| AUGI - Regulamento consagra rigor
e eficácia
Na reunião de Câmara realizada a 23 de
Março de 2004 foi aprovado por unanimidade o projecto de
regulamento municipal para a reconversão urbanística
das Áreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI), que será
entretanto submetido à apreciação e discussão
pública.
O novo regulamento tem presentes os objectivos a atingir a nível
do licenciamento dos edifícios construídos com alvará
emitido, da emissão de alvará nos processos com loteamento
aprovado, da conclusão dos processos em apreciação
para aprovação de loteamento, da activação
das AUGI sem processo e inactivas, da clarificação
da situação das AUGI não delimitadas e da decisão
sobre as áreas consideradas “irrecuperáveis”
e de “manutenção temporária”.
Novas medidas
Foi ainda aprovada, também por unanimidade, na mesma reunião
de Câmara, uma proposta do pelouro da Gestão Urbanística
que define a adopção de um conjunto de novas medidas
que visam agilizar o futuro destas zonas urbanas. Alguns dos seus
pressupostos assentam na implementação de novas estratégias
de actuação, designadamente a nível da alteração
ao sistema de incentivos tendo em vista o atempado licenciamento
das construções existentes; da avaliação
conjunta (DPAUGI, DAU e DPPDM) das áreas “inactivas
e sem processo”, por delimitar, “irrecuperáveis”
e de “manutenção temporária”, de
forma a apurar-se a viabilidade da reconversão de acordo
com o enquadramento legal e urbanístico aplicável;
definição de parcerias entre a Autarquia e centros
universitários, designadamente com a Faculdade de Arquitectura
da Universidade Técnica de Lisboa, a Universidade Lusíada,
a Universidade Lusófona e o Centro de Estudos Territoriais
do ISCTE, para a realização do levantamento das construções
e infra estruturas existentes nas AUGI inactivas e sem processo,
nas áreas por delimitar e nas áreas irrecuperáveis
e de manutenção temporária, bem como para o
recenseamento das famílias que vivem em situação
de arrendamento nas áreas tendencialmente “viáveis”
e de toda a população residente nas “inviáveis”;
delimitação das AUGI nas áreas ainda não
delimitadas em que tal seja possível, seguindo-se a dinamização
do processo de constituição de comissões de
administração conjunta; apresentação
de propostas de novas áreas em que se considere indispensável
a intervenção municipal, com ou sem apoio da administração
conjunta, logo que disponha da informação necessária
e suficiente; avaliação conjunta das necessidades
de realojamento, tendo presentes os planos de urbanização
em elaboração, para posterior análise com o
INH (Instituto Nacional de Habitação) sobre as soluções
alternativas a oferecer às famílias abrangidas.
CDU apresenta proposta
Também os vereadores da CDU propuseram várias medidas
convergentes com a anterior proposta. Das várias medidas,
aprovadas por maioria, destaca-se a possibilidade de efectuar, com
recurso ao notário da Câmara, as escrituras de divisão
por acordo de uso, desde que solicitadas pelas comissões
de administração.
Topo
|