De lixo... a resíduos
valorizados
Longe
vão os tempos em que as pessoas tratavam o lixo com alguma
displicência, depositando-o nos velhos latões, sem
maiores reflexões sobre o assunto.
O crescimento populacional, a alteração dos hábitos
de consumo, o aumento da produção de lixo e a transformação
da composição destes resíduos vêm levantar
novos problemas que levaram o Homem a reflectir, a formar uma consciência
ambiental que alerta para a necessidade imperiosa de tratar grande
parte dos resíduos produzidos. A introdução
de processos de gestão integrada, com especial relevância
para algumas etapas das quais dependem o seu êxito –
a valorização e o destino final dos resíduos
- é um problema que urge resolver.
Para que o processo global de tratamento tenha êxito, deve
ser correctamente implementado desde o início do ciclo, ou
seja, desde a formação do lixo que se inicia em casa
de todos nós. Aliás, a questão passa por aceitarmos
que este é um problema de todos, no qual devemos estar envolvidos
tendo em mente que desde a sua génese à sua deposição,
os lixos merecem a nossa melhor atenção.
Actualmente,
os Serviços Municipalizados de Loures (SML), através
da Divisão de Resíduos Sólidos (DRS), contam
com a colaboração de 300 trabalhadores, entre cantoneiros
e condutores, que dão continuidade ao trabalho iniciado em
casa, procedendo à recolha diária de 450 toneladas
de resíduos, produzidos pelos mais de 300 mil habitantes
de Loures e Odivelas. Estas brigadas, que diariamente percorrem
as ruas dos dois concelhos, pretendem contribuir para a melhoria
do ambiente e da qualidade de vida das pessoas.
Várias frentes de acção
Os Serviços Municipalizados de Loures assumiram, desde 1994,
a deposição, recolha e transporte dos Resíduos
Sólidos Urbanos dos concelhos de Loures e de Odivelas.
Tendo como meta a melhoria do ambiente e da qualidade de vida dos
cerca de 330 mil habitantes, foram definidos objectivos estratégicos
e operacionais que passam pela implementação do Sistema
Municipal de Resíduos Sólidos Urbanos (SMRSU).
Este sistema permite que todo o ciclo dos resíduos sólidos
urbanos seja realizado no cumprimento escrupuloso das mais exigentes
normas de qualidade em vigor.
A implementação e o aperfeiçoamento dos sistemas
de recolhas selectivas, com vista a aumentar a quantidade de materiais
enviados para reciclagem, são compromissos do serviço
que, aliás, já foi considerado um dos mais evoluídos
do País.
Custos do Sistema Municipal de Resíduos Sólidos
Urbanos
Importa
referir que os custos anuais deste modelo de gestão rondam
os 11 milhões de euros e que as receitas a nível do
tarifário, incluído no recibo da água, rondam
os 6 milhões e 500 mil euros.
A longo prazo, caminhamos para um cenário em que cada um
deverá suportar a totalidade dos custos de recolha e tratamento
dos resíduos produzidos, de acordo com o princípio
do poluidor-pagador, que beneficia quem mais valoriza o lixo, separando-o,
em detrimento do cidadão que não o faz.
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