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> Protecção Civil

LOURES MUNICIPAL Nº17

Protecção Civil - Missão: proteger os cidadãos
Planos especiais
Escola de Prevenção e Segurança
Plano Municipal de Intervenção na Floresta (PMIF)
Incêndios Florestais
Cheias
Os parceiros da Protecção Civil
Entrevista

Protecção Civil
Missão: proteger os cidadãos

Protecção CivilA Protecção Civil tem como missão prevenir os riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave, catástrofe ou calamidade.
Sejam incêndios, inundações, sismos, situações de seca, ondas de calor, acidentes domésticos ou industriais, esta entidade tem uma importância preponderante tanto na sua prevenção, como na atenuação dos seus efeitos.

Em Loures, esta realidade não é excepção, e o Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC) é um dos que, com rigor, trabalho e dedicação, elaboram com detalhe planos de emergência e outras acções de prevenção, de modo a estar preparado para fazer face a qualquer tipo de ocorrência.

Mas o papel da Protecção Civil não se esgota aqui. Para além da análise constante das vulnerabilidades perante situações de risco causadas pela acção do Homem ou da Natureza, da prestação de socorro e de assistência às pessoas em perigo e da inventariação dos recursos e meios disponíveis mais facilmente mobilizáveis, a informação e formação das populações, visando a sua sensibilização e colaboração com as autoridades, é uma das actividades com maior incidêncno trabalho da Protecção Civil. A constante preocupação com o facto de cada cidadão ter de desenvolver comportamentos de auto-protecção adaptados à vida actual, e a vontade de os ajudar a conhecer e a adoptar medidas preventivas e procedimentos adequados, tornou-se já uma missão para o SMPC.

Para que o bom funcionamento desta organização seja permanente, a reunião de sinergias é factor fundamental. A Protecção Civil não trabalha sozinha: os bombeiros, as forças de segurança, os escuteiros, os radioamadores, os sapadores florestais, as autoridades de saúde, marítimas e aeronáuticas, as instituições de segurança social, os serviços de telecomunicações, entre outros organismos, têm uma importância determinante nos domínios do aviso, alerta, intervenção, apoio e socorro.

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Planos especiais
Prédios Urbanos - Construções em altura podem ser problema

Construções em altura podem ser problemaO concelho de Loures, apesar de possuir largas extensões de zonas verdes, também se caracteriza por ter áreas densamente urbanizadas. Santo António dos Cavaleiros é um exemplo de freguesia em que as torres proliferam, algumas delas ultrapassando os 28 metros de altura, limite normal das escadas utilizadas pelos corpos de bombeiros. O principal problema reside em saber como contornar situações de emergência e superá-las da melhor forma. Os bombeiros têm, por isso, recorrido a simulacros, de modo a analisarem as falhas surgidas e encontrarem soluções.

É importante que os moradores verifiquem ou instalem extintores e sirenes de incêndio, e divulguem ao SMPC a localização das acessibilidades do prédio, a planta, contactos dos administradores e o número de moradores por fracção. Pormenores que podem fazer a diferença.

Acidentes industriais
O novo risco das sociedades modernas

A evolução tecnológica, a criação de novos tipos de indústrias e a utilização de mais e maiores quantidades de substâncias perigosas, provocaram a aparição de outro tipo de ocorrências – os acidentes industriais. No concelho de Loures existem algumas empresas que trabalham com materiais perigosos. A zona oriental é a mais sobrecarregada com este tipo de indústrias, localizadas, por vezes, paredes-meias com habitações É por isso necessário que se adoptem medidas que impeçam a ocorrência de acidentes e minimizem as suas consequências. É isso mesmo que o SMPC está a fazer, elaborando planos de emergência externos, que visam informar os cidadãos sobre os riscos que impendem sobre as empresas, definir as medidas de autoprotecção adequadas e criar estratégias para fazer face a todas as consequências.

