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LOURES MUNICIPAL Nº22
 

S.T.E.T. – Sociedade Técnica de Equipamentos e Tractores, S. A.
A força da liderança

A actuar há mais de 40 anos no mercado português, a STET orgulha-se de pertencer ao grupo Barloworld, representante e detentor de várias marcas industriais, que comercializa em mais de 90 países.
Por ocasião da visita do Presidente da Câmara, Carlos Teixeira, e do Presidente da Junta de Freguesia do Prior Velho, Joaquim Brás, às instalações da empresa, que ocorreu a 5 de Abril, fomos conhecer um pouco mais do mundo da construção e das obras públicas.

 

S.T.E.T. – Sociedade Técnica de Equipamentos e Tractores, S. A.

Fundada em 1961, a STET dedica-se à comercialização e assistência de equipamento industrial, representando em regime de exclusividade a marca mais conceituada de equipamentos de obras públicas, construção e terraplanagem, a Caterpillar.

Em 1992, ingressou no grupo Barloworld, sedeado na África do Sul e presente em mais de 30 países, beneficiando da sua experiência e conhecimento centenários.
Localizada desde início da década de 60 no Prior Velho, a STET contribuiu significativamente para o desenvolvimento da freguesia e do seu parque industrial, sendo hoje uma das maiores empresas do concelho de Loures.

Sempre atenta às solicitações do mercado, está em permanente dinamização, de forma a garantir aos seus clientes produtos e serviços de qualidade.

Não descurando as questões sociais e ambientais, a empresa está ligada a diversos eventos no âmbito desportivo, do todo-o-terreno ao ciclismo, preparando-se também para obter a certificação de qualidade ambiental ISO 14001.

“Procurar ser, em cada dia que passa, melhores do que fomos em cada dia que passou”, é, como refere Eugénio Mexia, Director Geral da STET, o lema da empresa.

Eugénio Mexia, Director-Geral da STET

Eugénio Mexia, Director-Geral da STET

“O serviço pós-venda é a razão de existirmos”

Como nasceu a STET?

Em 1951 foi fundada a Semeia, empresa antecessora da STET, destinada à comercialização e assistência de máquinas agrícolas e industriais. Já na época representava a Caterpillar, mas uma vez que esta marca exigia exclusividade, foi então criada a STET, para comercialização exclusiva de equipamento Caterpillar.

A comercialização de produtos Caterpillar foi o factor-chave para o desenvolvimento da empresa. O que é que levou a STET a lançar-se na venda deste tipo de produtos?

A STET tem a grande vantagem de representar a marca mais conceituada de equipamentos de obras públicas, construção e terraplanagem: a Caterpillar. De facto, foi a partir da Caterpillar que a STET criou as suas raízes, consolidando a sua posição no mercado, numa altura em que havia pouca concorrência.
Hoje em dia, a situação é diferente. Consideramo-nos essencialmente uma empresa prestadora de serviços. Mais do que comercializar equipamentos ou peças, prestamos serviços aos nossos clientes. O equipamento que vendemos é um bem do qual se espera durabilidade, pelo que nós criamos condições para que o equipamento seja rentabilizado e continue operacional por muito tempo.

Como foram os primeiros anos da STET no Prior Velho e os primeiros contactos com o concelho de Loures?
Estou ligado à STET desde 1970, e na época penso que não havia construções perto da empresa. Era um vazio. Existia o Prior Velho, apenas como núcleo habitacional, caracterizado por ser uma zona de migração, onde surgiram vilas muito típicas.

Foram pioneiros no que respeita à instalação no Parque Industrial do Prior Velho, hoje um dos mais importantes do distrito de Lisboa. O que motivou a escolha desta localização?
Este edifício foi inaugurado a 8 de Dezembro de 1962, antes de eu trabalhar na STET. Penso que, na época, a motivação da administração para aqui instalar a empresa estava relacionada com as ligações que se pretendiam efectuar para o resto do país.
A Semeia estava sedeada no Areeiro, que não era a zona mais apropriada, pelas necessidades de espaço que implicava, o que levou os accionistas a procurar uma área para construção, oficinas e parque de equipamento na periferia de Lisboa, pois é impensável instalar uma empresa do género na malha urbana.

