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LOURES MUNICIPAL Nº23
 

Sotécnica – Sociedade Electrotécnica, S. A.
Tecnologia e energia de mãos dadas

Com mais de 50 anos de trabalho reconhecido, a Sotécnica é uma das principais empresas nacionais no ramo das instalações técnicas especiais, tendo colaborado nos maiores empreendimentos industriais e urbanos realizados em Portugal, bem como nalguns além-fronteiras.
Instalada desde o início da década de 80 em São Julião do Tojal, tem procurado adequar os serviços prestados às necessidades cada vez mais exigentes dos clientes. A sua forma de actuar no mercado valeu-lhe o Galardão de Mérito Empresarial, atribuído pela Câmara de Loures, em 1995.

 

Sotécnica

 

Em 1951 era fundada a Sotécnica, empresa dedicada a projectos de electricidade e a pequenas instalações eléctricas.
Beneficiando do desenvolvimento industrial verificado nos anos 60, foi crescendo e alargando o âmbito da sua actividade, dedicando-se actualmente a empreitadas de instalações técnicas especiais, sistemas e serviços nas áreas da produção, transporte e distribuição de energia, subestações, automação e controlo industrial, comercialização de equipamentos, fabrico de quadros eléctricos e estruturas metálicas para baixa e média tensão.
Apesar de ter iniciado a sua actividade apenas com cinco colaboradores, conta actualmente com cerca de 600 funcionários, tendo participado em empreendimentos de referência como aeroportos, refinarias, cimenteiras, hotéis, centros comerciais, ou ainda infra-estruturas no âmbito da energia e do ambiente, entre outros.
O seu crescimento passou também pela expansão nacional, com escritórios no Porto e Coimbra e, mais recentemente, pela parceria estabelecida com a Vinci Energies, uma filial de um dos maiores grupos de construção do mundo. Qualidade, ambiente e segurança são preocupações constantes da empresa, certificada em qualidade segundo a norma ISO 9001, desde 1997. Uma das grandes apostas da Sotécnica tem sido a formação profissional, pois, como defende o Administrador-Delegado José Esteves dos Santos, “a formação é fundamental e sempre esteve presente na actividade da empresa”.

José Esteves dos Santos, Administrador-Delegado da Sotécnica
“O sucesso da Sotécnica está na dedicação dos seus trabalhadores"

Como nasceu a Sotécnica?
A Sotécnica foi fundada em 1951, no contexto do pós-guerra, numa fase de grande desenvolvimento industrial do País. Na época, era ainda uma pequena empresa que se dedicava fundamentalmente aos projectos e às instalações eléctricas. Desde 1954, ano e que se deu início à actividade do departamento de instalações eléctricas, a empresa tem-se desenvolvido num processo de integração vertical, ou seja, procurando estar presente nos vários sectores de actividade em que a electrotecnia se pode dividir. Além disso, a Sotécnica entendeu que também era importante fabricar localmente os produtos que utilizava nas suas instalações, criando uma oficina própria. No início dos anos 80, foram inauguradas as instalações em São Julião do Tojal, que contemplavam o departamento fabril da empresa, permitindo assim o crescimento na área do fabrico de quadros eléctricos.

O que levou a empresa a instalar-se em São Julião do Tojal?
Penso que foi principalmente uma questão de acessibilidades e de espaço. A nossa principal preocupação eram os abastecimentos feitos a partir do estrangeiro e, uma vez que tínhamos muitos camiões internacionais que vinham descarregar mercadoria, tentámos evitar que entrassem em Lisboa, facilitando o acesso à generalidade dos nossos clientes e fornecedores.

A melhoria das acessibilidades teve algum impacto na actividade da empresa?
Penso que somos uma das empresas que pode provar que a criação de boas condições e de boas acessibilidades é determinante na actividade da empresa. Fomos das primeiras empresas a instalar-nos neste pólo industrial e actualmente beneficiamos do fácil acesso às principais vias nacionais.

 

São também uma importante fonte empregadora da região...

Sim, não só na freguesia de São Julião do Tojal, mas também nas circundantes. Muitos dos nossos trabalhadores são provenientes do concelho de Loures, e outros acabaram por comprar casa nesta zona depois de virem trabalhar para a Sotécnica. Isso aconteceu principalmente depois de instalarmos neste edifício os escritórios da empresa, em 1997. Além disso, há cerca de três anos instalámos aqui outra empresa do nosso grupo, a Sotubar, que se dedica a trabalhos de instalação de ar condicionado e de ventilação.