Planos de emergência contra acidentes
Escolas do concelho preparadas

 

Escolas do concelho preparadasAo longo dos últimos anos, o SMPC tem vindo a desenvolver um programa de formação dos mais pequenos e de criação de planos de emergência para as escolas. Das 98 instituições de ensino existentes, 65 têm já os seus planos formalizados e em 27 já foram executados simulacros.

 

Esta é uma das vertentes mais importantes do trabalho desenvolvido pelo SMPC. É indispensável que bombeiros e outras entidades envolvidas na resolução de situações de emergência tenham um conhecimento aprofundado de cada uma das escolas: graus de ensino leccionados, número de alunos, professores e funcionários, horários de ocupação, equipamento técnico existente, instalações com características especiais, caminhos de evacuação, entre muitos outros aspectos relevantes.


Desta forma, exercícios e simulacros são actividades que não devem ser postas de lado. Os próprios alunos e professores devem conhecer o plano de evacuação da escola, as saídas alternativas, ter sempre em perfeitas condições o material de combate a incêndios e identificar os locais mais seguros para onde se devem dirigir. Durante um exercício, as restantes medidas a tomar ficam a cargo dos bombeiros, que dão todas as instruções. Como usar os extintores, primeiros socorros e técnicas de fuga são algumas das regras básicas de segurança transmitidas.


Mas não são só os mais pequenos que fazem parte das preocupações da Protecção Civil e dos bombeiros. Os idosos, por representarem uma faixa etária com muitas limitações a nível dos movimentos e deslocação, necessitam de todas as condições para poderem superar qualquer tipo de emergência. Centros de dia e lares de terceira idade são, por isso, equipamentos onde os simulacros e as acções de sensibilização são também indispensáveis.

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Escola de Prevenção e SegurançaEscola de Prevenção e Segurança
Mais vale prevenir que remediar

Há muito que o Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC) ansiava pela criação de uma escola de prevenção e segurança que ensinasse aos mais jovens o que fazer em situações de emergência. Um sonho prestes a tornar-se realidade.

 

A cultura da prevenção e da defesa começa em cada um de nós, através do nosso comportamento. Por essa razão, a Escola de Prevenção e Segurança, que ficará localizada na urbanização das Urmeiras, em Loures, irá, a partir de uma abordagem dos principais riscos, informar os jovens sobre as medidas a tomar, quer para prevenir eventuais situações anómalas, quer para lhes fazer frente.

 

Sejam acidentes domésticos ou situações provocadas por causas vindas do exterior, como sismos, inundações ou incêndios, todas as ocorrências serão abordadas de forma pedagógica, de modo a incutir em cada um o papel a desempenhar.


A escola será executada com recurso a uma solução modular pré-fabricada, sendo que o seu valor total deverá rondar os 225 mil euros. Trata-se de um equipamento temático, composto por diversas salas direccionadas para cada um dos assuntos tratados – riscos domésticos, cheias, incêndios –, assim como por um pátio interior coberto. Terá ainda uma sala de jogos onde se procederá à verificação dos conteúdos transmitidos.


Através do treino dos comportamentos e do contacto com processos de simulação, os mais novos ficarão aptos a fazer face a qualquer tipo de acidente ou catástrofe que, na ausência de conhecimento sobre o procedimento correcto, são passíveis de trazer consequências imprevisíveis.

 

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Plano Municipal de Intervenção na Floresta (PMIF)
Conhecer para melhor gerir as florestas

 

Alguns concelhos do país, interessados em dotá-lo de instrumentos capazes de corrigir a actual situação, em que o número de incêndios e a extensão das áreas ardidas tem aumentado, resolveram criar um PMIF. Este plano, no caso concreto de Loures, para além de contemplar a vertente de prevenção e combate a incêndios, incide fortemente sobre mais duas linhas de acção: o ordenamento florestal, que propõe o uso racional do espaço verde, e o ordenamento cinegético, de modo a apoiar a gestão sustentável da caça e desenvolvê-la de forma compatível com a biodiversidade.


