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ARQUEOLOGIA
 
Carta Arqueológica
Zona Norte
Zona Oriental
 

Carta Arqueológica

A elaboração do inventário de sítios e monumentos da Carta Arqueológica resulta da adopção de duas metodologias complementares, envolvendo trabalho de campo e trabalho de gabinete, que conduziram ao levantamento de 235 sítios arqueológicos e de património edificado referenciados.

O trabalho de exterior que conduz(iu) à localização de vários arqueossítios tem sido desenvolvido ao nível da prospecção intencional e do acompanhamento (ocasional) do revolvimento do solo, no âmbito da expansão urbanística e/ou viária.

O trabalho de gabinete, por seu lado, assenta no levantamento de sítios arqueológicos e monumentos edificados referenciados em bibliografia e no levantamento dos materiais depositados nas Reservas do Museu Municipal de Loures.

Decorrentes da importância dos achados superficiais ou da importância de referências documentais escritas, têm sido realizadas campanhas de intervenção arqueológica em mais do que um sítio do concelho.

Achado isolado

Bucelas
Vila de rei
Romano ou Medieval ?

Pedra calcária paralelepipédica que apresenta numa das faces um conjunto de gravações lineares, curvilíneas e circulares. Será um jogo? Parcialmente destruído. Reaproveitado como elemento decorativo no topo de um muro de uma propriedade particular.


Os critérios subjacentes à organização do espólio proveniente das diversas recolhas e que se encontra depositado nas Reservas do Museu Municipal, têm sido muito variáveis ao longo dos 15 anos com que os serviços de arqueologia já contam no município. As consequências dessa diversidade de critérios reflectiram-se no resultado final do trabalho de levantamento dos materiais em reserva. Em primeiro lugar, por nem todos os materiais arqueológicos depositados terem indicação da respectiva proveniência e/ou das coordenadas de localização nas cartas militares; em segundo lugar, por nem todos os sítios ou achados arqueológicos que constam de cartografia antigas terem a devida correspondência material no espólio depositado nas Reservas, ou na menção de estruturas eventualmente visíveis e que chegariam para justificar a identificação como sítio arqueológico.

Quanto à apresentação da Carta Arqueológica, os elementos foram distribuídos pelas Zonas Norte e Oriental do concelho.

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Zona Norte

 

A Zona Norte do concelho é constituída pelas freguesias de Bucelas, Lousa, Fanhões, São Julião e Santo Antão do Tojal, Loures, Frielas e Santo António dos Cavaleiros. A área total ronda os 132,46 Km2.

A riqueza patrimonial da Zona Norte do concelho tem sido confirmada um pouco por todas as freguesias. As condições naturais favoráveis atraíram grupos e populações desde os tempos antigos da Pré-história, factor que nos permite, hoje, testemunhar a presença de vestígios com as mais diversas cronologias. Muito trabalho e investigação será necessário prosseguir para atingirmos um conhecimento mais completo não só da ocupação do espaço como, até, para o preenchimento de determinadas lacunas temporais que ainda persistem e que não se explicam facilmente em função do contexto em que se encontra integrada a área em causa.

Capela

Capela de Santo Amaro
Á-dos-Cãos
Loures

Possui alpendre com colunas manuelinas

Todo este espólio se traduz num potencial turístico para a Zona, havendo a preocupação, no desenvolvimento das actividades ligadas ao turismo, de levar em linha de conta o património arqueológico no sentido de o valorizar e rentabilizar.

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Zona Oriental

 

A Zona Oriental do concelho de Loures é constituída pelas freguesias de Santa Iria de Azóia, Unhos, São João da Talha, Apelação, Bobadela, Camarate, Sacavém, Prior Velho, Portela e Moscavide, ocupando cerca de 34.80 Km2.

O rio Trancão, muito importante no povoamento da região, terá servido, igualmente, de via de comunicação, quer para pessoas, quer para mercadorias. Terá mantido esta função até inícios deste século, altura em que o seu assoreamento não permitiu mais, a sua navegabilidade.

Sacavém ocupou sempre uma posição destacada em relação às outras freguesias da zona oriental, posição essa, reforçada com a elevação a cidade, em 4 de Julho de 1997. Mas Sacavém tem uma História ainda mais antiga: por ela passaram os Romanos e há notícia de um achado de três machados de pedra polida, provavelmente do Neolítico/Calcolítico.

Actualmente, a zona oriental do concelho é uma área fortemente urbanizada e industrializada e as perspectivas são de um crescimento cada vez maior. Constitui, por isso, um difícil puzzle arqueológico. Apresenta-se como a zona do concelho com menor número de sítios arqueológicos inventariadas. Alguns sítios inventariados como tal são-no pelo material cerâmico recolhido à superfície o qual é, na maior parte das vezes, insuficiente para caracterizar o tipo de ocupação do local, bem como, a sua atribuição cronológica.

Lages sepulcrais

Capela de Nossa Senhora dos Anjos
Lugar da Barca
Bobadela
Moderno - Séc. XVII

Demolida em 1995 para a construção da Variante à EN10; no seu interior, existiam algumas lages sepulcrais, as quais foram preservadas in situ.

A maioria dos achados do período Romano, concentram-se na freguesia de Sacavém; os achados Medievais ou Medievais/Modernos surgem de uma forma dispersa ou associados a património edificado – ermidas, capelas, igrejas e quintas. De um período mais recuado no tempo, predominam os sítios com achados arqueológicos do Neolítico/Calcolítico, na sua maioria em Santa Iria de Azóia.

Destaca-se, na freguesia de Unhos o povoado do Catujal, da Idade do Bronze, período cronológico pouco conhecido no concelho de Loures.

Há ainda muito trabalho a promover nesta área do concelho que só recentemente foi alvo de prospecções arqueológicas mais sistemáticas, por parte do Núcleo de Investigação/Arqueologia do Museu Municipal de Loures. Devido ao forte desenvolvimento urbanístico que se faz sentir nesta zona, os espaços prospectáveis são cada vez mais reduzidos. No entanto os estudos de impacto ambiental e os alvarás constituem, hoje em dia, dois dos meios mais eficazes para prospectar o terreno nesta zona de forte atracção.

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