bebeteca – O livro
nas nossas mãos” continua a ser uma aposta
forte dirigida a crianças até aos três anos,
seus familiares e educadores, procurando despertar
comportamentos relacionados com o
acto de ler.
Direccionada especialmente ao público escolar,
a iniciativa “Abre-te livro!” conseguiu
envolver alunos de vários níveis de ensino, do
Pré-Escolar ao Secundário, salientando-se as
animações para as escolas do Ensino Secundário,
a partir de autores clássicos da literatura
portuguesa, como Eça de Queirós ou Fernando
Pessoa. A Biblioteca proporciona, desta forma,
novas abordagens e atitudes mais positivas
e receptivas dos jovens em relação à leitura.
Apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian,
o projecto “Rede de Leituras” visa promover
hábitos e partilha de leituras através
de uma rede de pessoas e instituições, entre
as quais bibliotecas públicas e escolas secundárias,
gabinetes de apoio à juventude, professores,
alunos e público em geral do concelho
de Loures, e de outros que pretendam associar-se à iniciativa.
Deste modo, entre Outubro de 2005 e Novembro
de 2006, foi desenvolvido um conjunto
de acções em torno da leitura de dez obras de
autores portugueses contemporâneos. Para
entrar na rede, bastava ler uma das dez obras,
partilhar a opinião sobre a mesma no fórum
de discussão e votar no site oficial da BMJS.
Destacaram-se, como principais actividades
deste projecto, a divulgação dos livros, através
da edição de materiais promocionais e de
sessões de leituras encenadas nas escolas secundárias,
o debate on-line com autores e outros
parceiros do projecto, no dia “Todos em Linha”,
o contacto directo entre autores e leitores em encontros com escritores, realizados
nas escolas secundárias do concelho, bem como
a edição do CD-Rom Rede de Leituras. Nas
actividades inseridas no âmbito deste projecto,
participaram cerca de três mil pessoas.
Outra das iniciativas específicas para o
público jovem é o “Passaporte do Leitor”.
Lançado em 2006 por ocasião do 5.º aniversário
da BMJS, procura estabelecer uma ligação
mais próxima entre a Biblioteca e os seus
leitores. O ponto de partida deste projecto é a
participação nas actividades de animação
onde o passaporte é distribuído. Os jovens são
depois incentivados a apresentar o seu passaporte
para carimbar, existindo uma surpresa
que premeia os que estiverem mais preenchidos.
Também em 2006, foi lançado o projecto “Pais Leitores”, cujo objectivo consiste em promover
a leitura junto das famílias, estimulando
os pais para a sua função de promotores da
leitura junto dos filhos.
Para o público adulto, são de destacar
ainda os debates, as comunidades de leitores,
o Café Literário e o Prémio Maria Amália Vaz
de Carvalho, instituído pela Câmara Municipal
em 1993, com o objectivo de premiar obras
de ficção literária inéditas de autores portugueses,
nas categorias de prosa ou poesia,
alternadamente. Na sua mais recente edição,
foi premiada a escritora Alice Vieira.
Mais recentemente, a BMJS participou na
organização da prova do distrito de Lisboa
do Concurso Nacional de Leitura, no âmbito
do Plano Nacional de Leitura.
Rede Concelhia
de Bibliotecas
Sendo objectivo da Autarquia facilitar a
toda a população o acesso à informação e
ao conhecimento, a sua actuação tem passado
também pela descentralização dos serviços
bibliotecários um pouco por todo o concelho.
A partir de 2004, foi-se consolidando o
conceito de Rede de Bibliotecas do Município,
tendo sido aprovado na Assembleia Municipal
de Loures, em Julho desse ano, o regulamento
da Rede Concelhia de Bibliotecas, cujo pólo
dinamizador seria a BMJS.
Dirigido a juntas de freguesia e pessoas
colectivas sem fins lucrativos, o programa
Rede Concelhia de Bibliotecas visa apoiar as
bibliotecas que desenvolvam actividades de
carácter cultural ou recreativo, com o intuito
de dotar todo o concelho de equipamentos
culturais com capacidade para prestar um
serviço de leitura pública a toda a população.
Esta rede é constituída pelas bibliotecas
municipais já existentes ou a criar, e ainda
pelos equipamentos que a ela aderirem através
da celebração de protocolos. Já receberam
apoios a Biblioteca Irene Cruz, da Junta de
Freguesia de Bucelas, a Biblioteca do Centro
Social e Cultural da Paróquia da Portela e a
Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia.
