A Zona Oriental do concelho de Loures é constituída
pelas freguesias de Santa Iria de Azóia, Unhos, São
João da Talha, Apelação, Bobadela, Camarate,
Sacavém, Prior Velho, Portela e Moscavide, ocupando cerca
de 34.80 Km2.
O rio Trancão, muito importante no povoamento da região,
terá servido, igualmente, de via de comunicação,
quer para pessoas, quer para mercadorias. Terá mantido esta
função até inícios deste século,
altura em que o seu assoreamento não permitiu mais, a sua
navegabilidade.
Sacavém ocupou sempre uma posição destacada
em relação às outras freguesias da zona oriental,
posição essa, reforçada com a elevação
a cidade, em 4 de Julho de 1997. Mas Sacavém tem uma História
ainda mais antiga: por ela passaram os Romanos e há notícia
de um achado de três machados de pedra polida, provavelmente
do Neolítico/Calcolítico.
Actualmente, a zona oriental do concelho é uma área
fortemente urbanizada e industrializada e as perspectivas são
de um crescimento cada vez maior. Constitui, por isso, um difícil
puzzle arqueológico. Apresenta-se como a zona do concelho
com menor número de sítios arqueológicos inventariadas.
Alguns sítios inventariados como tal são-no pelo material
cerâmico recolhido à superfície o qual é,
na maior parte das vezes, insuficiente para caracterizar o tipo
de ocupação do local, bem como, a sua atribuição
cronológica.
Lages
sepulcrais
Capela de Nossa Senhora dos Anjos
Lugar da Barca
Bobadela
Moderno - Séc. XVII
Demolida em 1995 para a construção da Variante à
EN10; no seu interior, existiam algumas lages sepulcrais, as quais
foram preservadas in situ.
A maioria dos achados do período Romano, concentram-se na
freguesia de Sacavém; os achados Medievais ou Medievais/Modernos
surgem de uma forma dispersa ou associados a património edificado
– ermidas, capelas, igrejas e quintas. De um período
mais recuado no tempo, predominam os sítios com achados arqueológicos
do Neolítico/Calcolítico, na sua maioria em Santa
Iria de Azóia.
Destaca-se, na freguesia de Unhos o povoado do Catujal, da Idade
do Bronze, período cronológico pouco conhecido no
concelho de Loures.
Há ainda muito trabalho a promover nesta área do
concelho que só recentemente foi alvo de prospecções
arqueológicas mais sistemáticas, por parte do Núcleo
de Investigação/Arqueologia do Museu Municipal de
Loures. Devido ao forte desenvolvimento urbanístico que se
faz sentir nesta zona, os espaços prospectáveis são
cada vez mais reduzidos. No entanto os estudos de impacto ambiental
e os alvarás constituem, hoje em dia, dois dos meios mais
eficazes para prospectar o terreno nesta zona de forte atracção.
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