Os responsáveis pelo ordenamento florestal ficam assim dotados de uma importante ferramenta de trabalho. A Protecção Civil de Loures é um dos pilares de todo este modelo de organização, consistindo a sua actividade em criar condições para que bombeiros e outras entidades envolvidas na protecção da floresta possam actuar de forma célere em qualquer situação de emergência. Para tal são elaboradas cartas de declives, de exposição de encostas, de modelos de combustível, de dificuldade de extinção ou de prioridades de defesa. É toda uma cartografia indispensável ao ordenamento florestal, que permite analisar o terreno protegendo-o principalmente dos incêndios e da sua propagação.


Um PMIF deve conter o estudo prévio de caracterização das áreas (altitudes, geologia, hidrologia, solos, entre outros aspectos) e o levantamento de situações-tipo relacionadas com incêndios, para que os meios disponíveis para a sua prevenção, detecção e combate sejam accionados.

 


De uma forma geral, apesar de algumas oscilações, o número de ocorrências tem
vindo a registar um nítido decréscimo ao longo dos últimos três anos, fruto do
trabalho desenvolvido pelo SMPC.

 

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Incêndios Florestais
Sempre alerta para o combate às chamas

 

Incêndios Florestais

 

Os incêndios florestais constituem um sério problema em Portugal cada vez que chega o Verão. Loures não tem conseguido furtar-se a essa tragédia e é um dos concelhos que também tem sido fustigado pelo fogo. A onda de calor que se fez sentir há dois anos atrás precipitou o ritmo dos acontecimentos, de tal forma que, em Bucelas e Fanhões, o fogo chegou a ameaçar pessoas e bens. Contudo, o dispositivo operacional montado pelo SMPC surtiu efeito e a situação foi rapidamente controlada. Mesmo assim, nesse ano, arderam cerca de 470 hectares de floresta. No ano seguinte a redução foi notória, e apenas 100 hectares foram “engolidos” pelas labaredas.


A maior contrariedade surge quando os fogos que têm origem nos concelhos vizinhos atingem Loures. A Tapada de Mafra, em 2003 e a localidade do Bocal, Sintra, em 2004, foram dois locais que sentiram vivamente a fúria das chamas. Os incêndios chegaram mesmo a ultrapassar fronteiras e Loures acabou também por viver momentos difíceis. É de
salientar, no entanto, a entreajuda e a boa articulação entre os vários serviços municipais de protecção civil, dos bombeiros, da GNR e demais entidades envolvidas no combate às chamas.


Para garantir a segurança da população e manter as zonas verdes do concelho intactas, o SMPC de Loures operacionaliza, durante os meses de Verão, um Sistema de Vigilância, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. Para além do PMIF, que ajuda a controlar essa situação, existem ainda os Grupos de Primeira Intervenção, sempre alerta para qualquer eventualidade, os Grupos de Apoio e de Intervenção Permanente, o Posto de Vigia do Cabeço de Montachique, a vigilância motorizada e os sapadores florestais. O objectivo principal é a detecção precoce de focos de incêndio. Além da vigia, muitas outras acções são postas em prática: a dissuasão de queimadas em dias de risco de incêndio muito elevado, de actividades ilícitas, como o despejo de entulho, e a sensibilização da população são também uma mais-valia para a preservação da floresta.

 

Seca e Calor
Fenómenos climáticos adversos cada vez mais frequentes

 

As alterações climáticas que temos vivido não passam despercebidas. À medida que o Homem vai castigando o meio ambiente com quantidades imensas de gases com efeito de estufa lançados para a atmosfera, a Natureza encarrega-se de responder com variações no clima que anteriormente se não verificavam. Só para se ter uma ideia, há dois anos, entre Julho e Agosto, o nosso país viveu a sua mais longa vaga de calor. Foram 16 a 17 dias com os termómetros acima dos 30º C. Refira-se que, a 1 de Agosto de 2003, foi batido o recorde da mais alta temperatura registada em Portugal, com a Amareleja a atingir os 47º C. Ultimamente, quase não cai chuva no nosso território, fazendo com que o último Inverno fosse dos mais secos de que há memória. De facto, segundo dados do SIAM (Scenarios, Impacts, and Adaptation Measures), o projecto que estuda a alterações climáticas em Portugal, desde a década de 60 que chove sucessivamente menos.