Em 2006, apresentaram candidatura ao
projecto a Junta de Freguesia de Bucelas, a
Cooperativa “A Sacavenense” e o Centro Social
e Cultural da Paróquia da Portela.
A rede alarga-se também aos estabelecimentos
de ensino do concelho.
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Rede de Bibliotecas Escolares
Aproximar a leitura
dos jovens
Promovendo o acesso dos jovens à leitura, a Câmara de Loures
estabeleceu, em 2001, um protocolo de cooperação com
o Ministério da Educação para a criação de centros de recursos
educativos nas escolas. Desde então, a Rede de Bibliotecas
Escolares tem-se expandido um pouco por todo o concelho,
contando actualmente com 32 bibliotecas em escolas
de todos os níveis de ensino.

Investimento de vulto
De 2002 até hoje, a Câmara de Loures (Primeiro Ciclo e Ensino Pré-Escolar) e o Ministério
da Educação (restantes níveis de ensino) investiram em bibliotecas escolares mais
de 675 mil euros, repartidos por quatro áreas: 300 mil euros em fundos documentais;
285 mil em mobiliário e equipamentos; 86 mil em obras de adaptação – à excepção
das escolas do Primeiro Ciclo –,
além de cerca de três mil euros em software específico.
Iniciado no ano lectivo de 1996/97, o programa
Rede de Bibliotecas Escolares (RBE),
da iniciativa do Ministério da Educação, em
parceria com o Ministério da Cultura, procura
disponibilizar a crianças e jovens os meios necessários
para aprenderem a pesquisar, avaliar
e utilizar a informação na produção de novos
conhecimentos, tendo como finalidade apoiar
a criação ou o desenvolvimento de bibliotecas
escolares nas escolas públicas dos diferentes
níveis de ensino.
O aparecimento das novas tecnologias da
informação contribuiu decisivamente para um
maior reconhecimento do papel das bibliotecas
escolares, enquanto centros de recursos e
espaços inovadores de aprendizagem no interior
das escolas, procurando responder, de forma
eficaz, aos novos desafios científicos, que
tornam cada vez mais célere a circulação da
informação.
De acordo com o programa RBE, as bibliotecas
escolares devem ser entendidas como
um centro de recursos multimédia de livre
acesso, destinado à consulta e produção de
documentos em diferentes suportes, devendo
dispor de espaços flexíveis e articulados, fundo
documental diversificado e equipa de professores
e técnicos com formação adequada,
de modo a adaptar-se às exigências da sociedade
em que vivemos.
Este programa tem desenvolvido a sua
acção através do lançamento de diversas modalidades
de candidaturas: concelhia, nacional,
RBE e de mérito.
A candidatura concelhia destina-se a apoiar
escolas pertencentes a concelhos previamente
escolhidos, efectuando-se, através da apresentação
por parte das escolas, um plano para o
desenvolvimento da respectiva Biblioteca
Escolar (BE) ou Centro de Recursos Educativos
(CRE). Para tal, conta com o apoio das
direcções regionais de Educação, das câmaras
municipais e bibliotecas públicas, e também
do Gabinete da Rede de Bibliotecas
Escolares.
Procurando contribuir para a melhoria da
qualidade de aprendizagem dos alunos do
concelho, a Câmara de Loures integrou, no ano
de 2001, a Candidatura Concelhia do Programa
RBE, através da assinatura de um protocolo com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares e o Ministério da
Educação.
Nas escolas do 1.º Ciclo, as verbas são transferidas da Direcção Regional
de Educação de Lisboa (DREL) para a Autarquia, e geridas pelo
Serviço de Apoio a Bibliotecas Escolares em colaboração com as escolas,
sendo as obras de adaptação dos espaços da responsabilidade do Município.
Já no caso das escolas do 2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário,
as verbas atribuídas pela DREL, no âmbito da RBE, são geridas
directamente por cada escola.
Do 1.º Ciclo, foram apoiadas, em 2001, quatro escolas do concelho,
em 2002 duas outras e, em 2003, registaram-se seis outros apoios. Dos
2.º e 3.º ciclos e do Ensino Secundário, em 2001, mais seis escolas,
número que aumentou para sete em 2002, enquanto que em 2003
foram cinco as escolas apoiadas pelo programa.
