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ARQUEOLOGIA
 

Resumo histórico da Investigação Arqueológica no Concelho de Loures

O interesse arqueológico do Concelho de Loures atraiu, desde cedo, a atenção de investigadores de diversas áreas da ciência. De uma forma científica ou de uma forma amadorística, congregou-se a curiosidade que sentiram pela evidência de vestígios de épocas anteriores.

A referência mais antiga ao património arqueológico do actual concelho de Loures encontra-se na obra de Francisco de Holanda, intitulada Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa e publicada em 1571, onde aquele humanista refere, e desenha, a ponte romana de Sacavém. O epigrafista Hübner, autor de um Corpus Inscriptionum Latinarum (CIL), cujo segundo volume, datado de 1869, é dedicado à Península Ibérica, nele inclui todas as inscrições romanas então conhecidas na região de Loures.

O sector de Arqueologia da Câmara Municipal de Loures entra em funcionamento em 1984/85 e o Museu Municipal é inaugurado em Dezembro de 1985, ficando sediado juntamente com os restantes serviços do Departamento Sócio-Cultural nas instalações da Casa do Adro, antiga residência seiscentista adquirida pelo Município. A abertura ao público faz-se com a exposição intitulada Exposição Arqueológica do Concelho constituída, essencialmente, por espólio cedido pelo Museu do Instituto Geológico e Mineiro e por peças cedidas por particulares.

Achado isolado – Tesouro monetário

Quinta da Bandeira
São Julião do Tojal
Período Romano
Sestércio de Gordiano III. Proveniência incerta, depositado no Museu Municipal. “Perto de três alqueires de várias moedas de cobre ... cada hua de tamanho de seis vinténs... em hua vem a seguinte inscrição: Gloria Romanorum”. Encontrado no ano de 1777.

Actualmente o Museu tem nova morada na Quinta do Conventinho, antigo convento arrábido do séc. XVI e residência particular a partir do séc. XIX, adquirido pelo Município para instalação do Museu Municipal. As exposições de arqueologia mantêm-se com uma periodicidade anual, procurando relevar e divulgar os resultados dos trabalhos de investigação e de intervenção que a iniciativa municipal tem, desde 1995, levado sistematicamente a cabo nos sítios romanos das Almoínhas (Loures) e Frielas e nas antas do concelho. Preocupação constante da equipa de arqueologia do actual Núcleo de Investigação, é a actualização permanente do panorama arqueológico do Município e a divulgação dos resultados obtidos nos locais intervencionados, numa perspectiva acrescida de uma necessidade de sensibilização e salvaguarda.

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