Para que fenómenos como estes não aconteçam,é preciso reduzir drasticamente as emissões de dióxido de carbono e mudar alguns hábitos. Tanto o calor como a seca são problemas que preocupam a Câmara de Loures e o SMPC. Os SMAS esforçam-se por gerir da melhor forma o abastecimento de água, tentando reduzir as perdas desse bem tão precioso por ser um recurso natural limitado. A divulgação de medidas de protecção contra o calor, conselhos para poupar água, campanhas para viver o sol com protecção, de modo a evitar doenças como o cancro da pele, são também algumas das acções destinadas a sensibilizar a população.

 

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Cheias
Prevenir para evitar o pior


A última grande cheia do concelho de Loures ocorreu há cerca de 20 anos. Para que catástrofes como esta não voltem a acontecer, o SMPC criou o Plano de Emergência Específico para Cheias na Bacia do Rio Trancão, uma zona considerada de risco.

 

CheiasAs cheias ocorrem quando o nível das águas de rios, ribeiras ou do mar sobe de forma acentuada, causando a inundação de povoações. Como tal, este plano procura conhecer as zonas do território mais vulneráveis a este fenómeno, propondo soluções para os problemas
tendo sempre em mente o bem-estar da população. Do plano fazem parte o conhecimento do fenómeno físico de ocorrência de cheias, o estudo da precipitação, caudais, ondas de cheia e tempo de propagação, a actualização de dados das infra-estruturas e populações afectadas e a concepção de estratégias de actuação.


Dos 44 pontos críticos identificados pelo SMPC, Bucelas, Loures, Frielas, Santo Antão do Tojal, São Julião do Tojal, Unhos e Sacavém são os locais mais afectados pelas cheias. Em
marcha está já a construção da nova ponte sobre o rio de Loures, que irá trazer vantagens a nível de um muito maior e mais rápido escoamento das águas. Também na zona do Tojalinho se procedeu à regularização do rio e à consolidação das margens. A requalificação
da Praça da República, ao abrigo do PROQUAL, irá trazer benefícios à cidade de Sacavém, visto tratar-se uma zona fortemente fustigada por este fenómeno.


Os trabalhos de limpeza de linhas de água e passagens hidráulicas são também indispensáveis para o bom escoamento das águas da chuva, tornando-se por isso necessário sensibilizar todas as entidades envolvidas nesse trabalho. Contudo, essas intervenções nem sempre são efectuadas no tempo adequado, resultando em inundações que se repetem ciclicamente nos mesmos locais. Apesar disso, o rio Trancão e os seus afluentes são frequentemente desobstruídos pelas entidades municipais de modo a manterem-se as boas condições de fluidez.

 

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Os parceiros da Protecção Civil

Porque a protecção civil não se esgota nos serviços camarários, o SMPC trabalha diariamente com um conjunto de entidades que são vitais para o bom desempenho das suas funções.


Escuteiros e radioamadores são dois exemplos de instituições com as quais a Câmara pode contar, integrando mesmo o próprio SMPC. Assim, a Câmara estabeleceu acordos com o Núcleo de Escuteiros “Moinhos de Vento”, do qual fazem parte todos os agrupamentos de escutismo católico do concelho de Loures, e com a Associação de Radioamadores de Moscavide.


Estas parcerias de nada valeriam se não se pudesse contar com as forças de segurança. PSP e GNR são, obviamente, duas peças-chave de todo o sistema. Todos juntos fazemos a diferença!

 

Radioamador

 

“Ser radioamador é muito gratificante”

 

Qual o vosso papel na ajuda ao Serviço Municipal de Protecção Civil de Loures?