Um pouco por todo o concelho, foram investidos cerca de 680 mil
euros em obras de remodelação e aquisição de mobiliário e equipamento
para mais de três dezenas de bibliotecas escolares já inauguradas.

Serviço de Apoio a Bibliotecas Escolares
Auxiliando o crescimento da RBE do concelho, o Serviço de Apoio
a Bibliotecas Escolares (SABE’s) tem como principais objectivos
sensibilizar os alunos para a leitura, bem como desenvolver a ligação
entre a criança e o meio envolvente, através de um plano de incentivos à leitura e de dinamização de bibliotecas escolares e centros de recursos
educativos.
Neste âmbito, compete-lhe apoiar projectos de criação e desenvolvimento
de bibliotecas escolares, conceder colaboração técnica no domínio
da organização, gestão e funcionamento das bibliotecas, fomentar
a formação dos profissionais envolvidos na organização do serviço e
promover a articulação entre as bibliotecas escolares e as municipais.
Topo
Obras de requalificação de bibliotecas
Adaptar para melhor servir
Ao longo dos últimos seis anos,
a Câmara, através do Departamento
de Obras Municipais, tem vindo
a investir na adaptação e
requalificação das bibliotecas
escolares. Os números não enganam,
e mostram bem para onde vai
uma parte significativa
dos dinheiros públicos.

Quando foram construídas, grande parte
das escolas e jardins-de-infância do concelho
não estavam preparadas para albergar bibliotecas
tal como as conhecemos hoje. Quanto
muito, uma das salas era destinada a um “depósito de livros”, sendo o espaço ocupado
uma ínfima parte do actualmente usual.
Desta forma, o alargamento da rede de
bibliotecas escolares implicou um investimento
considerável em obras de adaptação dos espaços. Para além da ampliação dos mesmos, as
obras em bibliotecas passam sobretudo pela
dotação destes equipamentos de infra-estruturas
necessárias à sua utilização (estantes,
secretárias, cadeiras, material didáctico diverso),
mas também criação de pontos de acesso
a redes telefónicas e eléctricas, bem como
investimentos diversos a nível das caixilharias,
iluminação, soalhos, entre outros.
Como uma parte substancial destas obras
foi feita em paralelo com requalificações totais
das escolas (adaptações a jardins-de-infância,
refeitórios, espaços de jogo e recreio,
entre outras), os números que apresentamos
são estimativas que, ainda assim, andarão
muito próximas da realidade.
Percebe-se que, no total, mais de 160 mil
euros foram investidos neste domínio, sendo
este um dos melhores exemplos da prioridade
dada pelo Município à Educação, designadamente
na área directamente sob sua responsabilidade
desde 2002, ou seja, o Primeiro Ciclo
de Ensino e o Pré-Escolar.
Topo
Investimento municipal em multimédia
Novas tecnologias sempre presentes

Para além do forte investimento feito a
nível dos fundos bibliográficos e em obras de
requalificação dos equipamentos, também
na vertente de multimédia a Câmara faz um
esforço financeiro assinalável para dotar as
escolas das condições necessárias para a prossecução
dos seus objectivos pedagógicos.
Assim, há actualmente instalados 623
computadores nas escolas do Primeiro Ciclo
e do Ensino Pré-Escolar do concelho, para
além das cerca de meio milhar de impressoras
e scanners de apoio a estas máquinas. Desde
2002, a Autarquia assegura também a assistência
técnica informática, através da sua
Divisão de Organização e Sistemas de Informação
(DOSIN), às 71 escolas básicas e jardins-
de-infância do Município.
Quanto à Biblioteca Municipal José Saramago,
existem 21 computadores Pentium IV,
dois deles equipados para permitir o acesso a
pessoas com necessidades especiais. Em todos
eles, o acesso à Internet é feito em banda larga,
prevendo-se para breve a instalação de um
ponto de acesso wireless neste equipamento.
Topo
Prior Velho
Escola Básica
inaugura
biblioteca
Um dos mais recentes exemplos
do crescimento da Rede de
Bibliotecas Escolares do concelho
foi a inauguração, no passado
dia 20 de Abril, da biblioteca “O Sabichão”, da Escola Básica
do Prior Velho.

A freguesia do Prior Velho inaugurou a
sua primeira biblioteca escolar, que pretende
despertar para a magia dos livros as cerca de
300 crianças que frequentam a Escola Básica
do 1.º Ciclo.
