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O concelho de Loures é sobretudo um território rural com uma paisagem moldada pelas actividades agro-florestais e pecuárias.
Neste território, caracterizado por duas zonas distintas – a zona rural e a zona urbana podemos encontrar flora e fauna muito variadas, influenciada, quer pelo clima e relevo, quer pelas características geológicas do concelho.
O carvalho-cerquinho (Quercus faginea), o abrunheiro bravo (Prunus Spinosa), o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus Rubecula), o tojo-arnal (Ulex europaeus), a albarrã-do-peru (Scilla peruviana), os maios-amarelos (Íris lusitanica), a erva-vespa (Ophrys lutea), a erva-do-homem-enforcado (Aceras anthropophorum), a tarambola–cinzenta (Pluvialis squatarola), o pernilongo (Himantopus himantopus) e o leirão (Eliomys quercinus) são alguns exemplares, de entre muitos, de flora e fauna que poderá encontrar ao realizar os percursos que lhe propomos.
“À Descoberta do Vulcão” – 28 de Março – Inscrições Encerradas
09h00 – 12h30
Pequena Rota – Fanhões – Lousa
Dificuldade: Média/Alta
Distância: 8 km
Encontro: junto à Igreja de S. Pedro de Lousa
Inicia-se junto à Igreja de São Saturnino, em Fanhões, igreja matriz datada de 1575 e restaurada em 1796, após o terramoto. Tem uma só nave e torre sineira. Destaque para o coro joanino, a pia baptismal e os painéis de azulejos (séc. XVI e XVII).
Durante a Implantação da República foi saqueada e incendiada.
Segue-se o percurso e, ao alcançar o Forte de Ribas, poderá reviver os combates aí travados no século XIX, entre as tropas francesas e as luso-britânicas. Este forte é parte integrante dos Fortes das Linhas de Torres (sistema defensivo). O conjunto pertencia ao segundo grupo de linhas (são 3 no total), que ia da Póvoa de Santa Iria até Ribamar.
O ponto seguintedeste percurso é o Cabeço de Montachique, com o seu vulcão. No concelho de Loures é possível distinguir duas zonas vulcânicas: a zona Centro/Sul onde existem escoadas lávicas, e a zona Norte, onde existem diversas estruturas cónicas, características dos vulcões.
O cabeço de Montachique, é exactamente uma dessas estruturas vulcânicas características. Trata-se do ponto mais elevado do concelho, com uma cota de 409 m.
É uma estrutura típica com crateras principal e secundária. As suas vertentes suaves são resultantes de uma emissão calma e lenta de lava, tendo existido alguma alternância com episódios explosivos, mas de curta duração.
Agora extinto, o vulcão do cabeço de Montachique terá conhecido, na altura posterior ao aparecimento dos Dinossáurios, intensa actividade.
O material expelido pelo vulcão do cabeço de Montachique, tal como outros, é de natureza basáltica. O material resultante da alteração desse basalto formou solos com características sobejamente conhecidas pela sua fertilidade.
Depois do vulcão, inicia-se descida para Lousa, onde termina o percurso.
“Rumando do Parque ao Palácio” – 11 de Abril – Inscrições Encerradas e 12 de Setembro de 2010 – Inscrições Encerradas
09h00 – 11h30
Pequena Rota – Parque Municipal do Cabeço de Montachique (Fanhões) – Freixial (Bucelas)
Dificuldade: Média/Baixa
Distância: 5,5 km
Encontro: Freixial, junto ao coreto
Com início no Parque Municipal do Cabeço de Montachique, a 280 metros de altitude, onde os ares são frescos e puros, damos início a uma Pequena Rota Linear, que tem como principais curiosidades a flora e a fauna aí existentes.
Durante o trilho, passaremos pelas localidades de Ribas de Cima, Chamboeira e terminaremos no Freixial, local onde poderemos observar um Chafariz Oitocentista, o Coreto, o Palácio do Conde de Rio Seco (séc. XIX) e a Igreja de Nª S.ª da Conceição.
O trajecto entre a Chamboeira e o Freixial é feito lado a lado com a ribeira do Juncal.
Terminado o percurso, aproveite e desfrute do Parque Municipal do Cabeço de Montachique.
