A fertilidade das terras, a abundância
das águas e a pureza dos ares do campo deram corpo a esta
região saloia que, desde D. Afonso Henriques até ao
reinado de D. Maria II, se englobou no termo da cidade de Lisboa.
É por isso natural que muitos monarcas e nobres
elegessem estas terras como locais de lazer, de descanso e de fuga
às doenças e pestes, como testemunham as inúmeras
quintas aqui existentes.
As
quintas confirmam, sobretudo a importância deste termo que
os reis iam distribuindo, também, como forma de exercer mais
eficazmente os seus poderes, a exploração das terras
e o pagamento de impostos.
As características culturais desta região
resultam da prolongada ocupação muçulmana e
da progressiva miscigenação entre as várias
etnias e religiões, de que nasceram os moçárabes,
que ao longo dos tempos preservaram traços culturais próprios.
Em 1886, e dada a crescente importância económica
do território, Loures passa a concelho
(constituído por freguesias que pertenciam aos, entretanto
extintos, concelhos dos Olivais e de Belém).
A
diversidade ambiental, económica e social do recém
criado concelho possibilitou
uma enorme confluência de vontades, de histórias e
de trajectos que, ao longo dos tempos, deram identidade a este vasto
território.
No novo milénio, Loures orgulha-se de dar continuidade
ao valioso caminho trilhado pelos nossos antepassados, trabalhando
para que o futuro se continue a construir aqui: guardando memórias,
escavando descobertas, construindo saber e partilhando histórias.
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