Inserido no âmbito do Programa da Rede
de Bibliotecas Escolares da Direcção Regional
de Educação de Lisboa (DREL), este novo espaço
é dotado de diversos materiais de fundo
documental e bibliográfico, em suporte de
papel e multimédia, procurando criar hábitos
de leitura nos mais novos. A utilização das
novas tecnologias é disponibilizada através do
acesso à Internet nos computadores da biblioteca.
O investimento neste espaço ascendeu a
quase 14 mil euros, distribuídos entre equipamento
e fundo documental.
Este novo equipamento, cuja candidatura
esteve a cargo do professor Bruno Fialho,
encheu-se para a festa de inauguração no passado
dia 20 de Abril. Na sessão solene, Olinda
Marcos, coordenadora da EB1 do Prior Velho,
elogiou “todo o trabalho desenvolvido para
dar vida à nova biblioteca”. Também Joaquim
Brás, Presidente da Junta de Freguesia,
enalteceu “o empenho de todos os docentes
da escola”, bem como “o excelente trabalho
desenvolvido pela Câmara de Loures em prol
da educação”.
Marília Afonso, da DREL, destacou a relevância
deste tipo de espaços “como transmissores
de conhecimento e potenciadores do
desenvolvimento do espírito crítico e da autonomia
das crianças”, enquanto Teresa Calçada,
Coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas
Escolares, manifestou a sua satisfação
pelo nascimento de mais um espaço de leitura.
Afirmando que “a riqueza de um povo
está na sua sabedoria”, Carlos Teixeira, Presidente
da Câmara Municipal de Loures, reiterou
o desejo da Autarquia em continuar a
investir na área da Educação, como garante
do desenvolvimento do concelho.
A cerimónia, na qual também estiveram
presentes os vereadores Ricardo Leão – responsável
pelo pelouro da Educação – e António
Pereira, continuou depois com a apresentação
musical “Violinos em festa”, protagonizada
pelos alunos da escola, e a leitura do poema “A balada das vinte meninas”, seguindo-se o
descerramento da placa inaugural e a visita
ao espaço, onde as crianças tiveram a oportunidade
de ouvir contos animados pela equipa
da Biblioteca Municipal José Saramago.
Topo
Concurso Nacional de Leitura
BMJS acolhe prova
No dia 22 de Maio, a Biblioteca Municipal
José Saramago (BMJS) foi palco da cerimónia
de entrega de prémios da prova
distrital de Lisboa do Concurso Nacional de
Leitura, promovido pela Comissão Organizadora
do Plano Nacional de Leitura, em
articulação com a RTP, o Instituto Português
do Livro e das Bibliotecas (IPLB) e a Rede de
Bibliotecas Escolares.
Este concurso, integrado no Plano Nacional
de Leitura “Ler+” – iniciativa da responsabilidade
dos ministérios da Educação e da
Cultura e do Gabinete do Ministro dos Assuntos
Parlamentares, e que pretende elevar os
níveis de literacia dos portugueses –, tem como
objectivo estimular o hábito da leitura entre
os alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do
Ensino Secundário, de forma a criar bases para
lidarem com a palavra escrita em qualquer
circunstância da vida.
A prova distrital de Lisboa realizou-se, a
12 de Maio, na BMJS, a quem coube a tarefa
de seleccionar o júri, composto pela Professora
Almira Soares, pela escritora Alice Vieira, e
por uma representante da Câmara Municipal
de Loures. Ao todo, foram 110 os participantes,
provenientes de 30 escolas de nove
concelhos do distrito, entre eles Loures.
Depois de avaliados os trabalhos, o júri
apurou os autores das duas melhores provas
em cada uma das categorias – 3.º Ciclo e Secundário.
Os vencedores foram conhecidos a
22 de Maio durante a cerimónia de entrega
de prémios, que decorreu na BMJS, e a que
presidiu Ricardo Leão, Vereador da Câmara
Municipal de Loures responsável pelo pelouro
da Cultura. André Costa, da Escola EB 2/3
de Santa Iria de Azóia, foi um dos vencedores
e, em Junho, irá estar na final nacional.
Na cerimónia estiveram ainda presentes
os elementos do júri da prova distrital, assim
como Ernesto Costa, Presidente da Junta de
Freguesia de Santa Iria de Azóia, numa demonstração
de apoio a André Costa, que irá
representar o concelho de Loures na categoria
3.º Ciclo.
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