 

Que importância assume a formação na vossa empresa?
A Sotécnica é uma empresa com mão-de-obra especializada. Todos os seus técnicos são qualificados e desde cedo que temos uma tradição de formação de pessoal. Já tivemos uma escola de formação, onde formámos a maioria dos nossos quadros intermédios e, neste momento, uma vez que a formação profissional só pode ser ministrada por empresas credenciadas para o efeito, temos protocolos com duas instituições. A formação é fundamental e sempre esteve presente na actividade da empresa.

 

A segurança é outra das vossas preocupações...
A Sotécnica sempre teve uma grande preocupação com a segurança dos seus trabalhadores. Infelizmente, em Portugal temos uma cultura que não privilegia a segurança no trabalho, sendo que a maioria dos acidentes acontecem por negligência. Por esse motivo temos uma grande preocupação pedagógica nesse âmbito, ultimamente de forma mais intensificada, pois dentro do grupo a que pertencemos, o sistema de classificação e de incentivos depende não só dos resultados obtidos no processo produtivo, mas também do ponto de vista da segurança.

 

O tema da energia assume cada vez mais relevância. Na vossa actividade utilizam  novas energias?
Nós apenas fazemos instalações, não produzimos nem distribuímos energia, pelo que só nos é possível utilizar a energia que a rede fornece. No entanto, há um mercado nascente, como por exemplo o dos aerogeradores, onde tentaremos entrar como instaladores. Já pedimos autorização para instalar um pequeno aerogerador no nosso complexo, de modo a baixar o consumo de energia, mas a autorização foi negada.

 

Como se conseguem distinguir num mercado onde a concorrência é tão forte?
Somos uma das mais antigas e das principais empresas no mercado das instalações técnicas. A concorrência neste mercado é renhida, mas procuramos, através de uma estratégia delineada, ser melhores que os nossos concorrentes. Sobretudo apostamos na qualidade, na capacidade técnica, procurando fazer melhor, mais depressa e com preços mais competitivos.
Tudo isso depende da capacidade e da qualidade nossos profissionais. A Sotécnica uma empresa que exige uma dedicação muito grande, pelo que o seu sucesso está no espírito de dedicação dos seus trabalhadores.

 

A crise económica que o País atravessa teve reflexo na actividade da Sotécnica?
Apesar de nos dedicarmos à execução de instalações técnicas específicas, estamos inseridos no segmento de mercado que é o da construção, onde se tem verificado uma quebra significativa. Isso reflecte-se depois no crescimento da nossa empresa, que desde há cinco anos tem estado estagnado, quer a nível do volume de actividade, quer do número de pessoas ao serviço.

 

A expansão a nível internacional poderá ser uma solução?
Tentámos essa via, com a criação de uma empresa em Moçambique, mas não correu bem. Também tivemos experiências em Angola que nos fizeram temer o investimento nesse país, pelo que acabámos por encontrar a solução numa parceria estratégica com a Vinci Energies.

 

Os resultados dessa parceria já são visíveis?
A Vinci Energies, filial do Grupo Vinci, é um dos maiores especialistas mundiais em infra-estruturas do sector energético, emprega cerca de 27 mil pessoas e apresenta-se como um parceiro muito importante, sobretudo naqueles que se admite que venham a ser os grandes projectos a concretizar no nosso país, como o TGV, o aeroporto da Ota, ou o desenvolvimento das energias alternativas.
Podemos ainda beneficiar do facto de termos mais alguns contactos, mas é claro que apenas a qualidade, a capacidade e a competência dos nossos trabalhadores  permitem que esse mercado exista.
 
Como perspectiva o futuro?
Estou um pouco pessimista, pois parece-me que as medidas que têm sido tomadas para sanear os problemas da nossa economia são ainda muito débeis. Muitas variáveis estão no horizonte e a sua evolução combinada condicionará o ambiente em que nos movemos. Contamos com a confiança dos nossos clientes e com o empenho dos nossos colaboradores para vencer os desafios do futuro.

 


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