“Por Terras da Anta” – 23 de Maio – Inscrições Encerradas e 31 de Outubro de 2010
09h00 – 11h30
Pequena Rota – Lousa – Ponte de Lousa
Dificuldade: Média
Distância: 6 km
Encontro: Em Ponte de Lousa, junto ao cruzamento para Negrais
Inicia-se junto à Igreja de S. Pedro de Lousa, templo do século XVI, cujo último restauro data do século XIX. Destaque para os painéis de azulejos seiscentistas policromos figurando S. Pedro e São Miguel Arcanjo. O altar-mor é em talha dourada rococó e possui tribuna e trono. Na sacristia podem observar-se azulejos seiscentistas do tipo albarrada. No exterior destaque para um portal lateral de estilo manuelino. Sobe-se de seguida em direcção à Anta de Carcavelos, anta de dimensão média, que se situa no vale da ribeira do Tufo, próximo da aldeia de Carcavelos. É um dos mais bem preservados monumentos megalíticos do concelho. Apresenta uma câmara poligonal com aproximadamente 3 metros de largura, constituindo um conjunto de seis esteios em calcário in situ, cinco correspondentes à referida câmara e um outro possivelmente pertencente ao corredor. Junto ao monumento existem algumas lajes de calcário, uma das quais de grande dimensão, talvez a antiga cobertura da câmara. (in, “À Descoberta de Uma Anta, Connosco em Loures”, Museu Municipal de Loures/DSC, Setembro 2005). Nesta zona inicia-se a descida até Ponte de Lousa.
“Do Rio à Várzea” – 13 de Junho – Inscrições Encerradas e 19 de Setembro de 2010 – Inscrições Encerradas
09h00 – 12h30
Pequena Rota – Sacavém – S. Julião do Tojal
Dificuldade: Média
Distância: 10 km
Encontro: Junto à Igreja Paroquial de S. Julião do Tojal
Este percurso inicia-se junto à foz do rio Trancão, em tempos chamado Rio de Sacavém, que desagua no estuário do rio Tejo, no mar da Palha. Passa ainda pelas Freguesias de S. João da Talha, Unhos e termina em S. Julião do Tojal.
Tem a particularidade de ser um trajecto sempre junto à margem do rio, em parte realizado pelos Caminhos de Fátima.
Em Sacavém, podemos observar a Igreja Matriz de Santa Maria de Sacavém (séc. XVI), o Convento de N.ª S.ª dos Mártires e da Conceição (séc. XVI), o Reduto de Monte Sintra/Forte de Sacavém (séc. XIX), o local da antiga Fábrica da Loiça de Sacavém e uma ponte romana, célebre pela batalha da conquista de Lisboa aos Mouros, em 1147.
Ao chegarmos à várzea de Loures, em S. Julião do Tojal, poderemos observar as hortas pois o concelho de Loures era em tempos chamado “as hortas de Lisboa”.
O percurso termina em S. Julião do Tojal, junto à Igreja Paroquial de S. Julião (séc. XVII).
“Caminhos de Antigamente” – 27 de Junho e 10 de Outubro de 2010 – Inscrições Encerradas
09h00 – 12h00
Pequena Rota – Parque Municipal do Cabeço de Montachique – Pintéus
Dificuldade: Média
Distância: 6,5 km
Encontro: Junto ao Grupo Recreativo de Pintéus
Este passeio, com início no Parque Municipal do Cabeço de Montachique, tem a particularidade de ser efectuado, quase na sua totalidade, por trilhos seculares. Dos Romanos às Invasões Francesas, chegando aos nossos dias, estes trilhos têm servido as populações e demais utilizadores nas tarefas do dia-a-dia e em importantes momentos da nossa história.
As magníficas paisagens dão o colorido a este percurso, visualizando-se localidades como Freixial e Ribas, a serra de Alrota, o rio Tejo e a Ponte Vasco da Gama (quando o tempo o permite).
Pintéus marca o final desta caminhada, onde os mais curiosos poderão ainda apreciar o Palácio de Pintéus, monumento setecentista, que foi residência da escritora e poetisa Maria Amália Vaz de Carvalho. Aqui desenvolveu vários serões literários com a presença de Tomás Ribeiro, Castilho e Mendes Leal. Foi neste mesmo palácio que foi lida a sua primeira obra Uma Primavera de Mulher.
Actualmente é propriedade do fadista João Ferreira Rosa.
Nota:
Os encontros são feitos, pelas 9h00, no local de término dos percursos, onde um autocarro fará o transporte dos pedestrianistas ao início do passeio.
As inscrições são aceites com 15 dias de antecedência de cada passeio, tendo como limite, as primeiras 50.
As desistências deverão ser confirmadas até 4 dias antes do passeio, sob pena de não serem aceites em futuros passeios.
Em caso de condições meteorológicas adversas, o cancelamento dos passeios ficará ao critério da organização.
Conselhos:
- Uso de calçado confortável e com boa aderência aos solos, próprio para caminhadas (ténis, botas);
- Uso de chapéu e protector solar;
- Alimentação: água, fruta, frutos secos;
- Em caso de ocorrer trovoada não utilize o chapéu-de-chuva.
Conduta: Não se afastar do grupo, respeitar os campos cultivados, não danificar cercas, muros, sebes, cancelas ou portões, proteger a vida selvagem e as linhas de água, não perturbar a tranquilidade local, deixar o lixo nos locais apropriados.
Informações e inscrições:
Gabinete de Turismo
EN 8, Parque da Cidade, Pavilhão de Macau
2670-445 Loures
E-mail: gab_turismo@cm-loures.pt
Tel.: 211 151 509/10
Fax 211 151 793
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