Acabaram por ser uma fonte de desenvolvimento da freguesia...
Penso que foi um movimento recíproco. Actualmente existem muitas empresas neste núcleo, mas não tenho dúvidas que o crescimento da STET também levou a algum crescimento no Prior Velho.
Quando a STET se mudou para aqui, trouxe consigo os seus trabalhadores que viviam maioritariamente em Lisboa. Quando começou a crescer e a recrutar pessoal, o Prior Velho era a grande fonte de mão-de-obra. Hoje, há também colaboradores mais jovens que, pelo facto de trabalharem na STET, acabaram por comprar casa na zona envolvente.

A partir dos anos 80, lançaram-se definitivamente em “altos voos”. Como é que a empresa foi consolidando a sua posição a nível nacional e internacional?
Quando nos mudámos para o Prior Velho, tínhamos apenas estas instalações. A nossa primeira filial foi aberta em Beja, em finais da década de 60. Mais tarde abrimos filiais em Coimbra e no Porto, seguindo-se Leiria, Ribeira Grande (São Miguel), Ferreiras (Algarve) e Castelo Branco.
Hoje estamos dispersos pelo país, com filiais em Lisboa, Beja, Leiria, Porto e Açores. Em Castelo Branco e em Ferreiras temos duas pequenas delegações. Estamos também presentes, através de concessionários, no Funchal, e nos distritos de Viseu, Castelo Branco e Bragança.
Além disso, somos distribuidores exclusivos da marca Caterpillar e de outros produtos de diferentes marcas, para todo o território nacional e para a República de Cabo Verde.

A globalização permite que, actualmente, seja fácil comprar este tipo de máquinas em qualquer ponto do globo. De que forma é que conseguem assegurar as vendas no território nacional e na República de Cabo Verde?
Com a abertura das fronteiras, nomeadamente da União Europeia, qualquer cidadão comunitário pode comprar qualquer bem ou serviço em qualquer país comunitário e trazer para o seu país de origem. Mas os utilizadores Caterpillar em Portugal não compram em outros países, fundamentalmente devido à assistência. Obviamente que se alguém comprar o seu equipamento Caterpillar noutro país e nos pedir assistência nós asseguramos o serviço com satisfação, mas há uma ligação que se cria. Além disso, surgem sempre algumas barreiras em termos de pagamentos, bem como facilidades de negociação que um cliente nosso pode ter connosco e pode não ter noutro país.
O inverso também se verifica. Por exemplo, normalmente um cidadão francês não vem comprar o equipamento a Portugal. É possível acontecer, mas praticamente não acontece. Os casos que existem não são significativos.

Que importância teve para a STET a entrada de Portugal na União Europeia?
Não teve influência imediata, mas tal como todas as empresas nacionais, a STET beneficiou da adesão à União Europeia através dos fundos comunitários, dos quadros comunitários de apoio e do Plano Delors, que injectaram milhões de contos no país. Nessa época realizaram-se grandes obras públicas, e a nossa empresa forneceu grande parte do equipamento necessário para as mesmas.

Actualmente a STET é líder de mercado?
No que respeita às máquinas para obras públicas e construção não podemos dizer que exista um mercado, há que segmentar as várias linhas de produtos.
Temos uma quota de mercado significativa, em termos de máquinas de movimentação de terras, de construção e de obras públicas, mas há segmentos que lideramos fortemente, outros que lideramos com pequena diferença e outros em que ainda não lideramos. Isso resulta, fundamentalmente, de termos entrado em mercados que não conhecíamos e que já estavam ocupados por outras empresas.