Os radioamadores são mais um elemento do SMPC que está pronto a actuar em caso de emergência ou catástrofe. Como temos capacidade de operar equipamentos de comunicações via rádio sem energia eléctrica, garantimos a ligação entre os diversos pontos afectados junto dos bombeiros, das entidades policiais e até da própria Protecção Civil. Se a sua rede de comunicações falhar, somos a sua alternativa operacional.


Desde quando colaboram com o SMPC?

 

Desde 1991. Ser radioamador voluntário é muito gratificante. É nisto que somos especialistas e queremos, através daquilo que melhor sabemos fazer, estar ao serviço da comunidade. Podemos responder na totalidade a quaisquer dificuldades que ocorram a nível municipal. Basta concentrar com perícia os nossos meios, os treinos e a formação do nosso pessoal e actuar.

 

Escuteiros

 

“A atitude preventiva é de extrema importância”

 

Em que se traduz o vosso apoio ao SMPC?


Os escuteiros colaboram em acções de informação e sensibilização, quer no nosso meio, o escutismo, quer junto da população. A nível de Protecção Civil, a nossa grande actividade é a prevenção de fogos no Parque Municipal do Cabeço de Montachique.


Que importância atribuem à ajuda dos escuteiros no combate aos fogos florestais?


A atitude preventiva é de extrema importância. Estamos prontos para ajudar no terreno quando as autoridades competentes acharem conveniente. Para além disso, é muito importante para o crescimento dos nossos elementos, de modo a conseguirem “construir” uma cultura de preservação, vigilância e carinho pela Mãe Natureza.


De que meios é que dispõem para patrulhar as áreas indicadas? E que áreas são?


O projecto de prevenção de fogos visa o Parque Municipal do Cabeço de Montachique e toda a área envolvente. Velocípedes, rádios e panfletos de divulgação e aconselhamento são-nos cedidos pelo SMPC. Também temos binóculos e pequenas farmácias que são do nosso Núcleo e que os nossos elementos utilizam para melhor desempenharem a sua missão.

 

PSP e GNR
Forças de segurança no apoio à população


A Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) são mais dois agentes de Protecção Civil que desempenham um papel muito importante na segurança, apoio e socorro das populações, e na intervenção no terreno numa situação crítica. As funções da GNR e da PSP, durante um acidente grave, catástrofe ou calamidade, são, além de auxiliar os cidadãos, defender e preservar os bens que se encontrem em situações de perigo, causadas por acções humanas ou naturais, assegurar a manutenção da lei e da ordem, fazer o controlo de tráfego e de acessos, apoiar nas acções de coordenação da movimentação de populações e dar apoio a outras forças de segurança, tudo isto nas suas áreas de intervenção operacional.

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Joaquim Manuel - Comandante dos Bombeiros do Zambujal e da Zona Operacional Loures/OdivelasEntrevista
Joaquim Manuel - Comandante dos Bombeiros do Zambujal e da Zona Operacional Loures/Odivelas

É vasto o conjunto de situações com que os bombeiros normalmente se deparam. Sejam fogos, cheias, acidentes ou pequenos sinistros, os “soldados da Paz” precisam de estar alerta e bem preparados para qualquer ocorrência.
Joaquim Manuel, comandante da Zona Operacional de Loures e Odivelas, falou com a Loures Municipal e desvendou um pouco do dia-a-dia dos bombeiros, as exigências do seu trabalho, os maiores problemas, mas também as maiores ambições.

 

Como caracteriza o seu trabalho?

O trabalho de comandante, nomeadamente de uma zona operacional como é a de Loures e Odivelas, tem mais relevo quando há sinistros de maior impacte. É nessa altura, devido ao número de corpos de bombeiros e viaturas envolvidas, que é solicitada a presença do comandante operacional. Cabe-me a mim, então, comandar as operações.

Quais são as áreas mais críticas da zona que comanda?

