

Soromenho, Manuel Francisco, Horas de Inspiração: publicação póstuma, Loures, 1945 p.63-66
Fevereiro… mês de enamoramento e encanto.
Tempo de troca de olhares, de gestos, de palavras.
Momento em que podemos ser seduzidos por locais, culturas e gentes… Loures inspira-nos e apaixona-nos.
Manuel Francisco Soromenho, lourense de gema, nasceu a 9 de abril de 1869 e faleceu a 23 de abril de 1933. Filho de Manuel Francisco Soromenho e Maria Inácia de Freire Soromenho, família humilde mas muito estimada por todos. Este poeta conterrâneo teve uma infância normal até aos sete anos, idade em que contraiu uma meningite que, provavelmente, deixou algumas sequelas numa personalidade, ao que consta, impulsiva. No entanto, o nosso poeta lourense aprendeu gramática, francês, espanhol, inglês, alemão, grego e alguns rudimentos de latim com o farmacêutico Henrique César Farinha, que se dizia possuir um espírito enciclopédico.
Imbuído pelo espírito romântico do séc. XIX, Manuel Francisco Soromenho oferece-nos uma poesia onde revela a doçura do amor, a terna harmonia da mulher que o inspirava e o enaltecimento da sua terra natal.
O Centro de Documentação Anselmo Braamcamp Freire conserva e pretende dar a conhecer, a partir do seu espólio documental, alguns dos poemas escritos por este ilustre poeta republicano, perpétuo apaixonado por Loures.
Poderá ver esta peça no Museu Municipal de Loures durante o mês de fevereiro de 2012.
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Prato decorativo
Faiança
Marca gravada COROA/SACAVÉM
1886-1887
300mm
Museu de Cerâmica de Sacavém (MCS 85)
Peça moldada. Forma circular de aba levantada, recortada e relevada. Decoração policroma, pintura manual, com filete e ornatos a dourado. Ao centro uma paisagem, tendo em primeiro plano duas figuras representando bobos.
De acordo com a marca gravada na pasta – COROA/SACAVÉM – esta peça terá sido produzida entre os anos de 1886 e 1887, posteriores à atribuição do título de Barão Howorth de Sacavém a John Stott Howorth.
Oriundo de Rochdale, cidade do Noroeste de Inglaterra onde nasceu em 1829, John Stott Howorth veio para Lisboa com 14 anos, empregando-se como caixeiro numa das principais casas inglesas de importação de baeta (tecido de lã ou algodão de textura felpuda), a Ashworth & Cia.
Juntamente com seu irmão William, criou os seus próprios negócios e, entre 1861 e 1863, comprou a Manuel Joaquim Afonso a Fábrica de Sacavém.
A parceria com outros ingleses, dos quais familiares oriundos de Stoke-on-Trent, contribuiu para o desenvolvimento da fábrica, que ganhou uma nova dimensão.
Ao lado da produção corrente, foram cozidas inúmeras peças que apresentavam interesse artístico especial, pois nelas teriam colaborado, enquanto pintores decoradores, personalidades do meio social e artístico nacional. Não estando assinada, esta peça poderá ser um desses exemplos.
Poderá ver esta peça no Museu de Cerâmica de Sacavém durante o mês de fevereiro de 2012.
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