Há uma tentativa de diversificação dos produtos que comercializam. Como é que surgiu essa ideia e que peso é que os novos produtos têm na empresa?
Enquanto distribuidores, não influenciamos de forma imediata as decisões do fabricante. O produto não está nas nossas mãos, porque compramos algo que outros fabricam. Deste modo, é a Caterpillar que faz estudos de mercado e decide fabricar – ou deixar de fabricar – um determinado tipo de equipamento.
A Caterpillar tem evoluído no sentido descendente, isto é fabrica equipamento mais pequeno pois, com o fim das grandes obras, surgiram necessidades de manutenção, de efectuar obras mais pequenas, especialmente em ambiente urbano.

A STET comercializa outras marcas além da Caterpillar. Porque é que enveredaram por procurar outras marcas?
A STET foi criada exactamente porque a Caterpillar exigia exclusividade. É uma marca que não permite aos seus distribuidores venderem equipamento de marcas concorrentes. No entanto, o distribuidor pode vender produtos complementares de outras marcas.
Há outro aspecto importante, que é o tipo de assistência que um distribuidor Caterpillar proporciona aos seus clientes. Quando começámos a pensar em outras marcas, fomos confrontados com algumas experiências menos boas em termos de capacidade de resposta, que não nos permitia dar ao cliente a resposta que desejaríamos, o que acabou por comprometer a imagem da empresa.

Além da comercialização de equipamento, apostam fortemente em serviços de aluguer e pós-venda...
O serviço pós-venda é essencial e é a razão de existirmos. Quando entregamos um equipamento, seguimo-lo toda a vida. Um equipamento pode até ter uma segunda vida, pois existe um serviço de reconstrução de acordo com as normas de fábrica, até ao mais ínfimo pormenor, de tal ordem que o número de série original da máquina é substituído por um novo. Isto é o que nos diferencia da concorrência.
O serviço de aluguer foi lançado pela Caterpillar há muitos anos e na STET existe há cerca de oito anos. Tem vantagens porque permite, em situações concretas, ter equipamento especializado, evitando comprá-lo e onerar os activos da empresa numa aplicação só.
Esta foi uma opção estratégica que a nossa empresa tomou, induzida pela Caterpillar, e que é uma vantagem competitiva que temos.

Estiveram presentes no Lisboa-Dakar e na Volta a Portugal em Bicicleta. Essa preocupação com o apoio ao desporto tem consequências em preocupações sociais e até ambientais da empresa?
Estamos minimamente ligados ao desporto e isso está relacionado com a nossa imagem. No Lisboa-Dakar, apoiámos minoritariamente uma equipa e estivemos em alguns troços com equipamento.
Quanto à Volta a Portugal em Bicicleta, o grupo Barloworld tem uma equipa de ciclismo que, pelo segundo ano consecutivo, correu em Portugal e, em 2005, foi o nosso ciclista Vladimir Efimkin que venceu a prova.
Todas estas iniciativas estão relacionadas com a exposição da empresa, é uma forma de nos darmos a conhecer.
Em termos ambientais, estamos a preparar-nos para obter a certificação ISO 14001 e temos investido muito na selecção e recuperação de resíduos.

Como têm sentido a crise económica que atravessamos?
Sofremos muito com esta crise, pois estamos numa área de negócio que vive muito dos investimentos públicos, os quais foram fortemente condicionados.
O mercado de máquinas caiu cerca de 60% de 2002 para 2003 e a partir daí tem havido alguma recuperação. Os últimos anos têm sido oscilantes, e este ano as perspectivas são “nebulosas”.
No que respeita à mão-de-obra, temos sentido necessidade de ajustar o número de trabalhadores às solicitações do mercado. Temo-lo feito de uma forma sempre negociada, procurando enquadrar o acordo dentro do que é socialmente aceitável.

Como perspectiva o futuro?
É complicado prever o futuro. Diria que, até 2008, ainda viveremos as consequências da crise económica. Mas penso que, entre 2008 e 2013, podemos ter anos bastante positivos.
Estamos a diversificar fortemente os nossos produtos, por exemplo na área da energia, onde estamos a crescer significativamente, mercê da nossa entrada e especialização em centrais eléctricas.


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