O concelho de Loures é muito complicado. Primeiro, tem uma rede viária que nos causa problemas diariamente. É raro o dia em não há vários tipos de acidentes. Depois, possui uma área industrial forte, para a qual é preciso estar preparado para qualquer ocorrência. Existem ainda zonas particularmente delicadas como Camarate, que tem muitos bairros, armazéns e firmas, e Santo António dos Cavaleiros, freguesia conhecida pelas suas enormes torres. Por fim, a zona norte do concelho possui uma vastaárea florestal que dá bastante trabalho, particularmente no Verão. Os incêndios aqui propagam-se muito rapidamente. Ao fim de minutos já estão a atingir casas, quintais, palheiros. Como as casas estão espalhadas, há logo muitas chamadas de socorro ao mesmo tempo. É aí que funciona a entreajuda dos corpos de bombeiros. Quando acontecem dois ou três incêndios em simultâneo tem que haver uma maior mobilização de meios.

É imperativo que os bombeiros estejam muito bem preparados...

De facto, isto obriga a que os bombeiros, cada vez mais, tenham de estar bem preparados no que diz respeito à parte física mas também à parte técnica. No mesmo dia, podem ter de fazer face a vários tipos de situação. Acontece com alguma normalidade. Já passámos pela experiência de, no mesmo dia, termos de enfrentar um incêndio florestal e uma inundação.
Os bombeiros, felizmente, já começam a ter bastante formação. São preparados com instruções práticas e teóricas, através de manuais, passagens de vídeos, filmes, slides...

Quais os maiores problemas sentidos no seio dos bombeiros?

Há situações que poderíamos melhorar. Antes de mais, penso que se devia apostar na profissionalização dos bombeiros. Não faz sentido estar a treinar uns quantos homens para fazerem face às situações e depois precisar deles e não estarem disponíveis. Porque, se são voluntários, têm o seu trabalho e a sua vida. Os profissionais não. Esses estão sempre cá. O voluntariado tem de aparecer numa segunda fase, numa fase de ajuda. Mas o primeiro impacte tem de ser garantido por profissionais.
Há ainda um factor que não tem sido acautelado, que é a modernização das viaturas e do material dos bombeiros. O reequipamento está parado há uma série de anos. Já devíamos estar numa fase mais avançada.

Como são as relações com a Protecção Civil de Loures?

A Protecção Civil de Loures é uma das que funcionam bastante bem. Tanto na parte burocrática como na operacional, o trabalho realizado é excelente. Além disso, tem uma articulação muito boa, quase perfeita, com todos os corpos de bombeiros.
Para este ano, penso que o dispositivo a nível de Protecção Civil vai ser igual ou melhor relativamente ao ano passado, quer no que diz respeito à brigada de sapadores florestais que fazem a vigilância e uma primeira intervenção, quer no que respeita à vigia motorizada, ao posto de vigia do Cabeço de Montachique e ao grupo de escuteiros, que durante o Verão patrulha diariamente o parque de Montachique. Está tudo no bom caminho, mais uma vez.

Com que situações de emergênciaé que se deparam regularmente?

O transporte de doentes e as emergências na área da saúde representam 60 a 70 por cento do nosso trabalho. Depois, existem outro tipo de sinistros: pessoas que ficam fechadas em casa, inundações, etc. Por fim, como não podia deixar de ser, os incêndios florestais, que as pessoas pensam que acontecem mais no Verão mas que, este ano, já têm assolado algumas zonas do nosso país.

Em 2004, a área ardida em Loures decresceu bastante. Mas se olharmos para Portugal o mesmo já não se tem verificado...

De facto, houve uma redução de quase 400 hectares de área ardida no concelho. No resto do país continua a não haver ordenamento de florestas, reparação dos caminhos florestais e corte de matos.
Em Loures tem havido algum cuidado. Procedeu-se à limpeza de florestas e foram abertos cerca de 30 quilómetros de caminhos por entre o mato. Este ano já há um plano específico nesse âmbito também.

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